<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197</id><updated>2012-02-17T08:26:47.209-08:00</updated><title type='text'>Old School Nerds</title><subtitle type='html'>Fornecendo críticas há 2 anos, o OSN é uma colaboração de Gabriel Papaléo e Joaquim Pedro, onde o Cinema é o assunto principal a ser analisado, debatido e admirado.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>200</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-2970204503592184098</id><published>2012-02-12T13:23:00.001-08:00</published><updated>2012-02-17T08:26:47.256-08:00</updated><title type='text'>A Invenção de Hugo Cabret</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EIRgyiuiO4o/Tz5_uXlI2VI/AAAAAAAAAm0/jzbaj-zbdu0/s1600/Hugo%2BCabret%2BFIlm.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-EIRgyiuiO4o/Tz5_uXlI2VI/AAAAAAAAAm0/jzbaj-zbdu0/s320/Hugo%2BCabret%2BFIlm.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5710141812132862290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Scorsese reapresenta ao cinema a palavra sonho com homenagem sem precedentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito antes de se tornar cineasta, Martin Scorsese sempre foi um cinéfilo inveterado. Pode parecer o caminho natural das coisas - um apaixonado por cinema seguir a carreira de diretor - mas a verdade é que existe muita gente por trás das câmeras que não conhece de fato a história do cinema. Scorsese sempre foi um devoto da Sétima Arte, e possui cultura cinéfila suficiente para esbanjar em seus diversos filmes  . Não a toa é  o cineasta das referências, que tem ciência do percurso da arte ao longo dos anos, além de contribuir fazendo parte dela como um dos expoentes mais talentosos da cinematografia norte-americana de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerado por muitos o melhor cineasta vivo, sem dúvida não havia opção mais sábia para a direção d'A Invenção de Hugo Cabret do que o talentosíssimo nova-iorquino nascido no Queens. Mais do que traquejo no manuseio das câmeras, o filme baseado no livro homônimo de Brian Selznick precisava de alguém que verdadeiramente respirasse cinema para coordená-lo. Sem conhecer a obra original , confesso que assim que Scorsese comprou os direitos de adaptação do livro para o cinema, pairou sobre mim e outros colegas uma grande nuvem de desconfiança. Afinal , por mais aficcionado que um sujeito seja por sua arte, há naturalmente limites para trafegar sobre gêneros - e se existe alguém com gênero bastante definido em sua carreira, esse alguém é Martin Scorsese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mean Streets, Taxi Driver, Touro Indomável, Bons Companheiros, Gangues de Nova York e Os Infiltrados são exemplos fortes da nada leve lista de filmes que compuseram a respeitosa carreira de Scorsese. A brutalidade se tornou inerente a suas composições nas telas, muito porque Scorsese a vivenciou durante seu crescimento na violenta região conhecida antigamente como Little Italy. Como um diretor tão brutal e ''censura R'' poderia aceitar dirigir um longa teoricamente infantil?  E, ainda por cima, utilizando uma tecnologia  muito controversa nos dias de hoje - o 3D. Afinal, Scorsese representa uma entidade clássica , e se render a uma experiência que gerou tantos subprodutos fúteis e caça-níqueis nos últimos anos era algo , no mínimo, questionável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que não se pode julgar nada antes da hora. A Invenção de Hugo Cabret revela-se mais um marco emocionante e desde já inesquecível da estupenda cinematografia de Martin Scorsese. Uma película simples, porém jamais rasa, que trata das origens da história do cinema, ao contar a paixão de um menino pela mágica sala escura que revela histórias - e se a narrativa de Hugo Cabret , a princípio, não tinha nada que combinasse com Scorsese, já podemos ver por aqui que semelhanças existem, e ao longo da projeção, amontoam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roteirizado pelo hábil John Logan -  mente responsável por Rango, outra filme que soube lidar de maneira sutil e eficaz com referências ao cinema -  A Invenção de Hugo Cabret narra a história de Hugo (Asa Butterfield), um menino que vive entre as paredes da estação de trem de Paris , tratando para que os relógios daquele lugar não parem. Ele tem o propósito de consertar um misterioso autômato encontrado por seu falecido pai, e , para isso, faz pequenos roubos na loja de Papa Georges (Ben Kingsley). Determinado a cumprir seu objetivo, ele é ajudado pela afilhada de Georges, Isabelle (Chole Moretz) que possui ,curiosamente, uma chave que se encaixa perfeitamente na fechadura do autômato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O script do longa certamente não é seu ponto alto, repleto de situações já conhecidas e com uma narrativa esquematizada, mas não era possível sair desse sistema : Hugo é , antes de mais nada, um filme de homenagem aos antigos clássicos, tendo assim seu foco não em reinventar a roda, mas em analisá-la da maneira mais saudosista e interesante, conseguindo trazer para as novas gerações a história da origem da Sétima Arte de maneira tocante, emocional e sutil. Diferente de outro longa desta temporada que remonta a clássicos, como O Artista, Hugo não utiliza das técnicas da época para reforçar sua nostalgia e escancarar suas referências. Usa uma história paralela, para contar sobre os acontecimentos da vida de Georges Mélies, por exemplo. Não apela, por tanto, nem aponta setas luminosas para sua "ousadia". Apenas trata com carinho os entraves reais da vida dos pioneiros do cinema, utilizando de outra narrativa tocante para tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, esse paralelo traçado entre o cinema antigo e a narrativa contada pelo próprio filme é bastante chamativo. Há personagens coadjuvantes aos montes que servem de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;link&lt;/span&gt; direto ou indireto à personas ou situações do cinema do final do século XIX ou das décadas de 10, 20 e 30. O personagem de Sacha Baron Cohen, por si só, é a encarnação do humor físico desempenhado na época de Charles Chaplin; todo o esquema de atuações do elenco de apoio suporta as referências aos primórdios do Cinema, onde o humor e os trejeitos um pouco exagerados eram considerados base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez o que mais mexa com o espectador seja a noção da paixão que Scorsese possui por sua profissão. Quando citei que era de se estranhar alguém como o diretor realizar um filme "destinado ao público infantil", era porque simplesmente não havia assistido ao longa. A Invenção de Hugo Cabret tem muito em comum com a vida de Scorsese , ligações que vão desde de sua infância até sua vida recente. Hugo, afinal, é um menino deslumbrado por cinema, que ficava encantado quando seu pai o levava a uma sala de exibição. Ora, a conexão que isto tem , não só com amantes de cinema ao redor do mundo, mas principalmente com  Martin Scorsese aprimorando sua cinefilia ainda jovem, é claríssima, e gera um força emotiva incrível, que se origina desse belo subtexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda temos também, a história de Georges Méliès. Aqueles que viveram com tamanha paixão e dedicação ao cinema como Méliès, são pertencentes a um grupo seleto de artistas . O homem foi testemunha e agente importantíssimo nos primórdios da Sétima Arte, realizador de centenas de filmes, passando por um fase negra quando vendeu as películas de suas produções para empresas que as derreteram para a criação de calçados. Não cabe a mim dizer se Scorsese é tão inclinado como Méliès foi para o cinema; comparações do tipo sempre serão nascentes de polêmicas desnecessárias. O que fica claro para nós, entretanto, quando vemos Méliès trabalhando em seu estúdio construído com paredes de vidro, é a imagem de um artista inebriado com sua obra - e é inevitável não ter um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;insight&lt;/span&gt; neste momento que nos remeta a Scorsese, que deixa um manifesto de amor à  hoje subestimada Sétima Arte, tratada como comércio por tantos pseudo-diretores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No geral, é isso que o filme é : uma grande mensagem de afeto ao cinema. Tal mensagem  é representada pelo amor de personagem a personagem; pelo carinho de Hugo com seu autômato; pela persistência de cada um por seu objetivo - assim como nunca Hugo desiste de reaver seu caderno, os verdadeiros cineastas nunca desistiram do verdadeiro valor do cinema. Por vezes, nos enxergamos  em mero exercício sensorial durante a projeção : analisando as referências metalinguísticas inspiradas - como nas cenas onde Hugo está prestes a ser atropelado por um trem, remetendo à primeira exibição dos irmãos Lumière - ou pelos gracejos simples de um ou outro personagem .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos perdemos também pelas belas imagens que o 3D primoroso do filme exibe: Scorsese realiza aqui seu primeiro trabalho com o 3D estereoscópico, e logo de cara faz uma das melhores apresentações tridimensionais que o cinema já viu . Sabe como passar as noções de profundidade, revelando que parece mesmo ter se dedicado a estudar a técnica, e consegue aplicar a tridimensionalidade até para realçar o drama de seus personagens - a neve contínua, a fumaça aparecendo em momentos oportunos - demonstrando que Hugo é , mais do que Avatar ou qualquer outro filme, um projeto realmente pensado para o 3D.  Há passagens na trama que têm seu potencial dramático atingido apenas se assistidas com a tecnologia. Momentos singelos, que não devem ter sua surpresa estragada sendo contados aqui . Tudo isso, aliado a um design de produção soberbo, produz fotogramas de beleza surpreendente. Note também a inteligência da direção de arte ao aliar todo o cenário/instrumentos antigos com uma paleta de cores vivas que transmitem o "sonho" dentro da cabeça de uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto que nos deixa completamente extasiados na projeção são suas atuações.  Se Asa Butterfield consegue prender toda a atenção dos espectadores a si, revelando ter uma presença de cena admirável, principalmente para um ator de sua idade, as coisas ainda melhoram com sua química nada forçada com a talentosa  Chloe Moretz. Os dois levam suas cenas adiante com fluidez invejável, o que torna a experiência do filme ainda mais orgânica. Aliás, outro que se revela completamente entregue a seu papel - o mais delicado, já que trata de uma figura histórica - é Ben Kingsley, que exibe seu carisma costumeiro, encarnando o turbilhão de emoções que seu personagem se submete, mas tendo êxito, principalmente, ao trazer a vida a paixão que este tinha por sua arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Invenção de Hugo Cabret é uma homenagem sem precedentes, filme que se revela extremamente vistoso e sentimental à primeira vista, porém se torna mais terno e importante depois de certo tempo. É uma daquelas apresentações que nos lembram do que a Sétima Arte realmente é feita - de idéias e de trabalho duro. Inspiração e transpiração nos trazem a um limiar de sucesso no cinema, que é o patamar o qual qualquer realizador deveria querer chegar : o de sonho . Não estou dizendo aqui que Scorsese é arrogante o bastante para ter a audácia de ensinar a alguém como transmitir a magia do cinema; mas fazê-la ficar eternizada é um bom e bem-vindo lembrete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 Estrelas ***** - Muito Bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-2970204503592184098?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/2970204503592184098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2012/02/invencao-de-hugo-cabret.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/2970204503592184098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/2970204503592184098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2012/02/invencao-de-hugo-cabret.html' title='A Invenção de Hugo Cabret'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-EIRgyiuiO4o/Tz5_uXlI2VI/AAAAAAAAAm0/jzbaj-zbdu0/s72-c/Hugo%2BCabret%2BFIlm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-7100974109971059895</id><published>2012-02-01T13:19:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T17:03:31.744-08:00</updated><title type='text'>Histórias Cruzadas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-81RB91LQgQA/Tyng2_A_5OI/AAAAAAAAAmo/CikAulKjtBA/s1600/215px-Help_poster.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 215px; height: 319px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-81RB91LQgQA/Tyng2_A_5OI/AAAAAAAAAmo/CikAulKjtBA/s320/215px-Help_poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704337638274622690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Filme hipócrita sobre o racismo encontra em seus personagens interlocutores natos de uma mensagem ás avessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para angariar prêmios, principalmente aqueles estadunidenses, um filme americano muita das vezes precisa ter mais do que "apenas" qualidades técnicas e narrativas. É preciso ter uma mensagem, uma lição de moral, e ajuda muito se esta for sentimentalóide, com um cunho de crítica social e política. Funciona para ganhar admiradores ao redor do mundo, e também para faturar alguns  mui bem vindos carecas dourados . Sempre foi assim em Hollywood, e  e a tendência é continuar  - não necessariamente  o melhor filme  ganha, mas aquele que cativa mais os jurados. Afinal de contas, o Oscar nada mais é que uma grande eleição. Deste modo, criar uma produção com apelo emocional, anexado de um pseudo-ativismo político por direitos humanitários é um passo enorme para atrair a atenção para si.  Se a vitória não vem, pelo menos as indicações chegam aos montes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste aspecto, Histórias Cruzadas é uma falha de proporções épicas , pois  compromete sua desde já clichê intenção inicial de criar um manifesto apelativo pela luta contra o racismo, através de uma narrativa que vergonhosamente pinta os negros como  seres acovardados e sem força própria na árdua tarefa de ter seus direitos reconhecidos. No entanto, se há alguém que pode bater de frente com o racismo e ainda de quebra ser a "mocinha" da história, essa pessoa é uma menina loira , de olhos azuis, interpretada pela bela Emma Stone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode até ser  involuntário, mas a mensagem que o filme de Tate Taylor transmite é  completamente oposta a qualquer princípio de libertação dos negros - as empregadas negras não são agentes ativos em sua jornada de encontro à civilidade reconhecida ; são criaturas amendrontadas que acham sua "salvadora" em Eugenia "Skeeter" Phelan (Stone), uma moça que retorna ao Mississipi depois de estudar em outro estado, e não está acostumada mais aos hábitos discriminatórios de sua região natal. Ou seja, a personagem interpretada por Stone nada mais é que uma versão estrangeira da nossa já conhecida Sinhá Moça, e se no Brasil a protagonista é branca por motivos de "venda" da personagem para o público - leia-se : discriminação - não parece ser muito diferente no longa norte-americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na trama, somos introduzidos a uma destas empregadas negras  chamadas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maids&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ou helpers &lt;/span&gt;- por isso o título original The Help . Aibileen Clark (Viola Davis) é uma empregada de meia idade com uma história de vida sofrida que passou toda a vida criando os filhos brancos de seus patrões. A atenção dedicada ás crianças é tamanha que elas enxergam em Aibileen uma mãe, já que a negra é quem educa e dispensa a maior parte do tempo com os pequenos . Ela e Minny (Octavia Spencer) são duas amigas de profissão que sofrem com o racismo extremo de socialites como Hilly Holbrook (Bryce Dallas Howard) . Depois de eventos mais explícitos e cruéis de discriminação racial, as duas negras decidem ajudar na reportagem de Skeeter sobre a vivência das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maids&lt;/span&gt; de Mississipi : relatam o que presenciaram, o que fizeram, e o que sofreram trabalhando para os brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal problema do roteiro adaptado de Tate Taylor -não li o livro "The Help" em que ele se baseia - é sua gritante hipocrisia quanto ao seu principal tema : a questão racial. Obviamente ele tem em sua proposta mostrar o combate à discriminação  - porém se o seu objetivo é esse, seu discurso cinematográfico , na prática , soa diferente : quem precisa ser a voz de expressão e de salvação para as afro-americanas é uma escritora branca. Não importa se a intenção é essa , mas a mensagem que fica é "Pessoas brancas resolvem o racismo", denotando uma suposta incapacidade por parte dos negros em resolverem seus próprios problemas. Julgá-los como incapazes é, ironicamente, de um racismo tão grande quanto aquele que o filme "julga" combater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a atitude um tanto covarde das negras do filme não parece se encaixar com nenhum dos princípios de resistência à segregação : Nem o confronto direto defendido por Malcolm X, nem a atitude de convivência pacífica, mas mantendo seu ativismo, de Martin Luther King Jr. A postura das negras parece acomodada, sem ímpeto, necessitando da "boa vontade" de uma jovem de olhos claros para tirá-las de seu lugar. Em uma análise detalhada, Histórias Cruzadas tem muito de um discurso misógino - afinal, tanto Martin Luther King Jr. e J.F Kennedy, que têm suas mortes apontadas no filme, foram homens que se mantiveram contra o sistema segregatório vigente ; eles sim, foram ativistas, lutaram, e viraram mártires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só isso retrata o contexto misógino presente no longa ; a boa moça Skeeter, que aparece no início como um despontar de vigor da força feminina, disposta a trabalhar, fumar , mas sem se preocupar pela ausência de um namorado - status exigido naquela época, para um provável futuro casamento - demonstra sua hipocrisia quando chamada para sair com um homem : muda de humor, fica animada, arruma uma bela roupa, alisa o cabelo e corre para o carro. Onde estava a forte moça independente? São várias rachaduras que se apresentam aos poucos nos discursos de The Help, que demonstram toda a sua falsidade ; no fundo, é uma história feita para a elite caucasiana, que subestima as minorias e acredita na "boa ação" dos ricos e brancos para com os pobres negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo piora com a presença de personagens unidimensionais que podem ser rotulados com facilidade extrema . Basta um olhar direcionado a Emma Stone para ver nela a protagonista boazinha -note, uma protagonista branca num filme sobre negros - , e não demora também para enxergarmos na personagem de Dallas Howard uma "vilã" típica. As personas aqui são falsas como o cabelo cheio de laquê das dondocas retratadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, essa proposta esteriotipadora funciona em determinadas situações, e embora cause momentos constrangedores  - a negra viciada em frango frito; Aibileen falando "You is smart", é o ápice do senso comum sobre os afroamericanos - gera personagens interessantes, como a deslocada Celia Foote (Jessica Chastain) socialite que não é aceita por suas companheiras de classe. Celia é o esteriótipo da patricinha voluptuosa, cheia de chiliques, mas que você vê no primeiro instante que tem "bom coração". A performance de Jessica Chastain em cima da persona evoca toda a verdade que é inerente ao personagem esteriotipado, e leva todos os trejeitos e caras e bocas a um patamar elevado, dando literalmente vida ao esteriótipo. Dessa forma, é interessante que numa determinada cena-chave, Celia esteja embriagada - é possível hiperbolizar ainda mais a personagem, notando o estudo atencioso da atriz para captar este exagero e transmiti-lo, mostrando um pouco de verossimilhança  brotando do  arquétipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se Jessica Chastain auxilia na modelagem de sua personagem, Viola Davis também contribui vigorosamente para a construção de Aibileen. Apesar da mensagem do filme  subestimar o poder de sua etnia, Aibileen nunca demonstra ser uma mulher frágil , apesar de transparecer seu sofrimento e suas emoções apenas com um olhar. Davis mostra cada sentimento da persona que encarna , mas sua face reluta em sorrir, ou chorar, tentando manter a expressão séria : o velho hábito de sentir dor ás escondidas, tendo que tocar a vida mesmo com o coração partido. Aliás, a cena em que Aibileen conta da morte de seu filho como uma mulher forte que suporta a dor, deve ser a sequência com grande responsabilidade por suas indicações em tantos prêmios. Octavia Spencer faz bem o seu trabalho, é uma boa coadjuvante e retrata com veracidade Minny Jackson, mas não justifica ser a franca favorita em tantas premiações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um design de produção primoroso, que remonta à época com perfeição, e uma direção de arte  caprichosa , Histórias Cruzadas peca muito também  por não possuir um diretor experiente: um cidadão com traquejo atrás das câmeras talvez soubesse onde não pesar tanto a mão, para não soarem tão apelativas certas cenas.  Taylor não interfere no filme, não tenta dar sua colaboração como autor, ou tentar transmitir algo com seus takes. Pouco também influenciaria no discurso incorreto que Histórias Cruzadas tem, e que quase o implode como produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Estrelas **  - Fraco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-7100974109971059895?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/7100974109971059895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2012/02/historias-cruzadas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/7100974109971059895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/7100974109971059895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2012/02/historias-cruzadas.html' title='Histórias Cruzadas'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-81RB91LQgQA/Tyng2_A_5OI/AAAAAAAAAmo/CikAulKjtBA/s72-c/215px-Help_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-8647350920313425996</id><published>2012-01-14T16:45:00.000-08:00</published><updated>2012-01-14T21:12:01.919-08:00</updated><title type='text'>Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Wh4_sSnWi8c/TxJRfgQ4-II/AAAAAAAAAmc/LtmrdZte3r4/s1600/Sherlock_Holmes2Poster.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Wh4_sSnWi8c/TxJRfgQ4-II/AAAAAAAAAmc/LtmrdZte3r4/s320/Sherlock_Holmes2Poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5697706080255670402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Holmes. Sherlock Holmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro Sherlock Holmes de Guy Ritchie  foi um bom início para uma renovação do personagem , que veio muito bem a calhar . Os contos de Sir Arthur Conan Doyle eram de um suspense muito mais cadenciado, e o Sherlock retratado originalmente tinha uma seriedade britânica típica .  Obviamente a persona encarnada por Robert Downey Jr. teria uma irreverência moderna, que revitalizaria a franquia nas telonas . No primeiro capítulo, basicamente o que funcionou de melhor foi a intenção. Não que o longa de 2009 seja ruim, longe disso. O problema foi justamente a falta de apuro no roteiro estrutural, que apresentava problemas sutis de organização - como um acúmulo de sequências de ação no terceiro ato - e a irritante insistência de explicar cada um dos eventos ocorridos , dando ares de um verdadeiro "Scooby Doo" á narrativa . Além disso, a trama pouco envolvente também não gerava muito interesse . Realmente memorável era a performance de Downey Jr. - que rendeu ao ator o Globo de Ouro no ano seguinte - e a parceria muito carismática com Jude Law.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim da exibição do primeiro filme, ainda surgia um grandioso gancho para continuação . Embora o fato de perder tempo num filme incutindo nele sugestões de um próximo capítulo possa parecer um tanto estressante, ficava a esperança de que um longa futuro pudesse aproveitar o carisma de seus personagens e aplicá-lo numa trama inteligente, e que demonstrasse um pouco mais de esmero nas suas construções narrativas. Podemos dizer que essa expectativa é um tanto quanto correspondida em Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras. Embora ainda permaneça com alguns dos defeitos do orginal, esta nova produção dirigida por Ritchie é mais sofisticada que a que a precede - e isso gera um gás muito favorável e necessário á franquia do detetive inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da vez trás para as telas o arqui-inimigo de Holmes , o professor Moriarty (Jared Harris) como ameaça a nível mundial . Em 1891 , a Europa está a beira de uma guerra entre suas principais potências - e Alemanha e França são as grandes candidatas a iniciar o conflito a qualquer momento. Através de atentados contínuos por meio de bombardeios á determinados locais, Moriarty parece estar inflamando as desavenças internacionais para ver as batalhas serem declaradas o quanto antes . Cabe a Sherlock Holmes e seu ajudante John Watson (Jude Law) desvendarem o plano do vilão, e impedirem que ele atinja sua meta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Kieran e Michelle Mulrooney - mais eficientes que o trio o qual elaborou o script do primeiro filme - o roteiro deste segundo Sherlock apresenta muitas melhorias em relação ao original, e a mais notável delas é a sua mais coerente estrutura de arcos, fruto de uma  mente criativa mais organizada do que aquela que concebeu o primeiro longa . Desta vez , o projeto se firma mais constante e estável do que o anterior, e seu desenvolvimento, apesar de esquemático, favorece uma melhor apreciação de suas cenas , conseguindo distribuí-las de maneira uniforme e bem pensada, culminando num belo clímax sem soar apressado, muito menos entediante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, também é preciso reconhecer que só a presença de James Moriarty já acrescenta muito mais fervor á película . O clássico nêmesis de Holmes abre brechas para um embate  de nível muito mais elevado . Isso já era inerente ao personagem, sem o toque dos roteiristas . Estes, contudo, têm habilidade suficiente para construir o personagem  no cinema de maneira redonda, sem exageros megalomaníacos, porém possuindo frieza e inteligência bastante consideráveis,  servindo de contraponto ideal  para o astuto protagonista. Aliás, o vilanesco Moriarty é um dos grandes responsáveis pela melhor parte não só do filme, mas também de toda a franquia até aqui - o grande clímax do já clássico jogo de xadrez. Possuindo o melhor tom de suspense de toda a projeção , carrega o aspecto legítimo de tensão dos contos de Sherlock Holmes originais. O ponto alto do filme, que foi projetado com talento pela dupla responsável pelo roteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, é impossível negar a presença de alguns erros remanescentes do longa anterior. As constantes explicações que didatizavam desnecessariamente o contexto do filme , permanecem, permitindo que a franquia continue com o cheiro familiar do Dogue Alemão que desmascara vilões em desenhos animados. Ademais, a narrativa também peca pelo desenvolvimento de seus novos coadjuvantes . Embora tenha uma participação importante em determinada parte da  trama, a cigana Simza (Noomi Rapace) esmorece em momentos cruciais, não conseguindo sustentar sua relevância - culpa não da belíssima e talentosa atriz sueca, mas sim do roteiro, que torna sua participação menor e não dedica atenção necessária á personangem . Outro que parece um bônus no filme é Stephen Fry, interpretando Mycroft, o irmão de Sherlock. Apesar de divertido, o personagem se monta subaproveitado, servindo apenas como alívio cômico pontualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, se personagens secudários não são tão bem valorizados, temos na contramão protagonistas de grande apelo ao público - a química indiscutível entre  Law e Downey Jr. está ainda mais forte neste capítulo - e as atuações da dupla, á vontade como de costume, beneficiam muito na lapidação contínua de suas personas . Outro que consegue transmitir toda a personalidade daquele que encarna nas telas é Jared Harris. O ator de Mad Men tem sucesso ao  passar ao público a mentalidade fria e genial de seu personagem. Sem exarcebar para o caricato, mas também não dando margem para uma insensibilidade inexpressiva - como Michael Nyqvist fez no recente Missão Impossível 4 - o inglês adere ao caráter de seu personagem, com todo o mérito, a expressão "sem pontas soltas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe a Guy Ritchie  filmar o satisfatório roteiro com seus maneirismos típicos , usando e abusando dessa vez da câmera lentíssima - como na espetacular sequência na floresta, onde nossos protagonistas são alvos de metralhadoras, e os disparos podem ser acompanhados pelas câmeras de 1000 quadros por segundo, que foram usadas nessa ocasião. Várias oportunidades da câmera lenta "clássica" são aproveitadas em diversos combates muito bem capturados-  e tudo soa ainda  mais interessante com a trilha de Hans Zimmer, que mantém o tema do original, mas produz variações que acompanham o ritmo do filme - e é muito sonora e empolgante a trilha no momento em que Holmes trava uma luta pelo cassino . A bela direção de arte parece ainda mais grandiloquente e bem realizada que a do primeiro filme, e isso se deve provavelmente ao aumento do orçamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de uma aventura esquemática, Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras, ainda é um produto escapista muito mais bem realizado que seu antecessor. Usando um ritmo acelerado que não cessa, esta obra consegue de vez estabelecer uma "mitologia" para a franquia de um Sherlock renovado e a cada episódio mais moderno. Um verdadeiro James Bond da Inglaterra Vitoriana. Para este Holmes bonachão e aventureiro concebido por Downey Jr., só faltam os gadgets, cujo a época não permite a introdução . E , com a muito provável vinda de um terceiro filme para a série, parece que Guy Ritchie saiu do nicho de filmes de gângsters , para cair em blockbusters de época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Estrelas *** - Bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-8647350920313425996?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/8647350920313425996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2012/01/sherlock-holmes-o-jogo-de-sombras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/8647350920313425996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/8647350920313425996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2012/01/sherlock-holmes-o-jogo-de-sombras.html' title='Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Wh4_sSnWi8c/TxJRfgQ4-II/AAAAAAAAAmc/LtmrdZte3r4/s72-c/Sherlock_Holmes2Poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-8034825123025892375</id><published>2011-12-19T12:03:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T12:57:40.467-08:00</updated><title type='text'>Old School Trailers</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Y4d48OE824w/Tu-lMnfzXUI/AAAAAAAAAmQ/SzUWZIny0Do/s1600/poster-bane-10dez2011.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 217px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Y4d48OE824w/Tu-lMnfzXUI/AAAAAAAAAmQ/SzUWZIny0Do/s320/poster-bane-10dez2011.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687946490571611458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo trailer do terceiro filme da franquia de Christopher Nolan para o morcego está enfim na rede. Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge tem uma prévia espetacular, depois do bombástico teaser lançado em agosto . A trama enfim começa a se desenhar com traços mais claros: Oito anos após os eventos de O Cavaleiro das Trevas , Bruce Wayne (Christian Bale) já aposentou o Batman faz tempo . Entretanto, uma ''tempestade'' - como diz Selina Kyle (Anne Hathaway) no trailer - está se aproximando de Gothan, prometendo destruição e carnificina. Ela se chama Bane (Tom Hardy) um adversário que ameaça o herói tanto por sua força física estupenda, quanto por seu avançado intelecto . A partir disso, Wayne precisa trazer o Batman de volta, para salvar a cidade de um destino trágico . Com todo seu potencial épico, o vídeo traz frases marcantes, além da cena da implosão do estádio - parte que dispensa comentários . ''Quando a cidade virar cinzas, você terá minha permissão para morrer'' diz Bane a Bruce . A lenda termina em 2012, e nós não temos a permissão perder esse lançamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fúria de Titãs 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que Jonathan Liebesman não ficou satisfeito em quase provocar suicídio coletivo com Battle LA : Ele já está de volta ás câmeras para dirigir Fúria de Titãs 2, filme que acaba de ganhar seu primeiro trailer . Usando a versão de Marilyn Manson para a belíssima música Sweet Dreams, hit dos anos 80, a prévia começa abusando - de maneira ineficaz -do tom épico . A trama trata da sequêcia do primeiro filme, e nela, Perseu ( Sam Worthington) precisa ajudar seu pai Zeus (Liam Nesson), já que os deuses vivem uma crise - como os humanos perderam sua fé neles, os moradores do Olimpo perdem suas forças - e estão em guerra com os Titãs, que são liderados por Cronos. Sequestrado por Hades(Ralph Fiennes) e Ares - que foram contratados por Cronos - Zeus só pode ser salvo por Perseu e seus companheiros . Realmente, a Warner tenta passar uma vivacidade muito grande com o vídeo, e busca aumentar a expectativa de qualquer jeito . Entretanto, quem já viu o trailer do primeiro filme, ou conhece brevemente Jonathan Liebesman, sabe que esses dois minutos podem muito bem ser mera enrolação, para uma verdadeira desgraça de cerca de duas horas .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-8034825123025892375?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/8034825123025892375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/12/old-school-trailers.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/8034825123025892375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/8034825123025892375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/12/old-school-trailers.html' title='Old School Trailers'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Y4d48OE824w/Tu-lMnfzXUI/AAAAAAAAAmQ/SzUWZIny0Do/s72-c/poster-bane-10dez2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-388646329786064342</id><published>2011-12-15T22:22:00.000-08:00</published><updated>2011-12-16T13:02:39.050-08:00</updated><title type='text'>Machine Gun Preacher</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-BMoACQrQZlM/TuuouGh04VI/AAAAAAAAAmE/_qo3ihxpOvs/s1600/Machine_Gun_Preacher_Poster.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 215px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-BMoACQrQZlM/TuuouGh04VI/AAAAAAAAAmE/_qo3ihxpOvs/s320/Machine_Gun_Preacher_Poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686824464465322322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Unidimensionalizando o tridimensional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sam Childers está em um quarto, na África, com seu amigo Deng. Sabemos de sua causa comunitária ali, mas ali ainda não dá pra prever com certeza os caminhos que isso irá tomar. Sam sabe da terra de ninguém que é o Sudão e sabe, também, que a luta de Deng é pesada, violenta. Então, ele vê a arma do lado do amigo com certa casualidade. Pede para pegá-la nas mãos. Questiona sobre qual o problema dela. E o identifica de imediato. O sudanês pergunta, intrigado, como Sam sabe tanto sobre a Ak-47.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Gosto de armas", diz o americano do Minnesota. Não necessariamente "entendo" ou "conheço", ele "gosta" de armas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emblemática, a passagem poderia ser descrita como a cena-chave de Redenção, o novo filme de Marc Forster, sobre o tal pastor da metralhadora do título original. Uma opção de simplificar (seja por incompetência ou por preguiça) um personagem que tende a ser bem vasto em suas facetas, o que não poderia ser pior em uma película que exige um apego emocional grande aos envolvidos. Se o Sam Childers da vida real é um caipira que usa o conhecimento das armas para lutar pelo que, certo ou não, acredita, o de Gerard Butler é um redneck white trash (com direito a moto invocada e tatuagem da Harley-Davidson).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive, a decisão da Imagem Filmes de encaixar um título edificante e genérico aqui pode funcionar como estratégia de marketing, mas é péssimo no contexto. "Redenção" é mais convidativo, mas já entra errado por apontar, de imediato, uma falha do projeto. O mais honesto, O Pastor de Metralhadora, poderia soar como um grindhouse dos mais cultuados, mas representaria mais o que é passado aqui. E falha se caracteriza porque de "redenção", o filme de Forster tem muito pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após o prólogo (que, em teoria, serviria para estabelecer a violência no Sudão mas não causa impacto suficiente), somos introduzidos aos créditos iniciais. Os reducionismos começam, ainda que tímidos. O preso, devidamente vestido de colete preto, sai para encontrar sua mulher, com maquiagem meio borrada. Ao final dos créditos, eles transam dentro do carro, de maneira exclusivamente carnal. Depois do sexo (um mero prazer que Sam havia perdido na prisão), ele pede um cigarro, em busca de outro prazer. Não há dúvida: Lynn não foi ali porque é a sua esposa, mas porque Sam precisava tirar o atraso. Essa tendência unidimensional no desenvolvimento de personagens atinge a metástase logo em seguida. Na cozinha de casa, quando descobre que sua mulher trabalha em uma fábrica agora, Sam grita "Por que largou a dança?! Você é só uma dançarina viciada!". Chega a ser inacreditável a passagem do roteiro pifiamente escrito por Jason Keller.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a preguiça em apresentar seus personagens já é tamanha, as elipses de Keller também são igualmente equivocadas. A história é daquelas absurdas demais para serem uma ficção, que soam realistas justamente pelo seu caráter surpreendente. Já no filme, a tal redenção parece só um passe de mágica. Cada evento importante da construção da virada do personagem é observado com pressa, sem ser absorvido. Sam mostra que não sofreu transformação nenhuma na prisão, afinal volta a cometer todos os erros que tinha em sua vida. Se droga, assalta, vai ao bar para arranjar briga. E, após a passagem do morador de rua, parece que se cansou. Porém, não parece que é a primeira vez que Sam mata alguém. Logo, não há impacto. A cena do batismo, que em teoria seria a mais importante do filme, acaba sendo mal realizada justamente porque nenhum desconforto, impacto ou laço afetivo aconteceu na meia hora anterior de projeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se já é uma pena acompanhar as desperdiçadas situações criadas pelo roteiro, pior ainda é ver o personagem do título ser reduzido a um senso comum. Premeditada ou não, a canastrice de Gerard Butler acaba reforçando mais ainda a limitação de Childers. A ira espartana do escocês acaba funcionando (e nas partes emocionantes, Butler não compromete), mas ao debater as implicações políticas e ideológicas do que está lutando, o protagonista acaba reduzido. É como tentar encaixar o cinema oitentista raso de ação a um discurso moral que se acha relevante. Mas no final, é equivocado tentar debater, sobre algo já difícil, de maneira rasa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizar de um fundo político para produções de ação não é novidade. Redenção, desde o trailer, parecia usar disso como Diamante de Sangue fez com a exploração dos diamantes. É a mania do thriller de ação que almeja soar "contemporâneo" apenas por dar razão á pancadaria. Nesse caso, Redenção só piora. Não almeja ser só um filme de ação; almeja ser um estudo de personagem, um drama de situação, uma história revigorante, um debate sociológico e um manifesto manjado anti-Guerra Civil ("Fomos esquecidos pelo mundo!"). Num apanhado geral, o título trash Pastor de Metralhadora faz mais sentido que tudo: no fundo, Redenção acaba sendo um grindhouse "de arte" dos mais involuntários. Chega a ser cômico quando Forster, demonstrando ter dirigido a película enquanto dormia, encaixa o quadro de Butler atirando com um lança-mísseis, logo após uma cena dramática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não satisfeitos em conduzir com desleixo a história, Keller e Forster ainda unidimensionalizam Childers de tal forma que o transformam em um idiota. Exímio estrategista, fã incondicional de armas, o americano não consegue prever armadilhas óbvias, como a das duas crianças inertes, que permaneciam assim mesmo depois de chamadas. Não é um mero detalhe. Confesso que previ o perigo assim que entrou a cena (e não foi porque a fraca trilha de Ascher &amp;amp; Spencer avisou). Childers está em uma guerra civil há anos; eu só joguei Call of Duty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, ainda retratam o protagonista como um homem desatento, já que o mesmo só percebe as implicações erradas do que faz depois que alguém o avisa. Childers só questiona sua violência depois que a médica inglesa o atenta para isso; só pensa em reconstruir a igreja depois que a mulher o liga; o americano só percebe que está exagerando na violência depois de bater em uma criança e esbravejar em um culto. É indubitável que o Sam Childers real é muito mais complexo. Seria simplesmente impossível um ser tão bem intencionado ser tão unidimensional na vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forster, por sinal, mais uma vez encaixa um bom olhar estético a história, devido a fotografia hiper-granulada do sempre competente Roberto Schaeffer. Porém, se a estética é bonita, não se pode dizer o mesmo das escolhas dramáticas do alemão. Decupando seus quadros com uma falta de cuidado surpreendente, o diretor cria incompetentes cenas de impacto, que diminuem a força do já fraco roteiro. O batismo é filmado com preguiça; o ataque ao mendigo é glamourizado e estilizado, quando deveria focar na emoção do protagonista ao ataque; as cenas de ação são caóticas e mal coordenadas. Forster só acerta quando investe em travellings manjados (como o bonito take de Butler na cruz da igreja) e quando conduz de maneira evasiva (como no raro momento de genuína emoção da película, a cena com o africano com a cicatriz no final). O impacto que Redenção poderia causa é imenso. Cenas como a da filha de Childers, chorando e falando "você ama mais suas crianças africanas que a mim", poderiam ser esplêndidas. Podendo ser ousado, questionador, o filme se limita ao primeiro patamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos, o projeto ganha ritmo quando se concentra na tensão passada no Sudão. A cada vez que tenta ganhar dimensão dramática, Redenção fica pior. O que dizer da ridícula passagem em que Childers, quando já sabíamos do afastamento com a família, SE ESQUECE da data do aniversário da filha apenas para martelar a mensagem? E a coisa piora: era uma senha de cofre. Mas cada vez que a fotografia granulada se funde à paisagem árida dos desertos sudaneses, o filme se torna passável, já que na superfície ao menos funciona. Inclusive, sem a besteira do politicamente correto, o que sempre ajuda. Já como debate e retrato de uma figura curiosa e interessante, soa apenas imbecil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Childers real pode ser o caipira caricato por natureza (o orgulho com que exibe a destreza ao atirar com uma mão só a shotgun é a síntese disso), mas é um caricato tridimensional. Pertence mais a um O Vencedor e O Poder e a Lei do que a um Redenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** 2 Estrelas - Fraco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-388646329786064342?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/388646329786064342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/12/machine-gun-preacher.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/388646329786064342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/388646329786064342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/12/machine-gun-preacher.html' title='Machine Gun Preacher'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-BMoACQrQZlM/TuuouGh04VI/AAAAAAAAAmE/_qo3ihxpOvs/s72-c/Machine_Gun_Preacher_Poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-6395734274135888773</id><published>2011-12-08T08:45:00.000-08:00</published><updated>2011-12-10T23:01:09.857-08:00</updated><title type='text'>Margin Call</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-H0vbfP7RU7E/TuRVDgYlZII/AAAAAAAAAls/Z-X_1a0Zz4I/s1600/%25281086%2529%2BMargin%2BCall...%2BESaV.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 245px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-H0vbfP7RU7E/TuRVDgYlZII/AAAAAAAAAls/Z-X_1a0Zz4I/s320/%25281086%2529%2BMargin%2BCall...%2BESaV.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684762148369425538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Opressivo suspense funciona, mas não vai além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá para o meio do filme, Peter Sullivan (interpretado por Zachary Quinto) está em um táxi, se deslocando de um ponto para outro, nessa noite complicada. Nervoso com sua própria descoberta, Sullivan olha para as pessoas na rua, pela janela, apreensivo. Então, ele fala com seu amigo Seth: "Essas pessoas não têm ideia do que está por vir".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sobre isso que Margin Call fala. Mas principalmente, é nesse nível que o mesmo opera. Tendo completa ciência sobre o evento que debate, o diretor e roteirista J.C. Chandor se revela muito habilidoso nas informações com que trabalha e na tensão que impõe, mas peca justamente em dar rosto ao acontecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no início, a atmosfera do longa se instala com facilidade. Eric Dale (Tucci) está em seu escritório trabalhando, com uma aparência serena mas com os ombros pesados, até ser chamado para uma sala á parte, devidamente preenchida com um headhunter. Após separar suas coisas, com certo pesar, Dale avista seu colega Sullivan (Quinto), a quem parece ter uma relação professor-aprendiz, e o avisa sobre um aplicativo em um pen drive, que seria bom dar uma olhada. Mas antes da porta do elevador fechar, Dale previne o amigo: "Cuidado com isso". Jogando uma interessante isca, o longa fisga o espectador logo aqui, ao introduzir o mistério que levará a trama á frente e ainda cria um clima essencialmente frio e profissional na história, o que reforça o caráter financeiro e técnico que Margin Call carrega até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao abrir o espaço para Zachary Quinto, o filme entra numa vertente diferente de exploração em filmes de corporações: a da hierarquia ás avessas. Basicamente, um empregado de baixo escalão acaba sendo o desbravador da cruzada de 12 horas para tentar salvar a firma que trabalha. Logo, as forças maiores são acionadas. Aquela executiva que vimos no início, interpretada por Demi Moore, acaba se tornando personagem chave mais tarde. Sem saber a quem recorrer, Sullivan fala com Rogers (Spacey). Sem saber também de muito ("Me explica em inglês claro!", diz ele após um dos cientificismos corriqueiros que o filme oferece), Rogers chama Cohen (Baker). Este que convoca a reunião geral que resolverá o problema por vir, com a chegada de John Tulid (Irons), o executivo-chefe da empresa. Á medida que essa hierarquia empresarial começa a aparecer, a película vai revelando sua verdadeira intenção: o de suspense cauteloso e baseado em atuações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nisso, Margin Call não decepciona. Kevin Spacey volta ás grandes atuações com uma segurança natural no papel de Rogers. Simon Baker diverte com seu cinismo, da mesma maneira que surpreende com sua competência; Zachary Quinto acaba anulado a partir do meio (o que abordarei a seguir), Demi Moore faz bem seu papel, Stanley Tucci encarna com destreza e serenidade seu Eric Dale. Mas é em Paul Bettany e Jeremy Irons que J. C. Chandor se demonstra um belo condutor de elenco. O primeiro, com a competência de seus trabalhos "artísticos", abraça a frieza cafajeste de um yuppie convicto ao passo que Irons, normalmente um ator que passa sem se abalar entre a absoluta competência e o risível caricato, acaba sendo reducionista em sua composição para esbanjar uma segurança que não costuma ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando perto da resolução, porém, o filme perde um tanto de sua força. O ritmo naturalista, cadenciado, acaba sendo rígido com seus personagens e os torna coadjuvantes de suas próprias histórias. Não por acaso, o maior elo com o espectador, o personagem de Quinto, acaba sendo reprimido no final, por ser "fora da alçada profissional" do assunto a que trata. Não se engane: grandes projetos panorâmicos foram perfeitos em omitir algo de seus personagens, como Traffic, A Rede Social e Tropa de Elite 2. O problema é quando temos um indeciso paralelo entre o panorama rígido e o desenvolvimento de personagens. Preferindo dar ênfase em dramas menores (como a condição da cadela de Rogers), Chandor acaba vitimando a unidade de seu trabalho ao não dosar suas duas vertentes principais do roteiro: a ambientação e o desenvolvimento. Chandor não tem a habilidade de um Soderbergh em Contágio e, por isso, acaba condenando as grandes atuações e a tensão financeira a um projeto indeciso. Em síntese, o diretor faz um panorama que dá espaço demais para os personagens e um estudo que se preocupa demais em se ambientar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senso de urgência, o que em teoria seria o mais complicado de se fazer num filme sobre um evento alarmante, acaba sendo o que Margin Call tem de melhor. O desenvolvimento, o que é crucial em um filme essencialmente de atuações, acaba soando precário demais, reduzido demais, preguiçoso até. A ambientação é contagiante (com uma trilha precisa de Nathan Larson), a montagem clipada das cenas do comércio de ações é fabulosa (que nunca faz o barato projeto parecer pobre visualmente), as interações entre os inteligentes personagens são estimulantes. Porém, não sentir nada emocional por aqueles personagens (indo de encontro á proposta do diretor) acaba sendo ruim para quem queria ser mais que um belo retrato histórico da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso, complexo, urgente e cínico, Margin Call é bom em suas pretensões, mas fica perigosamente na superfície das emoções do período que retrata. E "competente" pra quem almeja ser "brilhante" não é a melhor das opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** 3 Estrelas - Bom&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-6395734274135888773?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/6395734274135888773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/12/margin-call.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/6395734274135888773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/6395734274135888773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/12/margin-call.html' title='Margin Call'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-H0vbfP7RU7E/TuRVDgYlZII/AAAAAAAAAls/Z-X_1a0Zz4I/s72-c/%25281086%2529%2BMargin%2BCall...%2BESaV.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-7435041324389841647</id><published>2011-11-30T18:13:00.000-08:00</published><updated>2011-12-02T05:18:11.636-08:00</updated><title type='text'>Um Dia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-3ENVXHgY1Zs/TtggMeX4j8I/AAAAAAAAAlg/9Mhvvp8np-M/s1600/One_Day_Poster.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-3ENVXHgY1Zs/TtggMeX4j8I/AAAAAAAAAlg/9Mhvvp8np-M/s320/One_Day_Poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681326328611639234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Indeciso romance dramático problematiza o esquema do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dexter e Emma estão juntos em um quarto, em 1988. Felizes, ambos conversam de forma leve, tranquila, como se desfrutassem da personalidade de cada um, do coração de cada um. Falam sobre as ambições de vida, afinal acabaram de sair de suas formaturas. Ele, meio bêbado e despojado. Ela, retraída e desajeitada. Ambos se completam, querem ficar juntos, querem ir pra cama. Se ensaia uma relação, mas nada se concretiza. E quando vai acontecer, não acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por 20 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Dia, novo filme de Lone Scherfig, o primeiro depois da aclamação do superestimado Educação, trabalha com essas idas e vindas típicas das comédias românticas, mas as adapta para os dramas da vida, tanto profissional quanto pessoal. Essa incursão, seja por desonestidade ou por ignorância, acaba tornando mais bonita a roupagem do romance, mas não torna as falhas menos visíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado no livro de sua própria autoria, o roteiro de David Nicholls apresenta seus personagens de forma eficiente, mas acaba se beneficiando de estereótipos para essa eficiência. Não estranhe se achar um tanto familiar o casal protagonista; Dexter é o mulherengo convicto que quer aproveitar a vida, Emma é a freak de laboratório com problemas de auto-estima. O trabalho dos coadjuvantes é minimizado, com razão. Num longa que demora vinte anos para se desenvolver, se focar no relacionamento é o mais prudente a se fazer. Porém, se a aproximação é válida, se aprofundar é perigoso. Na superfície, estereótipos podem ser assumidos (como em O Vencedor) ou satirizados (como na série Pânico). Os problemas começam quando o roteiro acredita no estereótipo que sequestrou. E Um Dia se sai pior do que o esperado justamente por acreditar e criticar, ao mesmo tempo, esse estereótipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criticar, se entende, por quando o projeto toma de assalto a estrutura do romance e o encaixa na "vida real". Não estamos diante de exemplares leves como Nothing Hill e descompromissados como A Proposta. O drama sensível do filme o aproxima mais de exemplares como o fenômeno teen Um Amor para Recordar. Não se realiza uma crítica explícita a glamourização do romance, mas se entende. Principalmente pelo papel que a cultura da época faz no filme (o que debaterei á frente). E por contar uma história tão extensa, que perdura por duas décadas, o filme arruma um artifício para não se tornar enfadonho: contar um dia de cada um desses anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que, em síntese, cria outro problema. Para um longa que demora um ano até caminhar para a próxima cena, Um Dia tem unidade demais. Nada parece ter acontecido nesse meio tempo; e o que aconteceu é contado de forma didática pelos personagens, fruto do engessamento promovido pela estratégia do "um dia por ano". Os encontros vão ocorrendo de forma natural, as vezes com uma distância enorme entre os personagens, mas pouca coisa muda. É sempre um Jim Sturgess, no terreno caricato que permeia sua limitação, sendo vítima da trasheira televisiva e da fama e uma Anne Hathaway triste e procurando fazer o que ama, mas sem sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso concretiza a ideia do estereótipo e nos apresenta a visão pouco amigável que o filme tem da própria época que se situa. Não é por mera proximidade com a época atual que o projeto se passa nos anos 90; Um Dia tenta justificar o fracasso de seus personagens devido ao tempo que vivem. Emma é inteligente demais para a cultura dispensável que se cria ali, Dexter é o produto que quer aproveitar a vida e perde o controle dela ao se aprofundar na ridicularidade do ambiente em que vive. É aquele tique de sempre das comédias pseudo-inteligente, fruto da geração Nick Hornby, de se referir a cultura pop a cada minuto para soar relevante. Em Um Dia, porém, o processo é inverso: a citação é pelo desapego á essa cultura, que pode ser tida como irrelevante para o filme. Pode até soar na verdade um amor a tudo que se fala, mas não se engane: é criticar o pano de fundo para tornar crível a tragédia retratada. Emma e Dexter são vítimas do tempo ali citado, o mesmo do romance idealizado e da televisão cheia de porcarias como programas de fofoca e de videogames. É injusto criar uma metáfora contra uma época que parece ter acolhido tão bem os diálogos do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não adianta. No fim, é a mesma história de sempre. Ao optar por fazer (ou tentar fazer) chorar, o filme denuncia a pretensão de querer ser bem mais inteligente do que é. Bicicletas, segundas chances e passeios na colina á parte, Um Dia é só uma comédia romântica que insiste no drama para fingir que não tem os três atos pertencentes ao gênero. Com direito á trilha bonitinha de Rachel Portman (que se sai bem na escolha das músicas da época, como a excelente Praise You) e tudo. O que difere as viradas idiotas de filmes como A Verdade Nua e Crua para o filme é o fato dos diversos anos que passam. Se Katherine Heigl fica chateada com seu amor por alguns dias para depois terminar com ele, Anne Hathaway demora uns dois anos ou três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scherfig, que parece demonstrar ser a mais elitista e moralista autora do movimento Dogma 95, consegue refletir boas escolhas técnicas á produção, como ângulos sempre bem compostos (ainda que através de uma decupagem clássica) e uma fotografia estonteante do sempre competente Benôit Delholmme. Ao ser um tanto sutil (mais que o roteiro) ao retratar Emma e Dexter como pessoas complementares ao colocá-los nos cantos opostos da tela, Scherfig torna evidente a competência estética que possui. Porém, ter um bom olho para composições (como o belo quadro aberto de Emma pulando na piscina) não basta. O moralismo já visto no desfecho covarde de Educação se exacerba aqui, ainda de forma não tão evidente. Dexter é um perdido na vida, que só consegue a redenção através de Emma. Por que criar uma reviravolta tão maniqueísta só para, paradoxalmente, soar realista? E não é apenas um mero defeito; se não fosse essa virada final, o projeto poderia até ser eficiente em sua superfície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há em Um Dia um longa dramático sobre a verossimilhança de um romance, um retrato coming of age para desmitifcar o esquemático jogo de romances idealizados. Mas há, também, um chantagista e arrogante filme que se julga inteligente e acima das culturas irrelevantes, mas que na verdade é só um caça-níquel procurando as lágrimas de mulheres desiludidas. E ao ter a audácia de forçar o espectador para trazer uma saudade e nostalgia do casal ao encaixar um dia distinto no início do relacionamento ao final da película só pra arrancar um choro a mais, se constata que o filme é quase tão maniqueísta quanto a mais vã comédia romântica. Muito bonitinho, claro. Muito mais racional nas situações (como o conflito da gravidez e com a mãe de Dexter), mas inocente em igual proporção no discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Um Dia tem de mais evidente é a lastimável tentativa de acreditar naquilo que critica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** 2 Estrelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-7435041324389841647?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/7435041324389841647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/11/um-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/7435041324389841647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/7435041324389841647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/11/um-dia.html' title='Um Dia'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-3ENVXHgY1Zs/TtggMeX4j8I/AAAAAAAAAlg/9Mhvvp8np-M/s72-c/One_Day_Poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-627466193090169929</id><published>2011-11-30T06:00:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T08:31:02.022-08:00</updated><title type='text'>Os Especialistas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/--teXZNWYHcI/TtZaMISIRvI/AAAAAAAAAlU/kx6DnIoRs04/s1600/Killer_Elite_Poster.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/--teXZNWYHcI/TtZaMISIRvI/AAAAAAAAAlU/kx6DnIoRs04/s320/Killer_Elite_Poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680827144402913010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ou "Robert de Niro de fuzil".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo é caótico. O cenário é uma terra de ninguém, um ambiente povoado pela maior gama de mercenários por metro quadrado, onde a tranquilidade não entra em pauta. Um comboio começa a chegar perto de um homem carismático, com costeletas e um cavanhaque forçadíssimo. Então, num estrondo brilhante, o carro da frente explode. Inicia-se uma operação digna de forças especiais. Muito tiroteio, nenhum disfarce evidente e Robert de Niro com uma M4, disparando com toda o estilo possível. Claramente, é uma força black ops, mas nunca secreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse o letreiro inicial, estamos em 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um mero truque para conferir veracidade ao projeto; com Os Especialistas, de fato, estamos nos anos 80. Todo uma época do cinema de ação é sintetizada de maneira coerente por Gary McKendry, em seu debute na direção. As explosões, os tiroteios frenéticos, a trama rocambolesca, as reviravoltas bizarras. Tudo está aqui, da maneira mais divertida e leve possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse espírito do herói oitentista permeia a produção sem torná-la datada. Jason Statham encarna aqui o papel raso do anti-herói com crise de consciência, que só quer voltar para casa (e para a mulher, não podia deixar de ser). Robert de Niro entra no papel do mentor do protagonista, que parece ter ensinado cada golpe para seu aprendiz e exala competência (e que só falha quando o roteiro acha conveniente). Já Clive Owen assume o papel do antagonista super-espião. O imaginário público sobre os atores ajuda a todo momento a produção: Statham é durão e sabemos disso pelo seu rosto sisudo, de Niro volta ao papel de autoridade do crime de Fogo contra Fogo, mas dessa vez do lado dos mocinhos. E Owen, estranhamente, parece só fazer o papel do espião protagonista desde que recusou o 007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, temos os coadjuvantes mais diversos possíveis, sempre nos  papéis fractais ao sub-gênero da espionagem. Davies é o faz-tudo do grupo, o homem da ação; Meier é o cérebro da equipe, o homem dos equipamentos e estratégias ("Não deu certo da última vez porque eu não estava coordenando!"); o Agente é, como o nome sugere perfeitamente, o contratante enigmático e que, bem vestido e galante, apenas se demonstra intimidado diante de amostra maior de poder; e temos, claro, o chefe supremo, legítimo headhunter, por trás de tudo: o FDPNC (na hilária e espetacular sacada do roteiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciente do imaginário, Os Especialistas não tenta desenvolver mais do que a figura imponente dos sujeitos com que trabalha. Porém, quando o faz, soa inteligente. Spike, personagem de Owen, tem sua primeira aparição dentro de sua casa, de óculos e robe, com sua esposa acalmando um bebê ao fundo, o que representa uma boa introdução de personagem no roteiro de Matt Sherring. Sherring também é hábil ainda ao simplificar todas as questões mais elaboradas (o que torna o filme mais focado na ação). Como, por exemplo, Danny entrou no campo do SAS? E como o grupo matou tão facilmente o alvo que fez de Niro ser preso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns erros grotescos acabam passando, obviamente. Um matador, mesmo que iniciante, não seria tão estúpido a ponto de estourar a cabeça do inimigo podendo perfurar a cabeça do amigo; não é normal um homem vivo ficar estatelado no chão com o único propósito de surpreender o público. Danny é muito cauteloso ao não querer matar inocentes, mas não hesita em perseguir um alvo sem saber da veracidade da culpa dele. Porém, Sherring tem como maior acerto o fato de não se levar a sério ao longo da metragem, o que tornam normais esses erros. É uma homenagem a uma época de homens indestrutíveis, afinal. E, de certa maneira, Os Especialistas é um espetáculo do verossímil perto de Comando para Matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E justamente ao conferir certa verossimilhança, o filme torna as mortes mais interessantes. Ao trazer um atropelamento e um tiro acidental como momentos catárticos principais, a produção é coerente em causar imprevisibilidade nos destinos de alguns personagens. A fotografia de Simon Duggan acompanha esse pé no real no meio do absurdo, investindo numa atmosfera granulada e que valoriza a natureza perigosa dos locais. Obviamente, cada movimento e reviravolta são esquemáticos e seria preguiça não saber como o confronto dos assassinos irá acabar, mas ao apostar em elementos ocasionais do ambiente hostil em que vivem os personagens para matar seus coadjuvantes, Os Especialistas se sobressai um tanto de seu esquema limitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda munido de diálogos que tem como função exaltar o caráter macho de seus personagens (uma característica bem oitentista), o filme se impõe com frases como "Você tem bolas de aço!", "Muita gente já morreu, não entre nessa lista também" ou, a mais inspirada, "Você deixou a matança mas ela não deixou você!". Sherring ainda vai além ao trazer os diversos tiques das intrigas internacionais oitentistas, como a disputa pelo petróleo. Além disso, o roteiro confere ainda um caráter enigmático ás corporações do filme: o SAS é uma organização especial representada por uma pena; nunca sabemos para quem trabalhar Statham; e não há nenhum envolvimento direto de nenhum governo em momento algum da trama, que passa por diversos países ao longo do globo, de Omã até Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se a trama é um bolo de camadas bizarro e sem muito sentido, não se  pode dizer o mesmo da ação, bem coordenada por McKendry. A trilha ainda  embala bem a correria, evocando os genéricos temas de ação do passado. O caráter operístico e de homenagem se consagra na virada do terceiro ato. Quando o filme parece caminhar para um digno fim, uma reviravolta amalucada se instala. Tudo merece ser revisto e começa a se ensaiar um novo filme. O que em teoria seria um demérito enorme, acaba apenas deixando mais explícita a intenção de homenagem. E quando se percebe que o escritor do livro que deu origem ao filme é personagem fundamental a ele, é justamente quando a tal trama internacional parece ter surtado de vez mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode desviar da real intenção, a da ação pela ação. Cena emblemática: mesmo após ter lutado anteriormente com Owen, Statham se vê preso a uma cadeira pelo mesmo Owen. Um minuto depois e Spike já está preso a cadeira, com um terceiro elemento em cena. O que acontece? Uma luta á três. Não ter medo do absurdo não é para muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um tempo de super-heróis a cada semana em tela e adaptações á todo momento, é com certa surpresa que chega esse Killer Elite, um filme pipoca que até se denomina adaptação, mas é simplesmente absurdo e esquemático demais para o ser, o que cheira bem a devaneio do escritor ou um mero truque, como o dos Irmãos Coen em Fargo. E implausível, para um projeto que não se leva a sério, é um adjetivo bem divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem se deixar perceber a própria piada, Os Especialistas se sai melhor  até que Os Mercenários, que soa até uma homenagem de laboratório perto deste. O plot é ridículo, as atuações são canastronas, mas a ação é garantida. Ver de Niro de volta a um papel carismático é um alívio, também. Pode não haver envolvimento emocional ou brilhantismo técnico, mas houve diversão. E das melhores e mais cafajestes possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vale citar: que Rock You Like a Hurricane fez falta no filme, isso fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** 3 Estrelas - Mediano&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-627466193090169929?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/627466193090169929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/11/os-especialistas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/627466193090169929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/627466193090169929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/11/os-especialistas.html' title='Os Especialistas'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--teXZNWYHcI/TtZaMISIRvI/AAAAAAAAAlU/kx6DnIoRs04/s72-c/Killer_Elite_Poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-6756981980599812036</id><published>2011-11-27T13:58:00.000-08:00</published><updated>2011-11-27T17:18:25.613-08:00</updated><title type='text'>Amanhecer - Parte 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-wYqbsmctoOs/TtLWfqZk9NI/AAAAAAAAAlI/HV1ZHztgIbw/s1600/amanhecer.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 296px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-wYqbsmctoOs/TtLWfqZk9NI/AAAAAAAAAlI/HV1ZHztgIbw/s320/amanhecer.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679837919513474258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quarto filme da série é antiquado em todos os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o assunto é Crepúsculo, não é preciso ir muito longe numa análise para o veredito indubitável : não se trata de um produto - tanto cinematográfico, quanto literário - considerado bom . Não pelos seus erros - que são muitos - ou infantilidade , mas pelo simples fato de não conseguir atingir o limiar mínimo de qualidade, quando apenas sua história é avaliada , livre de suas incoerências ou interpretações . Sua trama, por si só, é batida , repetitiva , monótona e previsível .  Não há aspectos positivos que possam ser apontados no enredo da ''saga'' (com muitas aspas). Apenas por sua falta de criatividade ou relevância , a série de livros escrita por Stephenie Meyer já merecia pairar próxima da mediocridade . Nada mais justo, já que não possui características dignas de mérito , nem personagens  cativantes , ou uma construção de universo bem feita - como em outros best-sellers que fizeram sucesso com os jovens , como Harry Potter e Senhor dos Anéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto , até a mediocridade é demais para o conto de Bella , Edward e Jacob . Não satisfeito em NÃO construir um universo interessante , o sucesso entre as jovens do mundo ainda destrói uma mitologia tão fascinante quanto a dos vampiros . Com seus heróis metrossexuais , e portadores de fobia a vestimentas, ainda sobra para a cultura dos lobisomens . Tudo isso já seria suficiente para decretar a plena nocividade da ''saga'' e seu status inquestionável de ''ruim'' . Mas Crepúsculo não é ruim : está abaixo deste conceito . Podemos atestar claramente isso com a chegada do tão aguardado Amanhecer aos cinemas . O quarto capítulo da franquia cinematográfica chega para tirar mais pontos ainda da mesma . Além de tudo já citado , a série ainda se apresenta incrivelmente retrógrada , em vários sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era possível perceber esse claro estigma machista , infantil e ultraconservador durante os filmes que precedem Amanhecer , mas aqui tudo fica mais evidente e escancarado ,  conforme o casamento  de Bella se aproxima . Na trama da vez , Bella ( Kristen Stewart) e Edward ( Robert Pattinson) preparam seu casamento e enviam seus convites a diversos  personagens . O primeiro  a receber  é Jacob (Taylor Lautner) , que , em mais um momento pomba-gira da franquia, arranca a camisa e vira um lobisomem para extravasar sua revolta licantropa - a cena se passa na chuva, então o calor está descartado como motivo da tirada de camisa , que passa a ser relacionada agora com alguma provável alergia a algodão . Apesar da aparente indecisão ,  palavra que circunda a série desde o primeiro frame , os dois pombinhos se casam , vêm passar a lua-de-mel no Rio de Janeiro, e aqui consumam seu casamento. Um tempo depois disso, entretanto, Bella tem a ''surpresa'' - isso já não deveria ser esperado? - de estar grávida , e de um feto vampiro .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigido de maneira burocrática, e esteticamente pobre por Bill Condon  , Amanhecer é mesmo o pior filme da série . Muito disso causado por seu aspecto monótono - que aliás, sempre acompanhou fielmente a franquia - passando por seus erros técnicos, mas, principalmente, por seu discurso . Este capítulo da série declara, de diversas maneiras, seu machismo,  e grande subestimação da classe feminina . Seus recados surgem constatemente, mas ficam cristalinos em determinadas situações, como na gravidez-sacrifício de Bella, que surge como a metáfora clara para aquilo que conhecemos como '' a gravidez é o fim da vida da mulher'' . Ou seja , após o fardo de mãe, não há perspectiva para nenhuma outra meta na vida. Uma visão que se revela errada em qualquer momento da história da humanidade, mas que , em pleno século XXI, é extremamente repreensiva .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há várias outros momentos que colocam Bella num segundo patamar na  relação com Edward : Sua fraqueza - tanto de espírito, já que depende mortalmente daquele homem , quanto física - e também sua inferioridade mental  - as cenas em que Edward ganha de Bella no xadrez só servem pra ilustrar a fragilidade da personagem de Stewart  , que se demonstra incrivelmente indecisa e frouxa durante toda a exibição . Aliás, minto . Bella se mostra muito determindada  num ponto  em particular : naquele em que ela precisa se sacrificar pelo filho. As mulheres servem apenas para isso, afinal, correto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente não. E Amanhecer traria uma boa discussão sobre essa subestimação que ocorre com  a mulher caso não fizesse justamente apologia desse fato. Há uma adoração - tanto da escritora , quanto de suas fãs - por esse esquema dito romântico, mas que na verdade só tem de imaturo e antiquado . Ora, Stephenie Meyer não escreve para formar mulheres, mas sim para gerar nas adolescentes uma saudade incrível de serem meras meninas . Repare nas cenas pré-casamento : Bella vive uma indecisão hipoglicêmica, depressiva, sem a menor fagulha de vontade, a acomodação em pessoa . Encarna uma situação similar á de Justine em Melancolia, porém sem nem um por cento do ímpeto da maravilhosa personagem vivida por Kirsten Dunst no filme de Lars Von Trier . O caráter depressivo patológico de Bella chega  ao máximo quando nem mesmo seu namorado acredita que ela esteja feliz com o casamento. ''Eu estou'' ,ela diz. Só se for uma felicidade sem semblante - a lá Kimi Raikkonen .  Em outro momento do filme, Bella se opõe a usar salto alto, como uma clara criança que recusa o crescimento...Tudo isso só corrobora para o diagnóstico de imensa infantilidade e machismo, presente com maior explicitação do que nunca neste Amanhecer .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o filme de Bill Condon possui ainda mais defeitos . Não satisfeito em contradizer sua carreira ao assinar contrato para realizar o filme - afinal Condon comandou , em 2004,  Kinsey, onde tabus eram quebrados, e agora dirige esta adaptação, onde tabus são mais do que nunca glorificados -  o diretor ainda detona a película com sua participação infeliz . Os comandos de set falham , os cortes são desajeitados,  a montagem não ajuda . A direção de atores parece tão quadrada, que beira a vergonha alheia . Também, pudera : com excessão de Anna Kendrick e algum outro gato pingado, o elenco de Amanhecer está pior do que nunca . O índice de teatralidade permanece alto, e a culpa é essencialmente dos atores . Atores, aliás, que fracassam ao tentar demonstrar um mínimo de dramaticidade necessária, ou até mesmo expressividade, principlamente neste capítulo tão importante para a ''saga'' . Taylor Lautner e Robert Pattinson estão meramente ruins - Lautner um pouquinho pior - e Kristen Stewart tem mais problemas ao formular expressões .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, Amanhecer ainda sofre por ser ultrapassado também esteticamente . Sua fotografia é pedestre, e , não satisfeita em não colaborar com o filme, tem tons que variam bruscamente entre cortes . Um Guilherme Navarro irreconhecível . A direção de arte também falha ao dar ao filme um tom extremamente brega, como na cafoníssima cena em que Bella sonha com o casamento. Pilha de mortos? Vestimentas brancas com detalhes de sangue, num fundo estourado branco? Definitivamente, o discurso obsoleto de Amanhecer combina com seu visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tudo isso, ainda temos problemas de roteiro , meros buracos ,como na parte onde vampiros não sabem o que pode acontecer com o nascimento de um bebê vampiro . Séculos de existência para tanta desinformação ? Tudo fica ainda mais cômico na parte onde Edward vai pesquisar sobre o assunto, e entra no Google imagens...Precário, no mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitos os problemas, e Amanhecer, como os outros filmes com o selo Crepúsculo, ainda sofre por ser extremamente modorrento . Antiquado tanto na narrativa quanto em sua técnica, temos aqui o pior filme dos vampiros brilhantes . Um filme indefensável, e se não for por Jack and Jill - mais um desastre de Adam Sandler que vem por aí - este pode ser considerado o pior filme do ano .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 estrela *&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-6756981980599812036?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/6756981980599812036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/11/amanhecer-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/6756981980599812036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/6756981980599812036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/11/amanhecer-parte-1.html' title='Amanhecer - Parte 1'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wYqbsmctoOs/TtLWfqZk9NI/AAAAAAAAAlI/HV1ZHztgIbw/s72-c/amanhecer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-285026746132770618</id><published>2011-11-24T11:40:00.000-08:00</published><updated>2011-11-26T00:48:09.598-08:00</updated><title type='text'>Dawson - Ilha 10</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LHE8Xo4brI8/TtCiKK7wVNI/AAAAAAAAAk8/G3Jqze30_C8/s1600/Dawson_Isla_10.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 220px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679217425731572946" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-LHE8Xo4brI8/TtCiKK7wVNI/AAAAAAAAAk8/G3Jqze30_C8/s320/Dawson_Isla_10.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Drama histórico glamouriza os fatos e acaba limitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao início da entrevista, o militar está tenso. Várias perguntas são direcionadas para ele, que tem um linguajar limitado e evidentemente preso. Tudo isso é registrado numa contrastada fotografia em preto-e-branco, com uma inquieta câmera que dá uma aura documental para a cena. Quando uma pergunta é direcionada a um habitante da tal Ilha Dawson do título, a retórica parece mais elaborada, mesmo que a pessoa fale pouco. E a câmera, se espremendo entre diversos jornalistas, acaba glamourizando o documento. No fundo, é sobre isso que se trata Dawson - Ilha 10, drama representante do Chile no Oscar 2010. Uma visão imparcial, ainda que fiel, aos fatos ali apresentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os agressivos violinos de Juan Cristóbal Meza ditam bem a atmosfera pesada que o diretor Miguel Littín tenta propor desde o início. Visivelmente apaixonado pelo evento que ali retrata (o que torna o filme mais nacionalista do que deveria), o chileno tenta causar o desconforto em diversos momentos, com o intuito de colocar o espectador na mesma situação dos personagens. A metástase desse jogo ocorre nos takes em primeira pessoa na chegada dos prisioneiros na ilha de Dawson. Littín assume o ponto de vista de Sergio Bitar, o Ilha 10, que foi o autor do livro que originou o filme, o que acaba sendo um tanto previsível, ainda que eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, com o tempo, o truque cansa. Tentando ao máximo entrar na mesma condição dos prisioneiros, Littín pesa a mão e soa repetitivo. A cada tratamento animalesco que um militar concede ao seu subalterno, o filme mostra um revolucionário debatendo sobre algum assunto relevante sobre o país. Isso seria bom para ambientar e delinear o caráter dos dois lados, se não fosse martelado por toda a projeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O foco nos detalhes, para o bem e para o mal, são fractais ao filmes. A morte de ícones como Pablo Neruda são detalhadas com pesar, as memórias do 11 de Setembro (dia do golpe que derrubou Allende no Chile) são lembradas com melancolia. As imagens de arquivo de Salvador Allende são mostradas em câmera lenta, com pesar, com uma dor patriótica que fica muito bonita em tela, ainda que torne o projeto restrito ao povo chileno. Pela riqueza de imagens e discussões ali retratadas, Dawson é eficaz. Porém, como obra fechada, acaba tendo diversos problemas, que vão do desenvolvimento de personagens até a estrutura que a trama adota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semelhante a filmes como Ensaio sobre a Cegueira, Dawson procura contar os detalhes de um confinamento desesperador. Mas se Ensaio tinha várias vertentes filosóficas, bons personagens e arcos narrativos, o filme chileno se restringe apenas a contar os fatos, o que o torna bem fiel historicamente, mas opaco como obra de arte. Visto por esse lado, é até um milagre que o filme passe seus 100 minutos sem perda de ritmo ou foco, já que pouca coisa parece acontecer em tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum a filmes históricos serem bem ideológicos, mas a atmosfera dos anos 70 é algo que compensa a falta de significado do projeto. Passagens ótimas como a canção dos países americanos, que é interrompida quando Cuba é citada, valem a visita. As conversas dos exilados no dormitório são sempre relevantes, ainda que previsíveis. O fato do roteiro ter se baseado no livro de um desses presos acaba sendo explícito, já que tanto a carta narrada na abertura quanto os arroubos nacionalistas nos diálogos são, verídicos ou não, bem inocentes. Seria fácil condenar o filme por "vista grossa" no desenvolvimento dos liberais se liberais em essência não fossem tão parecidos. Não por acaso, o filme, ainda que tenha um protagonista, não opta pela exclusiva visão deste, preferindo investir no ensemble cast. Mas o que em teoria funciona, não tem o mesmo sucesso em tela. Littín não é o melhor dos roteiristas e muito menos o melhor dos diretores, então fica bem difícil de apresentar bem cada peça do quebra-cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos leva a falta de apego emocional aos cidadãos dali. Ciente de que desenvolve mal seus personagens, o diretor investe na montagem ao reutilizar (dessa vez, em preto-e-branco) um take para relembrar-nos quem é tal personagem depois que este morre. Ainda assim, dilata sua narrativa com a construção da igreja afim de criar maiores laços com o arquiteto preso, o que gera também na humanização do militar. Não é de se espantar que seja complicado lembrar dos nomes de cada prisioneiro, já que a individualidade não dá as cartas aqui. Em suma, não sentimos pena por ninguém em Dawson; sentimos, sim, por todo mundo. Sendo um manifesto pró-passado comunista do país, o filme tem até bastante unidade em não privilegiar ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que soe leve na abordagem mesmo não querendo (nem os violinos nem os maus tratos foram suficientemente fortes para o apego que o diretor propôs), Littín tem certa competência. É didático em excesso ("Você teve um pesadelo!"), ideológico em excesso (as frases motivadoras escritas por "A"), mas conhece o necessário para uma boa abordagem visual. Empregando uma câmera tremida nas cenas dos presos, o diretor investe em ângulos observadores e estáticos ao mostrar os militares, o que dá uma boa ideia do contraste das situações sem soar forçado. Dirigindo bem seus atores, todos convincentes, Littín até perde as rédeas de seu filme com certa frequência, mas sempre as toma novamente quando o projeto corre perigo de se tornar enfadonho (como quando introduz as cenas dos presos com um oficial de alta patente, em um escritório).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizando uma fotografia com retenção do prateado, a técnica do Bleach bypass realizada por Roger Deakins em 1984, o diretor (também o fotógrafo) torna sua película muito bonita visualmente, com uma direção de arte que assusta pela veracidade. Retratando com eficiência a atmosfera solitária e depressiva da ilha do título, o filme ainda é humanista suficiente para emocionar em algumas partes, como nas já citadas mortes dos ídolos dos presos e no contato com o habitante de uma cidade vizinha á ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o zelo com os presos e o patriotismo evidente acabam revelando outro truque de Littín. Certo de que o público não conhece os militares e o tratamento quase inumano que os mesmos exercem (contra os inimigos e contra si mesmos), o diretor e roteirista força a barra ao mostrar os carrascos. Enfocando em duas oportunidades as mãos juntas (para trás) de um militar, com o objetivo de estabelecer a personalidade metódica e ferrenha do mesmo, Littín constrói TODAS as interações militar-liberal com o maior conflito possível, justamente para vilanizar ao máximo todos os integrantes do exército. E até mesmo quando um militar fala com outro, o chefe manda ele pagar flexões, por puro exercício de poder. Obviamente, então, o único militar bonzinho tem que ser um alívio cômico. Se o tratamento militar não fosse tão unidimensional por natureza, seria até complicado acompanhar um produto tão crente em um reducionismo. Não se espante se você sair odiando a instituição de defesa armada do país após assistir Dawson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechado e modesto em sua pretensão artística, Dawson não ofende e nem encanta, ficando em um meio termo exato, que encaixa o filme mais do que nunca na categoria "histórico". Se diferenciando apenas no amor exacerbado pela própria h(H)istória, Littín realiza um bom filme, fiel aos fatos, que só escapa da fidelidade quando um fato discutível se torna simples demais (na verdade, Allende se suicidou de maneira discutível, mas para o filme, não há dúvidas sobre o assassinato).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que os lados não estejam bem claros (é difícil ser a favor de Pinochet e seus militares), mas utilizar uma narrativa pobre para um discurso histórico tão seguro e centralizado não é a melhor solução. Mas há méritos nisso. Para o bem ou para o mal, limitar uma revolução nacional ao amor ao mocinho e ao ódio ao bandido é um feito notável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** 3 Estrelas - Aceitável&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-285026746132770618?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/285026746132770618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/11/dawson-ilha-10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/285026746132770618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/285026746132770618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/11/dawson-ilha-10.html' title='Dawson - Ilha 10'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-LHE8Xo4brI8/TtCiKK7wVNI/AAAAAAAAAk8/G3Jqze30_C8/s72-c/Dawson_Isla_10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-7357878869959602396</id><published>2011-11-19T11:09:00.000-08:00</published><updated>2011-11-21T07:26:48.672-08:00</updated><title type='text'>Trespass</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-IjZ8PIv0NrI/Tsi7KalmN6I/AAAAAAAAAkw/Ijnlsr4bBSY/s1600/Trespass2011poster.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 217px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-IjZ8PIv0NrI/Tsi7KalmN6I/AAAAAAAAAkw/Ijnlsr4bBSY/s320/Trespass2011poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676993117910611874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Joel Schumacher volta á vergonha alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor americano Joel Schumacher é conhecido por seus trabalhos totalmente opostos entre si. Quando se aventura pelo suspense psicológico, consegue realizar, em iguais proporções, filmes corretos como Por um Fio e desastres como 8MM. Ainda sendo bom condutor de dramas criminais, como O Cliente e Tempo de Matar, o diretor ainda tem dois bons exemplos de estudo da violência no currículo, o elogiado Tigerland e o excelente Um Dia de Fúria. Porém, é como realizador de blockbusters e de filmes independentes que Schumacher mostra toda sua incompetência. Se os Batmans dirigidos por ele são indefensáveis, ainda temos o fraquíssimo Veronica Guerin, passando pelo frustrado guilty-pleasure Em Má Companhia e pelos recentes Blood Creek e Twelve, dois exemplos claros da falta de habilidade de Schumacher como contador de histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria até um fôlego interessante ver o americano voltar aos filmes de suspense psicológico. Porém, fica cada vez mais claro que seus bons filmes são fruto dos bons roteiros e dos ângulos interessantes que Schumacher busca. Porque como narrador, o diretor ainda tem muito a aprender. Por isso, não é tão surpreendente que Reféns tenha saído tão ofensivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicolas Cage, mais histriônico que nunca, chega em seu Porsche á sua luxuosa casa. A visão de um helicóptero é intercalada com o áudio do que se passa no carro de Kyle Miller, o nosso protagonista. Logo ali, é possível obter três constatações sobre os caminhos que Trespass irá seguir: além de Cage investir num sotaque pouco convincente (com uma arrogância ímpar) e esse início seja ironicamente semelhante ao do espetacular Violência Gratuita, ainda se pode ter o primeiro sinal da artificialidade ridícula do roteiro de Karl Gajdusek. Miller dialoga da forma mais rápida possível, com o comprador na linha, com uma falta de habilidade que chama a atenção. Não faltou nem o "Damn it..." quando o comprador desliga abruptamente. Chegando em casa, temos mais dessa artificialidade, mas dessa vez acompanhada de um reducionismo irritante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se já é difícil acreditar em uma Nicole Kidman como uma serena dona de casa, mais complicado é acompanhar a introdução da filha adolescente do casal perguntando se pode ir a uma festa. Afinal, o pai acabou de chegar em casa depois de um tempo fora, e a filha é amorosa o suficiente para abordá-lo apenas para perguntar sobre a tal festa. E quando vemos o grande Nic Cage com um óculos retrô, cafona, falando que não vai deixar porque "na festa terão outros garotos, o que é o pesadelo de qualquer pai!", dá pra começar a desconfiar que o roteiro é over o suficiente para tentar explicar o que passa na cabeça do pai de uma adolescente, como se o público já não conhecesse. E ainda por cima, cercado desses reducionismos. Fica muito difícil permanecer no cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a história nem começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa introdução pífia, cheia de pequenos mistérios que Schumacher tenta criar (como mostrar as tais fotos que Kyle coloca no cofre e os cigarros que o mesmo encontra logo que chega em casa), já compromete perigosamente o filme, já que apresentar com destreza os personagens, em filmes que dependem da ligação emocional do espectador com eles, é essencial. Não por acaso, é com indiferença que acompanhamos a chegada dos criminosos. E ali começa, de verdade, o espetáculo do absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os criminosos já chegam ameaçando de maneira agressiva os protagonistas, o que é de praxe. Além disso, a gangue demonstra ter um mínimo de senso de segurança ao destruir todos (ou melhor, quase todos, já que o único telefone que continua ativo seja crucial para uma sub-trama). Mas é só o roteiro começar a investir nos diálogos que Trespass volta a afundar gloriosamente. Elias, o líder da gangue vivido por Ben Mendelsohn, pede o código a Miller apenas para revelar, em alto e bom som (quase olhando pra câmera, diga-se de passagem), que já sabia o código e que o código fornecido pelo protagonista era para chamar a polícia. Perguntou pra quê então? Pra surpreender o público? Essa tendência se exemplifica novamente nas ameaças ao cofre. Por que Miller não abre logo? O segredo que está ali só se refere a tensão do público, que não sabe o conteúdo dele. Nada aconteceria se ele revelasse isso aos sequestradores. Não é exagero; ser artificial é a principal característica de Trespass. É como assistir um suspense de situações operístico, cheio de arrogância, que vira para o espectador e clama pela admiração de sua inteligência, mesmo que esta não exista. Raramente se assiste obras tão inorgânicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num filme que se propõe ameaçador, são fundamentais dois fatores: que o espectador se importe com os personagens e que os vilões sejam realmente perigosos. Já estava claro que o desenvolvimento havia falhado, mas ao errar também em introduzir os antagonistas, Trespass parece criar unidade na mediocridade. Schumacher, sem saber exatamente qual tom dar á sua história, resolve investir em todos: a tensão sexual (o assaltante entre as pernas de Kidman), o envolvimento entre mocinha e bandido (com os já horrendos flashbacks editados de maneira porca), o da psicopatia do assalto (como a tentativa de aterrorizar com a história do rim), o do heist-gone-wrong (com o caos generalizado pairando sobre o grupo) e, obviamente, o das milhares de reviravoltas. Ao perceber que seus pasteurizados diálogos não irão sustentar nada, Gajdusek começa a embolar o seu roteiro até não saber o que dizer mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí as questões começam a deixar de incomodar e passam a fazer rir. Elias declama que os remédios do irmão são Tic-Tacs, logo após descobrirmos subitamente que o segundo é um psicopata em tratamento, quando nada havia apontado pra isso. Após, o brutamontes loiro (ah, claro, não podia deixar de ser: Trespass também é reducionista ao compor seus sujeitos) revela um importante ponto da trama, que desmascara toda a operação. Por que ele não disse isso desde o início? E por que o falido Miller guardava tanto dinheiro em casa? Por que levaram uma seringa para o local se não planejavam usá-la? Por que Miller só foi sacar que não enxerga sem óculos minutos depois de perdê-lo? Por que a namorada drogada de Elias está no filme? E por que, ó Deus, não matam a maldita filha logo? Estaria mentindo quem dissesse que não tem nem um pouco de prazer em ver Trespass. Ver Gajdusek patinar com tanto gosto é bonito, até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O absurdo é tão vergonhoso que a cada grito de qualquer um temos certa disposição em acompanhar o sofrimento. A fotografia sóbria de Andrezj Bartkowiak ajuda a instalar o clima sério que torna o suspense mais engraçado ainda. Sem deixar de se levar a sério por um instante sequer, o filme só potencializa a piada involuntária. Quando Avery está fugindo de casa embalada por uma trilha típica de filmes de assalto, já se percebe que tem algo de errado. Os deselegantes zooms de Schumacher, dados abruptamente em cenas de impacto, também não colaboram. Pelo menos, ao entortar a câmera para criar desconforto, o diretor se apossa de uma lógica visual que, ainda que previsível, funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de condução de um diretor que tenha noção do que responde por "atuação" acaba prejudicando Cage e, de certo modo, todo o elenco. O sobrinho de Francis Ford Coppola parece querer misturar seu Big Daddy e o Dr. Fu Manchu nesse vendedor de jóias. Se Werner Herzog deixou o ator sem controle em Vício Frenético, é justamente por confiar no talento do mesmo e por querer conceber uma história essencialmente caótica. Matthew Vaughn também deixou Cage livre, mas com o intuito de imitar Adam West. Em Reféns, Schumacher não o controla por não ter noção do que isso significa. Assim como não controla ninguém no filme. Kidman está cada vez mais rígida, Mendelsohn parece realmente determinado em tirar o Framboesa de Ouro de Cage, Cam Gigandet se demonstra mais seguro de sua galantia do que já faz e não resta nada além de pena da talentosa Liana Liberato num papel tão imbecil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detentor de algumas das mais estúpidas frases de efeito da história  recente do Cinema, o roteiro de Gajdusek nos brinda com diálogos que  fariam Tarantino chorar de emoção, como "Hey man, it's still my show!"  ou "Motherfucker! You're a m-o-t-h-e-r-f-u-c-k-e-r!". Ainda tentando justificar a psicopatia de Jonah ao retratá-lo como um homem obsessivo e apaixonado (o que não demonstrava ser nem no presente e nem nos flashbacks), Gajdusek erra em absolutamente tudo o que se propõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apostando até em conceitos datados como o da "casa ultra-tecnológica" para transformar o único cenário em um mega-desenvolvido justamente para compensar a falta deles, Trespass consegue ser vergonhoso em tudo ao longo de seus inchadíssimos 91 minutos, desde sua tentativa idiota em se levar á sério até ao utilizar a mesma estrutura que Violência Gratuita tanto criticou. As incongruências saltam tanto aos olhos que se torna impossível ao menos tolerar o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando se vê Nicolas Cage gritando um "No!" tão intenso, não adianta. Não dá para não admirar um ator que se presta tanto ao ridículo assim. E nem digo apenas pelo overacting, mais descontrolado do que nunca, do ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me refiro ao ridículo que é participar de um produto tão risível, descarado e indefensável quanto esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* 1 Estrela - Sofrível&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-7357878869959602396?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/7357878869959602396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/11/trespass.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/7357878869959602396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/7357878869959602396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/11/trespass.html' title='Trespass'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-IjZ8PIv0NrI/Tsi7KalmN6I/AAAAAAAAAkw/Ijnlsr4bBSY/s72-c/Trespass2011poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-6747164837092485063</id><published>2011-11-06T08:11:00.000-08:00</published><updated>2011-11-06T14:53:44.361-08:00</updated><title type='text'>In Time</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-RqnwxgvjjGk/TrcPcRLEQXI/AAAAAAAAAkk/efZn7jVFKeo/s1600/In-Time-poster-21Jul2011_02.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 230px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-RqnwxgvjjGk/TrcPcRLEQXI/AAAAAAAAAkk/efZn7jVFKeo/s320/In-Time-poster-21Jul2011_02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672019234017001842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Andrew Niccol abraça o retrocesso em decepcionante sci-fi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Truman Burbank descobriu que sua vida era uma mentira, que aquele lindo horizonte era um papel de parede e que a Lua do céu era uma cúpula falsa, o desespero tomou conta de sua alma. Depois de bastante tempo vivendo naquele teatro de mentiras, o espectador sentia a mesma coisa que o protagonista. O cinismo da narração em off de Yuri Orlov, aquele traficante de armas que não se enganava com nada na vida, era válido pois naqueles tempos de Guerra Fria, a sensação de desesperança era maior que tudo. Em 1997, o lançamento da ficção científica Gattaca surpreendeu pela fidelidade com a realidade e pela narrativa envolvente, além de fornecer uma das melhores ambientações que se viu num filme recente do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, é tão decepcionante perceber que O Preço do Amanhã, novo filme do roteirista e diretor Andrew Niccol, vai de encontro á todos os fatores que faziam do australiano um dos mais surpreendentes diretores do Cinema recente. Mal desenvolvido, apressado, inocente e inverossímil (mas nunca modorrento), a nova sci-fi de Niccol é o maior fracasso do ano, já que almeja tanto com sua premissa espetacular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no início, Will Salas já começa falando em uma narração em off. O recurso, quando bem utilizado, é um fator muito bom para representar o que o protagonista pensa, a sua visão diante de uma situação. Curioso saber como Niccol, que abusou do recurso em Senhor das Armas ao retratar brilhantemente o que se passava na mente conturbada do protagonista, resulta tão primário aqui. Estabelecendo toda a ambientação do mundo em um travelling que sai do número no braço até mostrar o corpo de Will, o diretor cria sua realidade inteira em 30 segundos. Niccol nunca soou tão reducionista e preguiçoso. Após a cena inicial, o protagonista encontra sua mãe na cozinha e troca algumas informações nada gratuitas de seu mundo, falando sobre despesas a serem pagas e como sua mãe está fazendo aniversário de 50 anos, mesmo que ela esteja na pele de Olivia Wilde. Assim, rapidamente, nós somos fisgados para a realidade construída sem ter a mínima necessidade da didática narração inicial. É como se Niccol só tivesse escrito a cena da cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa preguiça em desenvolver as ideias criadas consome e implode O Preço do Amanhã da pior maneira possível: por culpa de ser criador. O exímio e paciente idealizador de mundos Niccol acaba soando abrupto em todos os segmentos. Provando estranhamente ser um autor desmedido, que mesmo tendo 6 anos desde seu último trabalho não consegue desenvolver uma ideia sequer com parcimônia, o diretor demonstra aqui uma perda do equilíbrio que confunde a mente do espectador que já o conhecia de seus filmes anteriores. Antes frio e constante tanto na criação quanto na utilização do mundo, Niccol aqui consegue destruir sua fantástica ideia conceitual, do dinheiro que foi substituído pelo tempo, para criar atalhos para um thriller de ação que se julga esperto. Cria bem, mas desenvolve dolorosamente mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolvimento, por sinal, é o que acaba com os personagens também. Um filme tão preocupado em estabelecer um paralelo com a situação do mundo atual não pode acreditar em absurdos; e deles, In Time tem aos montes. O proletário que nunca viu o mar sabe dirigir carros como ninguém, atira como um espião e prefere se divertir um pouco com seu dinheiro antes de "lutar contra o Sistema". A patricinha quasi-idealista nunca atirou, mas acerta na primeira vez. E como todo mundo é jovem, Niccol acha que todos são super-humanos. Em todos os momentos do filme, temos alguém correndo em 2 minutos o que qualquer um faria em 10. Em In Time, todo mundo é maratonista. E mesmo assim, alguns vão além, já que a Sylvia de Amanda Seyfried, de saltos 15 centímetros, se mostra uma corredora melhor que Olivia Wilde (num paralelo desnecessário que a trama faz). Bonnie e Clyde tinham um bando e viviam nos tranquilos anos 20. Logo, era mais fácil assaltar. Porém, na realidade alternativa do filme, não existe segurança, já que um humilde trabalhador e uma bem-vestida socialite roubam, sozinhos, bancos intransponíveis sem nunca passarem por um perigo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não bastasse as incongruências, In Time ainda tem uma séria tendência á inocência, que nada tem a ver com o tema cético proposto pelos conceitos trabalhados. O choque que o protagonista toma ao descobrir que - ó! Surpresa! - os ricos detém milhares de anos enquanto os pobres morrem sem Tempo. Qualquer um com um mínimo de senso geográfico poderia detectar isso, mesmo sem aparecer nenhum riquíssimo para dizer (como foi o caso de Will). Ainda assim, o filme insiste no idealismo exacerbado ao achar que uma dúzia de roubos irá adiantar alguma coisa para quebrar o poderoso sistema social do filme (esse qual, aliás, não temos noção da magnitude, já que Niccol se mostra péssimo em estabelecer seu cenário). Em certo ponto, o casal 20 percebe que o que está fazendo de nada adianta, já que os banqueiros estão aumentando os juros da população, o que equilibra a balança comercial novamente. Então, qual é a ideia para acabar de vez com o sistema? Roubar mais. Você já foi mais inventivo, Andrew Niccol. E menos preguiçoso e reducionista também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver o trailer do filme, já é possível constatar que uma análise sobre o sistema econômico atual será feito. Aliando isso ao cinismo contagiante de Show de Truman e Senhor das Armas, era esperado um espetáculo do verossímil, um filme que não tem medo de aguçar um debate muito polêmico.  Não é por acaso; o projeto tem suas melhores cenas justamente quando toca na ferida, quando analisa a política geo-econômica. Quando a população enfurecida ataca um Timekeeper, com questionamentos típicos de cidadãos que não aguentam mais, a emoção até se faz presente, mas ela é rapidamente diluída, seja num passeio bobo de carro ou num idiota treino de pontaria. O interessante é como um profissional desse gabarito consegue perder a oportunidade de realizar um filme global, esplêndido e panorâmico, e resolve ser apressado a ponto de dividir o mundo entre New Greenwich e Gueto. Sim, apesar de divididos em diversos distritos, o roteiro se restringe a reduzir o conglomerado mundial a dois meros lugares. Ainda que antagonais, transformar Ricos e Pobres em um micro-cosmo da situação política é tão inocente quanto estúpido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo no excelente trailer, é possível perceber um erro que temos no filme. A prévia é embalada pela música Destiny, de Syntax. Destino, afinal, é o que mantém Will fadado á luta contra o sistema, já que o pai fazia o mesmo. Predestinado ou Escolhido, tanto faz; no cinema de Niccol, nunca houve espaço para arquétipos reducionistas e logo na melhor ideia que já teve, o diretor comete esse erro primário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando constatamos que In Time, mesmo como filme politizado que adora ação, erra feio, é difícil apreciar e engolir o que está em tela. Buracos de roteiro se enfileram, mesmo numa narrativa tão trivial. O experiente Minuteman sabe que se atirar no alvo, ele vai perder o Tempo que contém nele, mas mesmo assim atira, pra depois se lamentar que o desperdiçou. Henry Hamilton se coloca numa ponte para morrer e cair, mas deixa Will no meio do fogo cruzado sem nem deixar algo que provasse a inocência do protagonista. No bar, Henry é avisado que não pode fazer uma transferência de dinheiro muito grande pois pode morrer bem no meio dela. Porém, na hora de transferir para Will, não acontece nada com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acaso dá as cartas em In Time e se faz presente justamente quando o roteiro se vê num beco sem saída. Se precisam fugir, pulem de uma janela, afinal deve haver uma regra que diz que policiais não pulam de janelas. Depois de surgirem abruptamente em New Greenwich, o casal protagonista conversa depois sobre quantas pessoas tiveram que subornar para entrar ali. Pra que didatizar, quando o mais válido sempre é mostrar? Comentar sobre o take final dá até tristeza, de tão infantil que o mesmo  representa. Pelo visto, duas pessoas entrando num banco são realmente  ameaçadoras. Existem pessoas com 10 mil anos em conta, mas na realidade de  In Time, acabaram os seguranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menos, Niccol tem um bom senso estético e sabe cercar-se de profissionais capacitados. Os ótimos figurinos concebidos por Colleen Atwood e a brilhante direção de arte de Alex McDowell só não são melhores que a excepcional fotografia do veterano mestre Roger Deakins. Um clima meio esverdeado, um tanto econômico, de retratar um futuro que soa bem plausível, ainda que alternativo. Até mesmo os carros setentistas se encaixam bem na trama, já que dão uma aura ameaçadora aos Timekeepers. Mas se Niccol está irreconhecível, Zach Staenberg também está. O brilhante montador do supra-citado Senhor das Armas faz um trabalho capenga aqui, ao acompanhar a afobação do filme e montar com desleixo cenas que precisavam de um cuidado maior, uma reflexão maior por parte dos personagens. E dali, sobram os cross-fades de meio segundo, que transitam as cenas da maneira mais feia e menos funcional possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um clima estranho toca a narrativa de In Time. Uma atmosfera que cheira a pressa, como se o estúdio estivesse interferindo no controle criativo a cada 2 takes. Autor de um dos créditos iniciais mais interessantes do Cinema recente, Niccol aqui realiza um direção amadora, que se alterna entre os ângulos ridículos e a necessidade de cortar 3 vezes uma mera cena de beijo, compromete até as cenas de ação, que raramente empolgam, com destaque apenas para o bom plano-sequência em que Timberlake e Seyfried correm para fugir de noite (que por sua vez, é embalada pela previsível trilha de Craig Armstrong). Raramente vemos um momento espetacular em tela, mas quando ocorre, é marcante. É como se Niccol estivesse sufocado e ganhasse fôlego uma vez ou outra, como nas mãos em volta do doador de Tempo ou no final, na morte plausível de um Timekeeper.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao abusar de frases impactantes mesmo que não façam sentido no momento da narrativa ("Ele não deve estar correndo. Quem tem tantos anos não deve estar com pressa", afinal um fugitivo não deve fugir porque quer ser pego, então), o filme se perde diversas vezes em suas ideias e consegue realizar o pior filme já concebido de um conceito genial. Na saída do Cinema, meu irmão de 10 anos (que gostou do filme) descreveu o filme como "um Encontro Explosivo de ficção". Dizer que a descrição, apesar de simplória é ótima, é doloroso. Casal com armas, amor contra o sistema do mal, é isso aí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Time já nasce pedindo por uma refilmagem. O ruim é constatar que, analisando o currículo, o diretor ideal para conduzir o remake seria o mesmo do original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem alguma coisa errada com Andrew Niccol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** 2 Estrelas - Fraco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-6747164837092485063?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/6747164837092485063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/11/in-time.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/6747164837092485063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/6747164837092485063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/11/in-time.html' title='In Time'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RqnwxgvjjGk/TrcPcRLEQXI/AAAAAAAAAkk/efZn7jVFKeo/s72-c/In-Time-poster-21Jul2011_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-4782532768879003240</id><published>2011-09-21T13:49:00.000-07:00</published><updated>2011-09-22T11:00:51.025-07:00</updated><title type='text'>Elefante</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-YmPEAXmUvLs/TnqULqcW5AI/AAAAAAAAAkc/QsihJzTFPkk/s1600/Elephant_movie_poster.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-YmPEAXmUvLs/TnqULqcW5AI/AAAAAAAAAkc/QsihJzTFPkk/s320/Elephant_movie_poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654995210209780738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Voyeur de um Réquiem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John é um adolescente comum. Algo o aflige, mas não se sabe o que é. Ele está chegando no colégio, dirigindo o carro, pois seu pai não está bem o bastante pra conduzir. Elias também é comum, gosta de fotografia e passear no parque. Sua afeição pela arte é grande a ponto de abordar um casal desavisado para uma breve sessão de fotos. Acadia, amiga de John, o consola pelo seu choro contido, mesmo sem saber porque. Depois, vai para seu seminário sobre opção sexual. Nathan, garoto atlético e jogador de futebol, sai do campo para falar com sua namorada. Ainda que levemente assediado por três amigas populares, ele parece gostar de sua namorada. Percebe o elogio e deixa ele para trás, sem foco. Não teve importância. O que é importante fica em foco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Michele é uma "freak". Ela não está satisfeita com algo, mas também, no fundo, é comum. Insatisfeita com seu modo de vida, um dilema crescente. Porém, ela percebe algo no campo de futebol. O céu está bonito e enigmático hoje. Ele passa normalmente, tranquilo. Está como qualquer outro dia, comum, mas carrega de alguma forma, uma atmosfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que alguma coisa importante vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elefante, o brilhante filme de Gus Van Sant, coloca sua alma nos adolescentes de Portland em um dia normal no High School americano. Angustiados, felizes ou indiferentes, todos ali compartilham da tal atmosfera. Muitos a presenciam, poucos a sentem. O palco é o Colégio, mas o que é um palco além de uma mera alegoria? Comuns ou não, os personagens são o que importa. Eles é que ficam no foco das lentes de Van Sant.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num ambiente tão vasto quanto o colégio, é difícil manter o controle sobre tudo. O plano fantástico no campo de futebol se foca em um ponto só. De vez em quando, aparece um ou outro jogador, mas o jogo está acontecendo à direita da câmera. Não adianta, pode-se tentar o quanto quiserm, nem tudo fica no enquadramento. Algo pode estar acontecendo por aqui e não se pode nem prever ou imaginar. É aqui que Michele toma o plano, no seu centro. Temos alguém importante o suficiente. Tão importante que o foco vai para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa lógica visual de Van Sant com o magistral fotógrafo Harris Savides é precisa. Seus personagens, sempre, estão no plano principal, no foco. Como David Fincher fez em A Rede Social, o fundo é distorcido. Porém, se na obra-prima do ano passado a distorção era para ilustrar que o mundo exterior não importava para o egocentrista Mark Zuckerberg, aqui em Elefante o fundo não é focado porque simplesmente ele não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa não convencional, que mais observa seus personagens que os analisa, que mais retrata um dia normal do que conta uma história, acaba dando liberdades para Van Sant utilizar da criatividade para montar, dirigir e desenvolver a sua crônica. Armado de uma montagem inventiva, dele próprio, Van Sant vai e volta com frequência no tempo. Dando margem para diversos pontos de vista, o diretor divide a estrutura em capítulos não-numerados com o nome dos personagens-chave. Cada passo que John, Nathan, Elias, as amigas e Michelle dão, é motivo de registro. A foto que Elias tirou de John pode ter sido agora para eles, mas para Michelle, essa foto só é vista perto do final. John pode ter brincado com o cachorro agora, mas só depois que as amigas viram. O longa não tem pressa: conta os momentos de cada personagem dando total atenção, se desviando apenas para ir para outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa observação é rica e executada de maneira incrível, porém numa tragédia, o motivo é o mais triste. E em Elefante, saber o final da projeção torna a experiência muito mais angustiante. Como o Irreversível do genial Gaspar Noé, o filme utiliza dos sentimentos do público com a tragédia para tornar a experiência, em teoria catártica, em uma tristeza crescente. Como disse Hitchcock uma vez (adaptado) "um susto é momentâneo, mas a expectativa de saber dele dura eternamente." Ambos os filmes utilizam de uma montagem rebuscada para impor sua motivação. Se distanciam, porém, na abordagem delas; se Noé inverte seu filme para emocionar, Van Sant usa de seu final conhecido para o mesmo. Para quem conhece, não há problema: o diretor encaixa a entrada dos atiradores no colégio pouco antes de introduzí-los na película.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para criar expectativa, há o apego á imagem. Van Sant e Savides vão seguindo seus personagens com parcimônia, indo á todos os cantos do colégio, porque não querem perder um só detalhe. Não têm para um cineasta algo mais belo que uma imagem. Os planos-sequência são, em sua essência, a demonstração máxima de amor á imagem. O corte seria, interpretando, a morte de um instante. Em Elefante, a urgência é pertinente: a morte não seria só do instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tal atmosfera do dia, estranha, começa a ganhar contornos aos 45 minutos. Já havíamos visto Alex e Eric, mas não os conhecíamos. O primeiro, apenas um estranho no ninho, vítima do bullying, provavelmente novo no colégio. Observador, inteligente, frio. O colégio o incomoda. O segundo é pouco abordado, distante, desligado, pouco inteligente. Ambos gostam de cultura. E de armas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, quando vamos para a casa de Alex, Van Sant começa uma jogada interessante. Além de desenvolver seu clímax, o diretor e roterista especula os motivos daquilo. Alex vê um documentário sobre nazismo passando na TV. Toca seu piano com competência, mas com raiva. Lê livros. Odeia o Bullying. Joga games violentos (Van Sant mostra um trecho do massacre em primeira pessoa, sendo sugestivo brilhantemente). E, principalmente, como dito anteriormente, gosta de armas. Sem ter uma resposta definitiva, Van Sant sugere todas. Mas não é por isso que não tem uma preferida. Após entrar no site de venda de armas, o tempo se fecha. Começa o fim, o tempo de mudança, a melancolia se instala. Começa a Agnus Dei da missa Elefante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando conhecemos o porquê disso tudo, momentos se tornam eternos na mente. O desenvolvimento de personagens em Elefante é tão esplêndido porque ele não precisa de arcos para existir; só precisa de singelos instantes. É John tendo seu último instante inocente no filme, devidamente registrado na precisa câmera lenta do filme. É ver Michelle, sempre enquadrada de perto, num plano aberto na quadra, sabendo que ali é que ganha sua liberdade. É ver Elias revelando suas amadas fotos. Ver as três amigas almoçando, aparentemente de maneira trivial. Ou Nathan conversando com sua namorada. Ou Alex tapando seus ouvidos para evitar o barulho caótico e uníssono do espetáculo farreliano das aparências: o refeitório do colégio. E, até mesmo, o instante mais honesto da produção; nunca beijados, Alex e Eric se beijam. Não por serem homossexuais ou por desejo, mas por simples conveniência. A morte é certa, pra que pudores? Há apenas o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No massacre, o caos se instala de verdade. Os planos teóricos se tornam práticos. A falta de ética se torna imoralidade. Por amar cada vítima ali, Van Sant tenta ser frio para não privilegiar ninguém. É nesse clímax que conhecemos a personificação da mensagem do diretor. Benny surge, assim, com uma hora de filme, ajudando Acadia. Ele anda em seu traje amarelo, curioso, para saber o que está acontecendo. Ele acabou de surgir. E se torna, perigosamente, o foco do enquadramento. Triste saber o quão efemêra essa tal de Vida é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se há frieza, é porque todos, sem exceção, são vítimas. Alex anda no corredor com seu fuzil de assalto. Ele mira no campo do enquadramento. Ele fica ao fundo, pois o foco é a arma. Se a High School é vítima de Alex, não seria Alex uma vítima da arma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Elefante convida seu espectador para sua missa fúnebre. Te convida para ser o voyeur de um réquiem para um sonho. Van Sant ama seus personagens incondicionalmente, não quer se distanciar deles, mas quando é necessário, a câmera tem que ir embora. Se distanciar, vagarosamente, porque não quer ir, mas precisa. O personagem, dentro de um conveniente freezer, se tornou frio demais para ser visto. O personagem em foco não é mais alguém para se amar ou observar. É alguém que não dá pra compreender, um monstro, um ser que não pode ser explicado porque não tem uma só explicação. É alguém que pode ser diferente a cada visão, que pode ser sentido por um grupo de homens*, mas que não pode ser entendido porque pode haver diversos motivos, mas pode não haver nenhum. Ele tem diversas formas, mas nenhuma é definitiva. Nada além de especulações. Alguém que observamos, mas não enxergamos; que tocamos, mas não entendemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Elefante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***** 5 Estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Obs.: http://migre.me/5KYYN&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-4782532768879003240?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/4782532768879003240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/09/elefante.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/4782532768879003240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/4782532768879003240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/09/elefante.html' title='Elefante'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YmPEAXmUvLs/TnqULqcW5AI/AAAAAAAAAkc/QsihJzTFPkk/s72-c/Elephant_movie_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-4847287023512401654</id><published>2011-09-20T16:58:00.003-07:00</published><updated>2011-09-20T16:59:50.265-07:00</updated><title type='text'>Confiar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-DvPIC1ACm14/Tnko3T3hbHI/AAAAAAAAAkU/Qf_J9FsCb-8/s1600/Trust_ver2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 215px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-DvPIC1ACm14/Tnko3T3hbHI/AAAAAAAAAkU/Qf_J9FsCb-8/s320/Trust_ver2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654595737831435378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O distópico conto de fadas de David Schwimmer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Annie é uma menina de 14 anos. Ela é esportiva, feliz, gosta de se  exercitar, cuida de sua saúde muito bem. Mas gosta de chats também. A  eficiente sequência pré-título funciona justamente para nos mostrar bem a  personalidade da adolescente. E é esse chat, aparentemente inofensivo,  que se tornará o motivo de uma ruína. Uma extensão da vida real, já que  Annie não consegue encontrar um menino bom fora do computador. A falta  de confiança na sociedade, a descrença em sua geração. E essa descrença a  leva a caminhos extremos. Não apenas a garota, mas sua família inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  é sobre isso que Confiar fala. Ele fala de inocência perdida,  melodrama, obsessão e amor. Mas fala, sobretudo, sobre confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  família de Annie é feliz. Dá à menina o suporte, tanto emocional quanto  de criação, máximo que ela precisa. Porém, se o tópico envolvendo  sexualidade é bem natural com o filho mais velho, com a menina, dos  recém-completados 14 anos, é mais difícil. Não que seja algo intocável,  que é proibido até mesmo de comentar, mas o sexo torna-se desnecessário  ao debate devido á personalidade fechada da adolescente. Meiga,  retraída, reservada, Annie não gosta do senso comum das garotas mais  "maduras" que discutem o sexo em suas minúcias com uma naturalidade  estranha aos olhos dela. Não que ela seja a nerdy freak maniqueísta  tipíca dos filmes reducionistas (o que, com certeza, mataria um projeto  como Confiar desde a concepção), mas apenas uma garota diferente das  outras. Por isso mesmo que, ao ver uma garota de sua idade com os seios  de fora, em cima de um touro mecânico, a reação não é de repulsa; é de  graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, existe Charlie. Compreensivo, atlético, bonito. E o  único que entende os dilemas e questionamentos de Annie. Trocando  confidências com o garoto de 16 anos, a menina vê na sua vida pacata e  calma um refúgio. Vendo naquele relacionamento virtual um futuro  promissor (e é angustiante ver a felicidade meiga de Annie ao pensar com  carinho no "menino"), a adolescente começa a se abrir mais  sentimentalmente para o garoto de 20 anos. "Por quê você continua  mentindo?", ela pergunta chorando para a voz inacessível do telefone,  quando revela ter 25 anos. Mas o amor e inocência são maiores que isso e  o encontro se torna inevitável. Para o cético espectador, não é  surpreendente quando avistamos o homem de meia idade no shopping. Mas o  rosto sofrido de Annie não poderia ser mais doloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem ganha voz e expressão. E um rosto. Seu poder coercitivo é enorme  e não tarda para Annie entrar em seu carro. A pacata trilha da vida da  garota encontrava um novo caminho, que não poderia ser mais doloroso  (filmar o extenuante exame no corpo de Annie através dos passos em  relatório é uma sacada excepcional). O maniqueísmo não dá as caras. A  dor é visceral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, é em maniqueísmo que Confiar encontra seu  extremo oposto. O filme, realista na construção de seus personagens e  situações, não cria máscaras nos diálogos referentes aos adolescentes.  Diferente de um filme como As Melhores Coisas do Mundo, Confiar  demonstra a futilidade de maneira mais sutil, sem jogar tão na cara. Se  no exemplar brasileiro a futilidade é perigosamente romantizada, aqui a  imparcialidade é essencial, ao analisar o conceito sem julgá-lo certo ou  errado. E isso já evita que o filme, com um tema pungente e vigente,  imploda em sua falta de transparência. Portanto, não se estranha o  imediatismo que o filme passa. Quando o filme começa, Charlie já é amigo  de Annie e tem uma relação próxima á ela. David Schwimmer, investindo  no melodrama, está mais interessado nas  fraturas que o pedófilo deixará  do que no ato de aproximação da vítima  com o criminoso. Se há um erro  ou outro (habilidoso agente do FBI esquece sua maleta num  encontro?), é pouco para destruir a interessante crônica com tom de  fábula distópica. Todos os arcos na introdução, emocionais ou  narrativos, são diretos ao ponto, o que é fruto da cautela (e  compromisso com o realismo) dos realizadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos leva à  técnica apurada do projeto. Essa fidelidade com o conceito da  Verossimilhança não se restringe apenas ao bom roteiro escrito por Andy  Bellin e Robert Festinger. O diretor Schwimmer, dando aqui seu primeiro  grande passo como diretor após o fraco Maratona do Amor, consegue  utilizar uma eficaz lógica interna ao focar nos seus personagens com  enquadramentos rígidos, sempre retratando bem a frieza necessária ao  filme. Além disso, Schwimmer é competente ao usar de um realismo sem  utilizar a câmera na mão, um recurso que qualquer diretor com senso  técnico menos apurado usaria. O diretor também é eficaz ao utilizar a  montagem de Douglas Crise, acrescida com soluções visuais, para causar  momentos emocionais, como o dilema de Annie ao ser convidada para se  encontrar com Charlie pela primeira vez. Soberba também é a passagem em  que Annie insiste em manter as aparências do que ocorreu, ao falar em  off que está tudo bem, mesmo chorando compulsivamente no vestiário  feminino. Schwimmer demonstra habilidade nessas passagens e encaixa um  perfeito equilíbrio entre técnica e emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundamental também,  na ótica verossímel de Schwimmer, é a fotografia do ótimo Andrzej  Sekula, que utiliza de uma iluminação mais sutil para registrar os  momentos mais tensos dos dias de tempestade da família Cameron.  Guardando uma linguagem visual mais elaborada apenas pros momentos de  impacto (o foco de Annie na luz durante o estupro, a luz divina que  banha o rosto ainda virginal da garota em seu quarto), o que demonstra a  inteligência do casamento entre técnica e roteiro, em prol do realismo.  Tudo para tornar mais pesado o drama de Annie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O choque na  família é mais forte ainda. Fugindo de um esquemático e óbvio caminho  que o filme poderia tomar, se focar apenas no estupro, Schwimmer acha  mais interessante estudar as consequências do ato. Lynn, a mãe, se  entrega a dor ao ficar de mãos atadas. Como mulher, o sofrimento é mais  captado pela figura materna. Will, o pai, encara enraivecido o fato e,  em busca de uma cruzada desesperada por vingança, se esquece que a maior  vítima está no quarto ao lado do seu. Não respeita os pedidos clementes  da filha (como não contar ao irmão o que ocorreu), não entende a dor  real do imbróglio (seriam as fraturas apenas carnais?). O terror de sua  personalidade acaba retratado por uma sequência-delírio exagerada, em  que Will finalmente se vinga. Bem mais brilhante, porém, é a festa de  seu trabalho, em que vemos um Clive Owen com os olhos desgastados,  "vendo" um cartaz de sua filha, com roupas íntimas. O orgulho de pai,  que se considera culpado por não proteger seu bem maior, acaba  ultrapassando o senso urgente de compreensão. Annie perdeu sua  virgindade, sim, mas precisa de apoio. Está apaixonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apoio da psicóloga, as reflexões angustiadas da protagonista e seu  olhar perdido. Tudo é importante para reconstruir uma personalidade que  conheceu, da maneira mais pesada possível, a crueldade do ser humano.  Crueldade essa que acaba acometendo seu pai, tão animalesco quanto o  desprezível pedófilo. Porém, quando o baque é entendido, quando o choque  de realidade atinge em cheio o coração da menina, não é o abraço da  psicóloga que vai curá-la. Não é o amor incondicional de sua mãe, que  tenta lidar com a tragédia da melhor maneira possível. É o amor ao seu  pai perdido, que se deixou destruiu por um erro incontrolável. O pai  está certo em ter raiva? Sim, com certeza. Ele viu uma face mais  chocante da filha, ao ler a conversa do chat ("Nossa filha parece uma  atriz pornô!" grita Owen, com um ódio retumbante e medonho). Mas um pai,  mesmo na situação mais extrema, deve saber que nenhuma vingança  substitui o amor pela sua prole. Nada corrompe o senso de um homem  correto. E isso é o que torna, como demonstra o breve tape nos créditos,  Will e Charlie como nêmesis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa na escada é fantástica por fechar o problema, mesmo que da  maneira mais difícil possível, marcada á ferro e fogo na alma do  espectador. Liana Liberato, brilhante e digna de diversas premiações,  demonstra mais maturidade que todos em cena nos 104 minutos de projeção.  Racional, mesmo com ódio, a menina ensina a seu pai o que deve ser  feito na situação. E o abraço na beira da piscina, depois do parecer  emocionado de Will, não poderia ser mais bonito. A confiança deve  voltar. Will deve se lembrar de quem é sua filha e Annie deve se lembrar  que é seu pai. Ambos devem voltar a ser confidentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom Confiar pode até ter seus problemas estruturais esporádicos, mas sabe o que pensa e o que tem para dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**** 4 Estrelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-4847287023512401654?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/4847287023512401654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/09/confiar_6628.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/4847287023512401654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/4847287023512401654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/09/confiar_6628.html' title='Confiar'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-DvPIC1ACm14/Tnko3T3hbHI/AAAAAAAAAkU/Qf_J9FsCb-8/s72-c/Trust_ver2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-6025793229361250215</id><published>2011-09-18T11:33:00.000-07:00</published><updated>2011-09-18T14:16:37.116-07:00</updated><title type='text'>Bridesmaids</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-covnxraKjpo/TnZfoVPF2FI/AAAAAAAAAkM/Zjj3SRW_Gjg/s1600/Bridesmaids_poster.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-covnxraKjpo/TnZfoVPF2FI/AAAAAAAAAkM/Zjj3SRW_Gjg/s320/Bridesmaids_poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653811528710084690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Produção de Judd Apatow subverte a comédia feminina .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vamos falar de comédia, um tópico já precisa ser deixado bem claro : de modo geral , aquelas voltadas ao público feminino - as famosas comédias românticas - são terrivelmente ruins. Pode parecer uma generalização , mas na verdade é pura estatística . A cada Diário de Bridget Jones lançado , temos hordas de mediocridades - vide A Proposta -  e também verdadeiros atentados terroristas á intelectualidade - consulte os trabalhos recentes de Katherine Heigl  . Atualmente , não podemos dizer que a situação melhorou de forma agradável - a moda de filmes ''mulher bomba-relógio'' , chegou até no Brasil , com desastres lamentáveis como Qualquer Gato Vira-Lata  . Moda essa, aliás , que surgiu justamente dos longas protagonizados por Heigl .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironicamente , a atriz que cometeu pérolas como A Verdade Nua e Crua e Par Perfeito, foi revelada nas telonas justamente por um dos criadores mais inventivos e originais da atualidade : o aclamado Judd Apatow . Detentor de personagens verdadeiros e que roubam a atenção do espectador justamente por sua tridimensionalidade singular , - algo difícil de se encontrar no  mercado do cinema - Apatow mal sabia que estava trazendo ao mundo em Ligeiramente Grávidos uma atriz que viria a  produzir - e atuar - comédias femininas desprezíveis e imbecis . Com Bridesmaids , em 2011, o produtor parece vir trazer um pedido de desculpas , e também um desvio necessário ao fluxo que as comédias destinadas ás mulheres seguiam .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Annie Mumolo e Kristen Wigg - esta também protagoniza a película - Bridesmaids trás um tema  surradíssimo, clássico de comédias destinadas ao público feminino,  trabalhado anteriormente em diversas ocasiões : o dilema da mulher balzaquiana e o casamento . Justamente por estabelecer uma premissa já tão conhecida pelos espectadores , Bridesmaids trás desde sua concepção um espírito de subverter o gênero, ainda mais tendo alguém do estilo de Apatow apadrinhando a produção . A trama , como já é de costume dos filmes de Judd Apatow , não representa grandes diferenciais na sua estrutura , mas ao revelar seus personagens e suas interações minuciosas, ganha grandeza .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nela , conhecemos Annie (Kristen Wigg) uma mulher solteira de 30 e poucos anos , que não tem um relacionamento sério , e apenas é a ''peguete'' de Ted ( Jon Hamm , em aparição hilária e não creditada) . Ainda frustrada pela falência de sua loja de doces , Annie encontra felicidade na companhia da amiga de infância Lilian (Maya Rudolph) . Tudo começa a mudar , entretanto , quando Lilian é pedida em casamento . Quando os preparitivos começam , também se iniciam os pesadelos de Annie , que se entristece por não ter um namorado .  Helen ( Rose Byrne) dondoca arrogante que preparará o casamento, vira  amiga inseparável de Lilian , gerando desgoto e ciúmes por parte de Annie . Então , entre reuniões para damas de honra e chás de panela, começam as gags .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num cenário atual onde comédias para macho fazem sucesso de público e por ventura também de crítica  - Se Beber, Não Case ! é o exemplo mais citado - entra em cena uma comédia destinada ao público feminino , mas que trás um bom humor e gags de qualidade tão elevada quanto aquelas do filme de Todd Phillips . É explícito de onde Bridesmaids bebe da fonte . A cena emblemática : O grupo de mulheres que protagoniza o filme (a noiva mais 5 damas de honra) anda em câmera lenta , unido , com uma música estilosa ao fundo . Sobra espaço até pra gordinha engraçada do grupo levar uma pochete cruzada na barriga - algo que o personagem de Zack Galifianakis já eternizou em Hangover . Além dessas referências claríssimas , é também muito interessante ver como um filme teoricamente ''feito pra mulher'' usa e abusa de palavrões sem pudor , otimizando todos para construções de ótimas gags . Há até humor escatológico bem utilizado - e sabemos a linha tênue que separa o hilário do estúpido , quando o assunto é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gross humor .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que nos faz comprar a idéia de Bridesmaids é sua verdade . Realismo que não encontramos em enlatados - os da TV e os do cinema . Não é a toa que Judd Apatow topou produzir o projeto . Seu olhar tridimensional ao retratar personagens encontra reflexo no roteiro do longa .  Por seus trunfos de criar personas cristalinas , o script de Bridesmaids só aumenta em comparação com similares . Só para tomar um exemplo, comparemos este filme com Sex and The City - e aqui me prenderei a avaliar apenas a obra cinematográfica , e não a série de TV . Ora , os dois produtos tem tramas semelhantes -  a ''já não tão balzaquiana'' Sarah Jessica Parker também estava a procura de um marido no longa de 2008 - mas desenvolvimentos completamente diferentes . Sex and The City se mostra extremamente superficial em duas vias : tanto naquela que se refere ao sexo , mas também naquela que trata de suas personagens - que , convenhamos , são meras peruas que não despertam muito além do que pena , por suas vidas fúteis . Em Bridesmaids , o elo criado com o espectador é mais fundo, pois a construção das personas é mais verdadeira . É possível perceber isso nos diversos diálogos sinceros entre as protagonistas . São toques sutis , mas muito significativos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que nem tudo são flores,  em Bridesmaids . Apesar de , desde já , ser uma comédia importantíssima por subverter um gênero que andava muito mal das pernas , o roteiro estrutural é levado por uma estrada que não inventa , e se demonstra um tanto quanto comum  . Se na hora de desenvolver personagens há o sucesso , com atuações muito interessantes - destaque para  o talento de Kristen Wigg para a comédia - o mesmo brilho não surge na hora de prender cada gag e cada personagem numa história em si  . Entre momentos hilariantes e  diálogos interessantes , há um vazio de história , que se baseia simplesmente na disputa entre duas mulheres pela amizade de uma terceira . Assim , o longa perde fôlego ao longo da exibição , se tornando uma obra mais modesta do que dava a impressão de ser .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando a linguagem de televisão desde o primeiro frame do filme , o diretor egresso dos seriados de TV , Paul Feig , consegue sucesso ao aplicar seu modo de dirigir séries como The Office , em diversas sequências de Bridesmaids . Afinal, em The Office a vergonha alheia dita as risadas , e aqui também funciona assim .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de negativo, entretanto, tira a força simbólica que Bridesmaids tem . Em tempos onde há roteiristas cretinos fazendo humor fácil e babaca para encaixar no suposto '' gosto'' das mulheres em geral , é muito bom ver obras subvertendo gêneros e ganhando reconhecimento com isso - Bridesmaids faturou muito nos EUA , tanto em crítica , como em público . Em vez de preparar cotas para um tipo de comédia ''para mulheres'' no mercado do cinema , é muito melhor retratar o quanto de humor tipicamente masculino elas conseguem desenvolver por si próprias . Afinal, não é isso que é igualdade dos sexos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Estrelas ***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-6025793229361250215?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/6025793229361250215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/09/bridesmaids.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/6025793229361250215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/6025793229361250215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/09/bridesmaids.html' title='Bridesmaids'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-covnxraKjpo/TnZfoVPF2FI/AAAAAAAAAkM/Zjj3SRW_Gjg/s72-c/Bridesmaids_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-9019832043543259121</id><published>2011-09-08T14:42:00.001-07:00</published><updated>2011-09-08T14:47:12.574-07:00</updated><title type='text'>Estrada para Ythaca</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-A_vS7ruyEkw/Tmk28ZDKRGI/AAAAAAAAAkE/ng50YNwt9kU/s1600/poster.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 283px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-A_vS7ruyEkw/Tmk28ZDKRGI/AAAAAAAAAkE/ng50YNwt9kU/s320/poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650107618657191010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Homem e o Luto na terra do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Natureza, em sua essência  gloriosa, é implacável. Ainda que sempre em equilíbrio, numa harmonia de  fazer inveja ao Homem (como Terrence Malick nos ensinou), Ela nunca se  desviou de algum plano para ajudar o humano. Quando estamos em paz com  ela, claro que há a retribuição, mas quando vamos de encontro com a  mesma, estamos perdidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos leva ao fabuloso Estrada para  Ythaca. Aqui, a Natureza deixa o Homem de lado para ele amadurecer  sozinho, por sua conta. Ainda que seja um constante plano de fundo (como  provam os belos enquadramentos rígidos, que abrem o epílogo), a  Natureza não toma partido aqui. Ela é responsável por ser palco para as  lamentações dos 4 protagonistas, mas não interrompe nunca a jornada  existencial dos amigos. Porém, mesmo que não tenha papel central na  trama (se é que há alguma), a mesma é claramente uma fonte de  conhecimento, digna de respeito, para os Irmãos Pretti e Primos Parente.  Quando é necessário saber a vastidão da Natureza, o plano é aberto. Mas  basta que o sofrimento de um personagem se torne evidente, que a câmera  se fecha nele, com um zoom incisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que abre o interessante e  complexo estudo da tristeza proposto pelos diretores. O foco é nessas  pessoas, perdidas na vida, após a perda de seu grande amigo. Pessoas  essas que, falíveis como as outras, tentam esquecer a dor com o que  podem: a bebida e a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até logo, até logo, companheiros/O  nosso afastamento passageiro/É sinal de um encontro no futuro. A perda  foi triste, sofrida para os amigos, mas não parece ter sido tão trágica  quanto parece. Júlio, o amigo feliz, da foto da abertura, parece ser o  dono do poema inicial. Ele sai tranquilo, mas não deixa os quatro numa  boa situação. Claramente deprimidos, com um visual desleixado, barbas  desgrenhadas e roupas jogadas, os homens se entregam ao Luto sem pensar  duas vezes. A música é melancólica, não ajuda de jeito algum. Mas a  bebida, aqueles 4 copos de cerveja, é a responsável pela partida para a  tal Ythaca, o centro de reabilitação humana, esse misterioso lugar que é  mais enigmático que aparenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no início, logo se dá o primeiro  sinal do papel que a bebida tem no filme. Um elemento usado para  esquecer, claro, mas principalmente um transformador de caráter. Ao  beber, os 4 amigos roubam o Corsa de algum desafortunado. O carro,  transporte mágico para Ythaca, conduz os homens ao local. A jornada não é  fácil (nem todos querem adentrar no desconhecido), mas basta um pouco  de racionalidade para entender que o Luto é complicado - e uma jornada  para combatê-lo é tão intrincada como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo intrincada, é  necessário abrir mão de alguns luxos para viver. Recorrendo á Natureza  em seus mais miúdos exemplos (os gravetos e o fogo), os amigos já  começam a espiritual entrada no âmago humano. Além disso, os Irmãos e  Primos diretores vão mais além ao optar por uma fotografia que, ainda  que impecável, é bem econômica, servindo como uma bela metáfora para seu  Luto e Descoberta filmado (e para seu paupérrimo orçamento). É  necessário abrir mão de certos excessos, como narrativa convencional,  fotografia iluminada, nomes dos personagens ou mesmo uma trilha  elaborada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos leva ao filme-manifesto. Funcionando como um  verdadeiro movimento de cinematografia, inspirado no Cinema  contemporâneo sensorial dos asiáticos, Estrada para Ythaca alcança ainda  a difícil proeza de lutar por um novo modo de fazer filmes e encaixar  isso no próprio roteiro. Filmes puramente ideológicos, como Os Idiotas  de von Trier, acabam soando catárticos pela catarse, o que não poderia  ser pior. Já Ythaca adentra o Cinema Novo brasileiro sem medo algum, sem  medir suas consequências, sem se amarrar a qualquer trivialidade. A  novidade, que é o grande motivo desse argumento, é que nós somos tão  novatos nesse tipo de filme quanto os amigos são na Estrada do título.  Enquanto eles adentram a espiral confusa para Ythaca, nós adentramos o  Cinema perigoso, divino e maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato da viagem ser tão  mental quanto física é vital. Assim como temos a tristeza, que volta e  meia volta, arrasadora, temos também o problema físico, como um pneu  furado na estrada. A viagem é lenta, porque tem que ser, porque a dor  demora a curar. Enquanto mentalmente o estímulo é crescente, fisicamente  o esforço é mínimo. Pouco acontece visualmente em tela porque muito  acontece espiritualmente em Estrada para Ythaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se morrer,  nessa vida, não é novo/tampouco há novidade em estar vivo". Não há mesmo  novidade em estar vivo, o que o ritmo lentíssimo e cuidadoso prova. Há  muita novidade, sim, quando se trata dos dilemas filosóficos humanos. A  bebida volta a se manifestar na emblemática dança das sombras, iluminada  pelos faróis. O Luto parece ter sumido, com a alegria momentânea dos  pobres homens. Porém, é só o dia raiar que a melancolia volta. E é com  dor que acompanhamos o desajeitado consolo de um amigo ao outro,  desesperado, sentado no chão de terra. Aquelas sombras são apenas...  sombras. Sombras dos verdadeiros homens, que por sua vez são aqueles que  aparecem de dia, reunindo-se, seja para uma refeição ou para trocar o  já citado pneu do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegria das sombras pode ter sido por  um motivo banal (o fator de sempre, a bebida), mas ela é contagiante.  Após a dança, tudo muda. A tristeza permanesce, mas a razão começa a  aflorar. A emoção, antes na profunda depressão, agora se torna uma  melancólica nostalgia. A refeição final é a preparação máxima, o  preparatório para o ritual principal, a corrida na estrada de terra.  Pouco importa a profusão de luzes enigmáticas que testemunhamos; o que  importa é que os quatro saíram renovados. A barba assume o papel de  mártir e some assim que necessário o seu afastamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlio  observa, tranquilamente, a paz interior dos seus queridos amigos. Quando  eles se livram do único fator que ainda os prendia à melancolia, fica  claro que a jornada foi completada - com sucesso. Agora, a regra é usar  esse fator para celebrar. Um abraço cela tudo. Afinal, "É preciso estar  atento e forte/não temos tempo de temer a morte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não tenho a  menor ideia de onde nós vamos", diz um amigo num trecho do filme. Nem  nós, espectadores.  Onde é Ythaca, e como ela nos influencia, não  importa. O importante é que a jornada valeu a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mantenha  sempre Ythaca em sua mente/Chegar lá é sua meta final,/Mas não tenha  pressa na viagem/Ythaca terá lhe dado a linda viagem/Sem ela você nunca  teria partido/E ela não poderia dar-lhe mais.../Tão sábio que serás,  com todo conhecimento,/Já terás entendido o que significa Ythaca"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na terra do Sol que o Luto vira Saudade. Aproveite a viagem. O caminho não é fácil, mas a recompensa é eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Estrada é a da Vida, mas o que seria Ythaca? Ythaca é qualquer lugar. É a transcendência do ser humano. É o ápice de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**** 4 Estrelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-9019832043543259121?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/9019832043543259121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/09/estrada-para-ythaca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/9019832043543259121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/9019832043543259121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/09/estrada-para-ythaca.html' title='Estrada para Ythaca'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-A_vS7ruyEkw/Tmk28ZDKRGI/AAAAAAAAAkE/ng50YNwt9kU/s72-c/poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-385510037532739232</id><published>2011-08-24T14:02:00.000-07:00</published><updated>2011-08-26T16:17:49.769-07:00</updated><title type='text'>Informers - Geração Perdida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-712d1DsjBsU/TlVnDb_e6eI/AAAAAAAAAj8/GtP-6yjLZvs/s1600/The_Informers_%2528film_poster%2529.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-712d1DsjBsU/TlVnDb_e6eI/AAAAAAAAAj8/GtP-6yjLZvs/s320/The_Informers_%2528film_poster%2529.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644531016730077666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O reflexo interrompido de um espelho á juventude oitentista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bret  Easton Ellis é um escritor polêmico. Autor de um clássico da    literatura de língua inglesa, Psicopata Americano, Ellis tem suas obras    adaptadas para o Cinema com baixos orçamentos, justamente pelo teor    provocativo e controverso. Roger Avery, parceiro de Quentin Tarantino em   Pulp Fiction, adaptou com maestria (e fidelidade, nas palavras do   próprio Easton Ellis) o livro Regras da Atração, uma comédia adolescente   extremamente satírica e ácida, debatendo sobre o mundo jovem de uma   maneira crua e sacana, como o próprio cartaz do filme sugeria na época   (http://migre.me/5xBko). O slogan do filme, "Nós todos agimos por   instinto", é perfeito para contextualizar todas as obras do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em   Psicopata Americano, Patrick Bateman agia por um impulso, impossível  de  conter, de matar. Em Regras da Atração, o sexo unia a todos, o  exemplo  máximo do instinto, o outro espectro das extremidades humanas.  Portanto,  nesse quesito, The Informers até mantém uma coerência com o  resto da  obra do autor, o que o belo cartaz demonstra, fazendo uma  singela referência ao mundo "intocado" das aparências. As necessidades  básicas de uma juventude fútil são o que move o filme desde a batida de  carro até o take final. O problema de Informers não é a proposta no  subtexto; é a decisão do diretor Gregor Jordan em criar uma narrativa  fragmentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O intuito inicial do roteiro de Nicholas Jarecki e  do próprio Easton Ellis, era justamente criar uma sátira a esse mundo  adolescente oitentista. No livro, temos personagens completamente  distintos e um núcleo até sobrenatural. A moral desvirtuada da Geração  Perdida era colocada em debate num tom extremamente irônico, bem  característico de Ellis. Concebendo um texto absurdo (o que é perfeito,  levando em conta o que é debatido) em sua abordagem, Ellis e Jarecki  introduziram até mesmo o personagem vampiro do livro, escalando Brandon  Routh para o papel. A questão principal é que a sátira inteligente e  explosiva de 150 páginas foi cortada para 94 no roteiro final. E Jordan  decidiu que o melhor a se fazer era um drama de tramas cruzadas, no  melhor estilo Crash, deturpando totalmente a ideologia contida no  material original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando os breves créditos iniciais  terminam, o filme se apresenta muito bem. O letreiro apontando "Los  Angeles - 1983" é até desnecessário. Estamos na Era das festas regadas á  drogas, dos DJs orquestrando uma ode á psicodelia numa mansão dos ricos  californianos. Ao fundo toca a excelente New Gold Dream do Simples  Minds, que sustenta a sequência inteira, registrada apenas por imagens,  sugestões. A melancolia presente na canção é perfeita no contexto  histórico. Como canta a fabulosa letra, são os tempos perdidos que tanto  assustaram o mundo, as mentes alienadas regadas a ecstasy. Estamos na  concepção do que se entende sobre a AIDS, da promiscuidade sexual, da  contra-cultura atingindo os mimados adolescentes revoltados, que se  rebelam e ouvem punk rock ao mesmo tempo que mantém seus Ray-Ban  milimetricamente colocados nos olhos. Em suma, um palco perfeito para a  escandalização irônica idealizada por Ellis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em determinados  pontos do filme, até mesmo após sua bela sequência inicial, essa  proposta satírica é sentida. Após um contato direto com o sangue do  amigo, logo após o mesmo ser atropelado, Graham (Jon Foster, competente)  sente o baque, só para depois de uma boa noite de fumo e sexo com sua  namorada, esquecer tudo e ir obrigado ao funeral. A rigidez dos diálogos  entre os amigos após a cerimônia (assim como as risadas veladas durante  a canção preferida do falecido) são interessantes por ensaiar a crônica  social contra essa metonímia da Geração em foco. Algumas passagens  completamente absurdas também ilustram o texto de Ellis perfeitamente,  como a conversa de um produtor hollywoodiano, que quer um protagonista  para uma imbecil ficção-científica, com um vocalista de banda. O cinema é  citado com alguma frequência no filme - e não é por acaso. A visão  incisiva dos roteiristas sobre a cultura da época é algo presente nessas  singelas passagens. E Ellis sempre foi mestre nisso, ao demonstrar,  mesmo aqui, que não liga para  seus personagens quando é preciso expor o  modo de vida escandaloso dos mesmos. Quando for para levar o personagem  ao inferno, Ellis não hesita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o foco não fica na  pesadíssima ironia original. As tramas cruzadas diluem a mensagem da  narrativa de forma fatal. Dependendo de uma montagem mais eficaz, o  diretor acaba escolhendo o texto pelos motivos errados. Aproveitando o  delicado tema para realizar uma trama arrogante, que se julga esperta  por conectar pontas narrativas apenas pelas circunstâncias, Jordan acaba  expondo as fraturas do roteiro retalhado. A presença da sub-trama do  gângster vivido por Mickey Rourke é tão desnecessária que quando ela  chega ao final, só conseguimos pensar no porquê dela existir, já que é  ligada á narrativa "principal" pelo personagem de Brad Renfro, o  porteiro do prédio de Graham. A função para a história é nula, já que  ideologicamente, o sub-plot só representa a violência perversa de um  tipo criminoso. E já que esse tipo é atemporal, em nada ele ajuda numa  história que exala oitentismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atemporal, também, é a trama do  marido que quer voltar pro casamento que largou por um amor passageiro. E  Billy Bob Thornton, normalmente competente, parece perdido como William  Sloan. Sempre com o olhar desfocado, ele parece não ligar para as  emoções do projeto por não as detectar. Mas se Winona Ryder só está ali  para ser um rosto bonito, os histrionismos da cada vez pior Kim Basinger  só deixam o filme com menos unidade. Se a passagem de William dizendo  que não tem certeza se ama a mulher é ótima, é atuada com certo  desleixo. Esse segmento também pouco importa para o retrato da geração,  já que se foca em produtos dos anos 60-70. Tendo apenas destaque para a  relação conturbada com os filhos, a passagem da ala mais velha da  família Sloan só não é um desastre maior porque, pelo menos, o possível  (e digo possível porque o filme não deixa certeza) motivo da  reconciliação proposta por William funciona esporadicamente para a  mensagem, ainda que seja um conceito anacrônico de ganância - o que é  ruim para um filme de período histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurando  desesperadamente extrair emoções de seu fragmentado filme, Jordan ainda  investe na relação de pai e filho de Les e Tim Price de maneira  equivocada. A canalhice do pai, frente à conturbada mente do  adolescente, é retratada de forma dramática, como se o pai quisesse se  aproximar do filho e não tivesse ideia de como fazer. Isso até  funcionaria na mensagem, já que apresentaria bem a criação discutível  que tornou a geração daquele jeito, mas ao quase vitimizar o pai na  sequência final dos dois, o filme parece voltar a culpa para o  adolescente, que mesmo sem instrução alguma, deveria deixar o  inescrupuloso pai se aproximar mais. De quebra, isso ainda torna o filme  mais episódico do que ele já é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ajuda também a sutileza de  um búfalo do diretor. Demonstrar a falta de tato com as garotas de Tim  apenas sugerindo, é válido e correto, mas mostrar o pai dando em cima  dessas mesmas garotas que o filho tem problemas é demais. Como acontece  novamente na passagem, bem ridícula, do encontro á três no restaurante,  pro pai ser garanhão não basta; tem que roubar a namorada do filho  também. Criticar e ironizar a postura do pai, um convicto e  característico Yuppie dos 80's, seria uma boa opção, mas Jordan prefere  se focar no drama do filho, que nada entende daquele mundo e não parece  querer nada com nada. Como prova o implacável final desse segmento, Tim  não liga para a relação com o pai, apenas querendo fumar sua maconha e  ficar em paz. O problema desse segmento justamente é esse: ao retratar o  filho como um garoto reprovável, fruto da geração perdida do sub-título  nacional, o roteiro parece dizer que a culpa não é do pai. A culpa,  inteira, cabe ao modo padrão de vida daquele círculo de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo  assim, tudo conspira para a denúncia da horrível proposta de Gregor  Jordan: criar um Babel de baixo orçamento, mas nos anos oitenta.  Procurando contar episódios dramáticos sem função, o filme oscila de  forma suicida entre os dramas de situação pseudo-inteligentes e o  retrato repulsivo e fascinante de um período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, os problemas  de Informers não são baseados no que ele poderia ter  sido, e sim  baseados nos erros do novo roteiro. O filme não erra necessariamente  porque  precisava de outra abordagem; erra, sim, por desenvolver mal o  seu já  equivocado tratamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas ao se concentrar na  filosófica discussão sobre a moral da época, como a meditação intensa de  Graham nas partes finais, o filme cresce. E se tem algo que funciona  perfeitamente em The Informers é a atmosfera intrigante dos 80's. A  tentativa de Graham em melhorar é engolida pelo comodismo, como prova a  interessante passagem final do filme. Vítima de seu tempo, Graham começa  a nutrir certo sentimento por uma pessoa que simplesmente transa com  todos os seus amigos. E o protagonista, por sua vez, também se enquadra  nesse tipo, já que faz sexo com todas as suas amigas e até com os  amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"She is your only friend until the ocean breaks", dizia a New Gold Dream. Quando Graham se torna sentimental e tem que se expressar, ele conhece exatamente essa máxima. E se torna um estranho ser. A metástase desse estranhamento se dá na enigmática passagem do  carro, onde Graham diz que precisa de uma base para saber o que é certo e  errado. Ao desvendar com sucesso a mente de todos os envolvidos, é se  focando em Graham que o longa acha respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela elegante  Los Angeles de 83, todos não são promíscuos e inconsequentes por  rebeldia; são inconsequentes por não saber o que é consequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se  o foco fosse inteiro em Graham, o filme não precisaria nem da ironia de  Ellis para ser realmente bom. Se soubesse reconhecer isso na sua pífia  narrativa (se já sabemos o papel das drogas naquela sociedade, pra quê  serve o segmento do cantor de rock?), The Informers mereceria crédito.  Como acerta apenas nesta, das muitas narrativas em questão, merece o  ostracismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um interessante espelho mostrado á toda uma geração é quebrado pelos esforços de um incompetente diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** 2 Estrelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-385510037532739232?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/385510037532739232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/08/informers-geracao-perdida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/385510037532739232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/385510037532739232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/08/informers-geracao-perdida.html' title='Informers - Geração Perdida'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-712d1DsjBsU/TlVnDb_e6eI/AAAAAAAAAj8/GtP-6yjLZvs/s72-c/The_Informers_%2528film_poster%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-2417415401619377353</id><published>2011-08-23T13:15:00.000-07:00</published><updated>2011-08-23T15:26:56.711-07:00</updated><title type='text'>Old School Trailers</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Apostando num ar mais diabólico e trash, os diretores Mark Neveldine e Brian Taylor realizam aqui seu primeiro blockbuster de grande orçamento, mas parecem manter a mesma essência que os tornou tão famosos nos ótimos Adrenalina e Gamer. Com uma montagem frenética das sequências de impacto, após um arrastado e irônico começo “solene”, a prévia não esconde o visual do “herói”, que agora está com uma caveira mais negra e aterrorizante que a anterior. Se não bastasse o visual tresloucado e bem realizado dos diretores (repare o salto em câmera super-lenta do homem no precipício) e o tom descompromissado que é ideal pro personagem, ainda temos um Nicolas Cage tão inspirado como sempre, deixando-se surtar com mais facilidade e sem medo algum. Destaque pro “Ohh, it’s awesome” no final do trailer, que contém uma cena que é impossível de ser descrita aqui. Um promissor novo rumo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;**** 4 Estrelas&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin-top:0cm; 	mso-para-margin-right:0cm; 	mso-para-margin-bottom:10.0pt; 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Quem esperava uma trama densa e pesada vai se deparar com um cômico ensaio sobre casais. O que era apenas uma reunião para resolver uma briga entre os filhos dos dois casais, acaba se tornando uma discussão moral e divertidíssima sobre as fraturas de cada relacionamento. Se o tom bizarro, reforçado por uma engraçada trilha, já é suficiente para aguçar a curiosidade, o elenco afiadíssimo que vai de Kate Winslet a John C. Reilly já concretiza a expectativa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***** 5 Estrelas&lt;/p&gt;  &lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt; 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O elenco, liderado por Mary Elizabeth Winstead, parece firme e bem preparado, ainda que pareçam com os meros corpos pra carnificina de filmes como Predadores e Doom. Semelhante na abordagem e no tom do original, o remake parece honrar a sugestão aterrorizante do clássico de 82, ainda que atualize os seus temas pra atualidade. Ao final do trailer, surge a dúvida: uma interessante homenagem ou apenas um novo e desnecessário remake?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;*** 3 Estrelas&lt;/p&gt;  &lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="59" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Table Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Placeholder Text"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="No Spacing"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt; 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Destaque para a intensa sequência de sequestro de uma mulher, mediada exclusivamente pelo telefone. A montagem, aliada a uma trilha mais incisiva, é bem sucedida ao criar um clima instigante em torno da terra do Texas. Ainda que a fotografia mais realista deixe o filme com um claro ar independente, é na força atmosférica que o trailer se reside e as atuações de Sam Worthington e Jeffrey Dean Morgan (um tanto apagado, até) elevam o drama. O uso dos belos cenários consolida esse filme de investigação com ares pesados de um legítimo western moderno, como Três Enterros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;**** 4 Estrelas&lt;/p&gt;  &lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt; 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A trilha sonora de “filme de superação” obviamente está presente, mas é a mão artística de Forster, apostando numa desenvolvida técnica visual, que torna a prévia tão atraente. Gerard Butler também está ótimo, com a competência habitual, aqui testando um ambiente mais dramático que seus papéis como herói de ação. O único porém do filme fica á cargo de um semelhante: Diamante de Sangue. Seria Machine Gun Preacher uma versão mais dramática (e descompassada) do filme de Ed Zwick ou os dois temas tão distintos vão acabar combinando no final das contas?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***** 5 Estrelas&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-2417415401619377353?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/2417415401619377353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/08/old-school-trailers.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/2417415401619377353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/2417415401619377353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/08/old-school-trailers.html' title='Old School Trailers'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-3575383777950640225</id><published>2011-08-09T15:40:00.001-07:00</published><updated>2011-08-09T19:38:42.941-07:00</updated><title type='text'>O Novo Mundo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-w2137GaRzt8/TkHuVcg3pII/AAAAAAAAAjs/4Sr_iQ2teZk/s1600/The_New_World_poster.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-w2137GaRzt8/TkHuVcg3pII/AAAAAAAAAjs/4Sr_iQ2teZk/s320/The_New_World_poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639050260643292290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A trágica ou linda história de Pocahontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaixando como tema central de sua filmografia a Natureza como algo em perfeito equiílibrio, Terrence Malick sempre a usa como pano de fundo de suas obras. O subtexto carregado, presente desde Badlands, atingiu seu ápice em Cinzas no Paraíso. Trabalhando esse subtexto, o diretor se estabeleceu como um adepto da experiência metafísica e um amante da Natureza em seu estado mais selvagem. Quando analisada, a trama de O Novo Mundo é um fantástico palco para as teorias de Malick. Sua mensagem otimista, do Homem aprendendo com a Natureza, é forte o suficiente para elevar a básica história de Pocahontas. A universal trama, verídica, contava como dilema central o "homem branco" que se apaixona pela mocinha de outro povo. Essa trama, aliás, virou centro de diversos filmes, inspirando inclusive películas como Avatar. Porém, se o forte dos filmes de Malick não é o que está no primeiro plano de narrativa e sim na mensagem das imagens, em O Novo Mundo somos apresentados a uma nova postura do diretor quanto á narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que lenta, atmosférica, encantadora, a narrativa investe muito mais na trama e nos personagens que no subtexto que tanto tornou Malick diferenciado. Em Badlands, pouco importava a fuga do casal principal quando analisávamos a psicopatia de ambos. Em Cinzas no Paraíso, o triângulo amoroso não era nada perto do debate do equilíbrio entre Homem e Natureza. O mesmo vale para Além da Linha Vermelha, que explorava mais a psique do Homem perdido na hostilidade de seu caráter do que a Guerra propriamente dita. Já O Novo Mundo explora tanto a Natureza com suas belíssimas imagens quanto o seu desenvolvimento de trama. Isso poderia sinalizar uma clara evolução de Malick como contador de histórias e, em certa parte, representa exatamente isso. Porém, o diretor peca exatamente naquilo que sempre foi bom: No desenvolvimento da mensagem contida ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início da película é Terrence Malick á moda antiga. A harmonia de Pocahontas com a Natureza é retratada da maneira mais solene possível. Os delicados gestos, o Sol batendo na câmera de uma maneira divina, a narração em off precisa. Começam então os bonitos créditos, com um imponente corte que inicia a belíssima sinfonia Das Rheingold. O contato com o Homem se apresenta logo depois desses créditos, com a chegada dos imponentes navios Ingleses. A sutileza conhecida de Malick é vista desde já: quando Colin Farrell aparece, já sabemos de sua situação como escravo pelo singelo take de suas mãos acorrentadas. Ali inclusive, naquele breve instante, John Smith pega a água caindo em sua cela, mesmo com as mãos atadas. Com uma sensibilidade emocionante, o diretor cria uma bela metáfora do Homem acorrentado a seu destino "civilizado" e que tenta absorver a Natureza mesmo preso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que chegam, os ingleses falam em "não ofender os nativos". Claramente, é a melhoria do Homem desde o psicopata Kit Carruthers em Badlands. O paradoxo, porém, permanece. A violência do Homem continua, ao mostrar seus confrontos com os  indígenas e até mesmo a fala rápida dos meninos da Colônia, que  contrasta com o constante silêncio das Aldeias dos nativos. E esse mesmo Homem que aprendeu a respeitar quem é superior a ele, é aquele que tem o objetivo de colonizar a Natureza. Essa entidade, que Malick respeita mais que tudo, tinha em Cinzas uma "personalidade" implacável. Quando em equilíbrio, ela abraçava o Homem sem reservas. Quando essa linha se partia, o preço pago era alto. Aqui em O Novo Mundo, a Natureza parece mais calma, mais reservada, mais endeusada e intocável. O acesso a ela é exclusivo dos indígenas, como nas cenas dos lindos rituais de espiritualidade dos nativos. Já com outros que tentam acessá-la, como John, ela tenta os afastar (como a brilhante cena do pássaro voando pra cima de John). Quando Pocahontas fala com sua Mãe, ela quer falar com cada árvore que toca, cada grão de terra que pisa. E é aí que entra o início do caso de amor de John Smith com Pocahontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dualidade Homem/Natureza sempre foi subtexto para Malick, mas aqui se torna metaforicamente a trama em si. John se apaixona pela princesa indígena. Ela é a personificação da Natureza e o Homem, não por acaso chamado John Smith, é o amálgama de todos na Terra. Ainda que, como dito, a Natureza pouco faz de pesado para interferir na história, esse esquema era obviamente o que se esperava de uma obra do diretor. O desenvolvimento desse arco é fabuloso ao se virar para seus personagens e o amor entre eles. Justamente por se focar nesse romance que a narrativa soa tão diferente do resto dos filmes de Malick. E mesmo testando um campo mais didático (o que inclui narrações em off que até mesmo explicam a imagem em certos pontos), o diretor é bem sucedido ao criar lindos planos como um pelo meio da projeção, retratando o delicadíssimo e sutil amor entre John e Pocahontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritmo da produção, acompanhando essas sutilezas, é contemplativo e lento. No início da trama, a agilidade dá as cartas ao apresentar o arco principal, de John vivendo entre os indígenas. A fluidez da narrativa é tão grande que o espectador é surpreendido por Malick ao constatar que a história não deve seguir os rumos que se imaginava antes. E se a trama, um tanto arquetípica, já era extremamente bem desenvolvida até a virada brusca, quando toma novos contornos o filme apenas enriquece mais e mais estruturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se a narrativa de Malick é evoluída, a técnica do diretor também evolui. O extraordinário dessa evolução é justamente constatar que Malick aprimora o seu já conhecido cuidado obsessivo com o visual. O Novo Mundo é, talvez, o filme mais lindo de Terrence Malick. Brilhantemente fotografado por Emmanuel Lubezki, as escolhas técnicas do filme são soberbas. Lembrando o Barry Lyndon de Kubrick, o filme investe pesado em luz natural. Lubezki cria uma película inteira em 65mm com essa intenção de edificar a Natureza e limitar o artificial. A cena da fogueira entre John e Pocahontas é belíssima. O tom vívido da luz contemplativa do fogo nos rostos apreensivos dos excelentes Colin Farrell e Q'orianka Kilcher é de tirar o fôlego. As batalhas, em certo ponto da projeção, são registradas no estilo inconfundível de Malick, o que mostra o competente trabalho de Lubezki e do diretor mesmo em sequências nas quais não estão habituados (Lubezki ainda não tinha feito Filhos da Esperança na época). A trilha de James Horner também contempla a beleza do filme de uma forma linda, marcante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa batalha, que marca de certa forma o fim do primeiro ato, é pontuada por imagens em paz da Natureza. A mensagem é clara, ainda mais para quem viu o resto dos filmes do diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, nem tudo fica no controle de Malick. A narrativa mais elegante e coerente, com personagens carismáticos e admiravelmente tridimensionais, acaba cobrando seu preço. Ao justificar a dualidade do título do filme, Malick apresenta O Novo Mundo a Pocahontas. E aí o discurso, que antes já estava em menor grau, muda. O simples conto de John se apaixonando pela Natureza acaba gerando o complexo conto de Pocahontas se apaixonando pelo Homem. Não que houve uma mudança de postura na mensagem, mas que Malick abre uma nova vertente em seu pensamento, é inegável. Optando por complicar e enriquecer sua estrutura, o diretor acaba não concluindo sua história com John, o que geraria um belo fim de ciclo na sua filmografia, preparando o terreno para Tree of Life, a perfeita harmonia Homem/Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E seguindo Pocahontas, que se revela a verdadeira protagonista, o filme toma um novo rumo que é inegavelmente soberbo, mas descartavelmente arriscado. A tendência de Malick sempre foi mostrar o Homem se adequando á Natureza e em O Novo Mundo, o diretor resolve fechar sua filmografia adequando a Natureza ao Homem. O que era um processo gradual, cadenciado, se torna uma bola de neve. Se o Homem começa como inferior a Natureza, por que criar um equilíbrio entre as duas Forças ao subverter a mais forte delas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso poderia ser visto como uma necessidade de ser fiel á História real, mas seria irrelevante e estreito pensar que Malick deixaria sua mensagem se diluir só pra seguir de forma documental uma obra de ficção. Logo, o mais provável é observar que Malick falhou ao desenvolver as virtudes do Homem, ao mostrá-lo como bondoso e altruísta depois de gastar uma hora e dez minutos de película ao mostrá-Lo como ganancioso e implacável. Porém, os "problemas" do filme são mais complexos. Malick mostra Cruzes e Igrejas durante toda a projeção, enfocando-as com os Homens. Ao endeusar o Metafísico presente na cultura nativa, as manifestações religiosas podem ser vistas como equivocadas aos olhos do diretor. Sendo assim, o final poderia ser, na verdade, a tragédia da Natureza perdendo para o Homem, da Pocahontas sendo domesticada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa complexidade começa a ser esmiuçada ao analisar os takes finais. Pocahontas dançando naquele vasto campo, com um outro personagem, é a prova da felicidade da protagonista. Sua comunhão com a Mãe-Natureza no final, o banho na água, é a representação máxima de que a Princesa não es esqueceu de suas raízes. Portanto, houve o equilíbrio entre as duas Forças que tanto bateram de frente (com a Natureza sempre sendo mais poderosa, diga-se de passagem). E esse equilíbrio é representado pelos últimos takes, da Natureza selvagem em Paz absoluta, com o rio correndo normalmente e as árvores calmas e felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a dúvida volta quando os detalhes da situação são analisados. O palco da conversa entre John e Pocahontas é um jardim enorme, mas totalmente "lapidado", domesticado. Estaria Malick feliz com o equilíbrio alcançado ou estaria triste com a queda da Natureza-Pocahontas para o Homem? A dualidade segue até o final e essa dúvida mantém-se na mente até depois da sessão. Não se engane, é lindíssimo ver Pocahontas manter sua essência natural mesmo em meio áquele mundo estranho dos homens brancos. Mas é igualmente trágico ver a transformação daquela divina criatura em equilíbrio, em algo que ela não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por patinar levemente em sua mensagem, Malick cria uma obra imperfeita. Perigando terminar sem unidade, O Novo Mundo acaba se focando na narrativa e, por isso, dá uma volta inteira e se complica quando poderia traçar uma reta e ser bem sucedido. Ao valorizar mais o subtexto, Malick criou obras-primas. Aqui, ousou ao elaborar uma narrativa mais complexa. Mas com isso, criou um final que não soa ambíguo por respeitar a inteligência do espectador ou por depender da interpretação de cada um; soa ambíguo por não saber exatamente o que quer falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como obra fechada, técnica e narrativa, fabuloso. Como uma parte da filmografia de um gênio e em sua mensagem, imperfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**** 4 Estrelas&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-3575383777950640225?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/3575383777950640225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/08/o-novo-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/3575383777950640225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/3575383777950640225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/08/o-novo-mundo.html' title='O Novo Mundo'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-w2137GaRzt8/TkHuVcg3pII/AAAAAAAAAjs/4Sr_iQ2teZk/s72-c/The_New_World_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-172200319111508612</id><published>2011-08-07T13:33:00.000-07:00</published><updated>2011-08-07T15:14:12.701-07:00</updated><title type='text'>Quero Matar Meu Chefe</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mvyoOpvT0-Q/Tj8OEDME4BI/AAAAAAAAAjk/XdC2gLeKeoI/s1600/Horrible_Bosses.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638240721229373458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-mvyoOpvT0-Q/Tj8OEDME4BI/AAAAAAAAAjk/XdC2gLeKeoI/s320/Horrible_Bosses.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Comédia de estrutura repetida se sai na média devido a suas gags .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, há duas grandes vertentes pras comédias, de modo geral. Basicamente, dividem-se em dois sub-gêneros que ganham cada vez mais força entre um sub-gênero maior ainda - o da comédia adulta. Um deles, que atrai em maioria o público feminino, são as comédias românticas com debate de conteúdo sexual. São filmes como Sexo sem Compromisso, Amor e outras Drogas, e até o futuro Friends with Benefits, que dialogam com a temática do sexo desvinculado com o relacionamento sério. Paralelamente, outro tipo de produção que voltou a ser explorado em massa foi o das comédias de macho - motivado principalmente com o fenômeno de crítica e público de 2009, Se Beber, não Case! . Desde lá, tivemos várias outras tentativas de filmes humorísticos que abordassem a relação "porreira" entre homens, o tal "bromance" - e só citar alguns desse ano, vale lembrar da própria continuação fraca de Se Beber... e do falho Passe Livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somando isso aos desastres nucleares que vem passando pelo cinema de humor nacional - Cilada.com e derivados - e dá para se ter uma ideia de que não estamos em um período muito produtivo para as comédias adultas. Com repetições de temas aos montes, falta claramente originalidade aos roteiros, mas também alguém com mão firme para coordená-los a ponto de saírem minimamente satisfatórios. Desse modo, não fica difícil esperar algo diferente de Quero Matar meu Chefe, comédia que podia desafogar o gênero do eixo repetido de roteiros que ele passa. Entretanto, o longa que se propunha em sua divulgação - e até mesmo em sua introdução - uma dinâmica interessante sobre o cotidiano e a relação de um empregado com seu chefe, na verdade não passa de mais uma comédia de macho, onde os protagonistas se metem em situações absirdas e precisam sair delas, junto com seus "bros". Nesse aspecto, Quero Matar meu Chefe pode até ser uma enganação enquanto foco narrativo, mas nunca enquanto produto, afinal é dono de um resultado que, no final das contas, se sai muito bem ao lado de vários similares inferiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama acompanha três empregados como protagonistas - Interpretados por Jason Bateman , Charlie Day e Jason Sudeiskis - e cada um deles tendo um carma em seu trabalho: seus respectivos chefes . Um deles é perseguido por um chefe psicopata ( Kevin Spacey) , o outro não consegue lidar com o assédio sexual da dentista ninfomaníaca (Jennifer Aniston) para a qual trabalha , e o terceiro não admite a conduta irreponsável e cretina de um cheirador inconsequente que virou seu chefe após a morte do patrão anterior . Decididos a não suportar isso mais, eles decidem organizar um plano para matá-los , e para isso consultam Motherfucker Jones ( Jamie Foxx ) um criminoso experiente que os ensina táticas para realizar os crimes com sucesso .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro dos estreantes John Francis Daley, Jonathan M. Goldstein e Michael Markowitz é interessante , mas claramente carece da originalidade sob o qual se disfarça nos meios em que é divulgado . Não é um filme essencialmente sobre os chefes , e em certos momentos os alvos em questão se tornam meros MacGuffins para uma trama de um trio de homens - composto pelo galanteador, o certinho e o pancada - que se metem em uma teia de acontecimentos de relevância criminal, e que precisam se desvencilhar dela , atravessando no decorrer diversas interpéries , tais como perseguições de carro , prisões , invasões de domicílio e experiências com drogas . Um tanto semelhante com Se Beber , Não Case! , comédia-modelo para os estúdios atualmente . O problema de ter um espírito tão parecido implica numa parcial falta de criatividade , mas também gera outroa problemas . Afinal , os roteiristas criam um emaranhado de acontecimentos que procuram - só procuram - remeter à inteligência genial do filme de Todd Phillips , mas não conseguem nem mesmo resolvê-los dentro de sua lógica ''mirabolante'' .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí surgem resoluções simplistas , fáceis , e algumas vezes previsíveis . Cria-se uma cadeia de eventos , e por não saber nem mesmo construí-la com sucesso completo , formam-se soluções incompatíveis . Ora , desse modo , começam a aparecer os buracos de roteiro , que permeiam silenciosamente a produção , mesmo que não sejam escandolosos, mas que geram uma certa suspensão de descrença , e também a necessidade de ter que relevar algumas situações propostas . Aliás , incongruências não se resumem apenas ás partes de resolução da narrativa , mas também á sua premissa . Qual o sentido do personagem de Charlie Day , com receio de trair sua noiva com sua chefe, matar a mesma ? Ele possui caráter o suficiente para não trair , mas se dispõe a cometer um assassinato sem hesitar sobre suas implicações morais ? Além disso , é de Jennifer Aniston que estamos falando ,e sua namorada retratada no filme não tem muitos atributos - tanto físicos quanto intelectuais - para criar essa resistência por parte do personagem .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sorte e a salvação de Quero Matar Meu Chefe é que ele se trata de um filme de comédia , e possui outras caraterísticas que compensam seus eventuais defeitos . Se ele se propões a dar um belo espetáculo de gags , então ele dá : São várias, e elas conseguem ser certeiras e fazer a platéia rir sem forçação de barra . Dentro de cada ambiente que o roteiro faz seus personagens chegarem , há uma boa exploração de comicidade, com gags múltiplas, e que fazem o filme sobreviver diante de seus problemas . A melhor sacada do roteiro seja , talvez , a gag intraduzível - infelizmente - do Motherfucker Jones . Jamie Foxx ajuda muito nas cenas que participa , e as piadas proferidas pelos protagonistas não soam forçadas, e fluem naturalmente, resultado de um grupo de atores que estavam bastante á vontade .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Á vontade, na zona de conforto, não precisavam impressionar, e suas figuras serviram como meros peões para a construção das situações e para discursar piadas . Os atores se saem na média - diferente do que se tem em Se Beber Não Case! - e não são tão carismáticos , deixando o lugar para os chefes . Os mesmos - caricaturas - são engraçadíssimos apenas na sua construção de personagem , sem precisar uma fala elaborada ou situação-chave . Kevin Spacey encarna solenemente o famoso esteriótipo de chefe irredutível - diferente do Lester Burnham demitido de Beleza Americana - e demostra sua versatilidade e habilidade que lhe renderam fama ; Jennifer Aniston não precisaria muito além do corpo para atuar, mas mesmo assim, se sai melhor que os demais nas cenas que participa ; Colin Farrel, num papel de drogado - o que o ator já foi - se transfigura , e demonstra competência para o humor - como já visto em Na Mira Do Chefe . Basicamente , os atores mais competentes e experientes , parece que foram os que mais se dedicaram em atuar ,e mesmo tendo curto espaço de tela, se sobressaem .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de fazer o fraquíssimo Surpresas do Amor, Seth Gordon parece ter aprendido a realizar humor de situação, ganhando muito mais timing para sua coordenação de set . As piadas e as gags são o ponto alto de Quero Matar Meu Chefe , mas tudo isso não esconde sua originalidade baixa e o fato de seguir a trilha das comédias de macho que surgem por aí . A única diferença dentro do contexto desse subgênero , é que o filme de Gordon fica na média , sem derrapar a níveis mais baixos . Ou seja , Quero Matar meu Chefe não é revolucionário , inteligente ou original como Se Beber , Não Case! , mas também não é fraco e infantil como Passe Livre . Entre homens em Vegas ou crianças que brincam com merda , vale o que um personagem diz durante o filme : '' Vocês estão agindo como adolescentes da oitava série! '' . No meio do caminho, na média , afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Estrelas *** - Aceitável&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-172200319111508612?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/172200319111508612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/08/quero-matar-meu-chefe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/172200319111508612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/172200319111508612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/08/quero-matar-meu-chefe.html' title='Quero Matar Meu Chefe'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mvyoOpvT0-Q/Tj8OEDME4BI/AAAAAAAAAjk/XdC2gLeKeoI/s72-c/Horrible_Bosses.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-1051461745634838412</id><published>2011-08-03T08:58:00.000-07:00</published><updated>2011-08-03T16:05:53.038-07:00</updated><title type='text'>Cinzas no Paraíso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-d9h4PUrRMBw/TjnQQH0GyxI/AAAAAAAAAjc/EN20TFetUCU/s1600/Daysofheavenposter.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 223px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-d9h4PUrRMBw/TjnQQH0GyxI/AAAAAAAAAjc/EN20TFetUCU/s320/Daysofheavenposter.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636765384024967954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Amor e a Selvageria na dourada Terra de Ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terrence Malick realizou seu segundo filme com parcimônia. Depois dos problemas na filmagem de seu debut, Badlands, Malick ganhou uma equipe mais profissional e mais tempo. Ao ser bem recebido pela crítica pelo primeiro trabalho, o diretor conseguiu um bom orçamento, 3 milhões, e teve uma chance maior de visão do público em geral, já que contava com Bert Schneider na produção. Porém, em Cinzas no Paraíso, os produtores conheceram mais o perfeccionismo do diretor. Se Edward Pressman tinha dado controle criativo total para Malick em 1973, Schneider não fez diferente. Resultado: Malick começou um trabalho diferente, experimentando imagens avulsas da natureza e rebuscando mais ainda o complicado trabalho de narração em off já realizado no seu primeiro longa. E demorou dois anos na pós-produção do filme. Porém, se do ponto de vista técnico e comercial Malick estava deixando seus produtores enfurecidos, não se podia dizer o mesmo na forma artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cuidado excessivo com a montagem do filme, a inserção da trilha de maneira diferente da ordem na qual foi composta e o complicado processo de mixagem de som tornavam o filme mais e mais complexo visto aos olhos de dentro da Paramount. Se durante as filmagens o ritmo era lento e Malick constantemente refazia cenas e reescrevia diálogos, na sala de edição a obsessão pela a perfeição era maior ainda. Como disse Schneider em Easy Riders, Raging Bulls: "Richard Brooks escolheu Gere, montou e lançou Mr. Goodbar enquanto Malick ainda estava na pós-produção. Porque Terry não conseguia resolver o filme".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, Cinzas no Paraíso tem sua boa parcela de narração e imagens que não são fundamentais á trama. Porém, quando se analisa o brilhante subtexto que Malick trabalha no filme, percebe-se que cada segundo dos dois anos valeram a pena. Cada take tem um significado maior do que aparenta, tornando o filme uma experiência surpreendente. É na mensagem que a trama, um tanto convencional, se destaca. A lentidão do diretor é perfeitamente justificada quando analisa-se a proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início, Malick já mostra um aprimoramento desde sua estreia. A narração que determinou Badlands como um conto de fadas está presente também, com um preciso tom de voz fabulesco imposto pela menina Linda Manz. A consciência no metafísico também se demonstra mais decidida ("Deus sequer nos ouve..."). E se a direção de Badlands era mais contida e apenas acompanhava os personagens, sem floreios, aqui em Cinzas no Paraíso uma evolução estilística visível é notada. No início do filme, na fábrica, Malick inclusive introduz takes com câmera na mão, o que voltaria a ocorrer em uma das belíssimas sequências no campo de trigo. A utilização da grua também é visível e sutil, precisa. E justamente esse take com grua, dos boias-fria no trem, é o que precede a apresentação da casa do fazendeiro vivido por Sam Shepard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O take solene, introduzido por um cross-fade lento, ostenta a aura mítica da belíssima casa no meio do campo de trigo, a da capa do DVD da Criterion. Em nosso primeiro contato, já sabemos que aquele será o palco dos conflitos humanos que o trio protagonista irá vivenciar. Gênio é assim, provoca isso no espectador, o avisa com sutileza sua proposta, com respeito pela intelectualidade de quem está no outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se um upgrade de direção é visível, há também uma reinvenção de postura no roteiro. Em Badlands, Malick era ácido em estabelecer uma atmosfera fria, decadente, em torno de seus personagens. A psicopatia do ser humano era retratada de forma visceral, tanto ativa (por Kit) quanto passiva (por Holly). E em Cinzas, somos apresentados a Bill logo com um momento de explosão de fúria do mesmo. Porém, a diferença se dá ao longo da narrativa, quando vemos os humanos ali presentes com qualidades contagiantes. A voz de Linda também embala esses sentimentos bonitos, mostrando as qualidades das pessoas trabalhadoras do campo, que já haviam ganhado uma bela homenagem nos créditos iniciais, que demonstram todo o amor de Malick por eles. O diretor ainda realiza um competente plano gêmeo para mostrar a alegria de um sapateador, em torna da fogueira festiva. Ternura e amizade, pura e simples, com um violinista divertido embalando a trilha. Os problemas, porém, continuam. O humano continua irracional e a balança que o diretor usa para medir o destempero do homem é a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se em Badlands a Natureza era apenas um mero pano de fundo para a fuga do casal protagonista, em Cinzas Ela se torna uma personagem vívida, um organismo que dita a narrativa. E Malick registra esses momentos como ninguém. A cena-chave é a da colheita. Quando a colheitadeira passa por cima do trigo, com Abby retirando os excessos, Malick mostra a reação dos animais em relação áquilo. E essa sensação da natureza observando o ser humano se instala em diversas cenas. Bill e Abby estão se divertindo na água, andando e pulando, mas Malick faz questão de nos mostrar que há jacarés assistindo tudo, de longe. Claramente, é a Natureza que manda ali, é a força em equilíbrio que reina o local. E se nos futuros filmes o diretor analisa o quanto o ser humano pode aprender com o Ambiente, é aqui que o início da complexa análise é realizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O equilíbrio lindíssimo entre Homem e Natureza é o necessário para se viver no Paraíso. O belíssimo campo de trigo, o tal Paraíso do título, é um lugar  fundamental para esse equilíbrio. Seria impossível viver sem a Natureza em lugar  tão vasto e rico para a mesma. Para registrá-lo de maneira divina, Malick buscou inspiração nas pinturas de grandes artistas. O Crepuscular campo é, na verdade, o Mundo de Christina (http://migre.me/5pW6o). Richard Gere olhando triste a janela do patrão é a Janela da Noite de Hopper (http://migre.me/5pW7q) e a casa majestosa do Fazendeiro, na verdade, é a Rail Road (http://migre.me/5pW9F). Nada mais justo que arrancar, do excelente Néstor Almendros, uma das melhores fotografias da história do Cinema. Transportar o Paraíso para as telas não é fácil e Malick e Almendros constroem um, particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa tarefa complexa de equilibrar duas forças tão distintas chega a se concretizar em tela. E, no fundo, quando analisamos a trama (um tanto trivial, um drama romântico), é sobre esse subtexto inteiro que o filme trata. Um dos homens consegue estabelecer esse contato direto. Aproveita a Natureza, a compreende (claro que tudo interpretativo, Malick nunca é didático). E a retribuição é imediata. Malick filma planos inteiros dos campos esvoaçantes, dos animais em paz. Tendo seu ápice na belíssima tomada da planta crescendo, germinando, o equilíbrio é lindo e Malick fica claramente feliz com sua narrativa, afinal os personagens realmente aprenderam o que o diretor sempre almejou. Mas não dura muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama do filme depende bastante do desenvolvimento dos personagens. E, mesmo distante e apresentando ainda resquícios da frieza de sua estreia, Malick é extremamente bem sucedido ao gastar todos os primeiros 30 minutos com um tom atmosférico incrível que insere o espectador no drama dos personagens. Nisso, é desnecessário dizer que o diretor arranca performances memoráveis de todos os envolvidos. Repare como Gere olha distante e apreensivo, numa clara reflexão de Malick para a natureza selvagem de seu caráter. Brooke Adams também oferece instantes sublimes, como aquele que o diretor registra o rosto apreensivo da indecisa mulher que agora se vê numa encruzilhada emocional. Sam Shepard também realiza seu trabalho com exímia competência e até mesmo os coadjuvantes, como Linda Manz e Robert J. Wilke, estão soberbos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As interiorizações dos personagens são fundamentais, mas é quando a tensão se explicita que o a união dos temas Homem vs Natureza se instala de vez. Quando vão caçar pássaros, interferir na Natureza, Bill e o Fazendeiro vão empunhando espingardas. O olhar perdido de Gere e a ternura no olhar de Shepard são registrados com clareza. O tiro é ouvido e quando Bill dispara no chão, a raiva contida é denunciada em seus olhos, ao passo que a ternura do Fazendeiro vira apreensão de imediato. O homem tem sim suas virtudes, mas aqui ele continua sendo aquele Kit Carruthers vivido por Martin Sheen. A cena inteira remete a um duelo e é fácil se lembrar da atmosfera de faroeste de fuga que Badlands tinha, que era visível na aparição de figuras tensas como o senhor vivido pelo próprio Malick no filme de 73. Em comum, há o registro. Os olhos serem a janela da alma nunca fez tanto sentido quanto nos filmes de Terrence Malick.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando esse caráter do duelo, a escolha da menina Linda como narradora não poderia ser mais acertada. Sendo uma mediadora, não tomando um partido, ela faz com que o espectador tire suas próprias conclusões no meio do fogo. Ainda dando o já citado tom fabulesco para história, a narração em off não tem um papel tão vital quanto em Badlands, mas se demonstra igualmente acertada e tão impressionante quanto em níveis simbólicos para a narrativa e as interpretações perante a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as Cinzas no Paraíso se instalam no momento exato. O amor que o Fazendeiro sentia no coração era puro, incrível. Tímido, o homem enfermo se reservava a adorar áqueles cabelos negros e esvoaçantes de Abby. Ainda que explorando a sua terra (e, por consequência, a Natureza), o homem é bom, como a própria narradora imparcial reconhece. E é sublime e desolador o momento que Sam Shepard olha para a câmera após observar Gere e Brooke de longe. É uma estrada para o inferno, consciente, mas incontrolável. Sam olha no fundo dos olhos do espectador, por um breve instante (que acaba com um imponente cross-fade), como se perguntasse á natureza selvagem humana dentro de cada um de nós: Vocês reagiriam diferente? Vocês não fariam o que eu estou prestes a fazer? O momento é tão poderoso que é necessário ver. E essa incursão no lado mais cru de nós mesmos nunca foi tão dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a cena da caça aos pássaros denunciava, claramente o impasse não poderia acabar de outra forma. E a vergonha daquele olhar de Sam para o espectador é tão grande que a própria Natureza se manifesta. Se Ela gosta tanto de se sentir equilibrada com o ser humano, quando o fio se rompe nada mais claro que um ato inexplicável acontecer. Um estopim. O tempo de equilíbrio acabou. E o resultado do fim do impasse é tão cruel e visceral que a força maior, a Natureza, faz o que pode para não compactuar com isso. O cavalo simplesmente sai. A repulsa é maior que tudo e não há como um animal tão distinto e belo se submeter a um ser retrógrado e infantil como o tal Ser Humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a Natureza está muito acima de nós para tomar uma decisão definitiva, que seja então o Homem. Cinzas no Paraíso até dá a impressão de se estender demais, mas demonstrando imenso respeito a seus personagens, fecha o seu arco de maneira satisfatória para conferir dignidade a quem merece. Áquela altura, naquele longíquo 1916, Terrence Malick aprendeu que o ser humano tem suas imensas virtudes, como a amizade do trilho do trem. A carismática Linda é a prova disso e Abby se demonstra vítima das circunstâncias e de seu próprio espírito. Ainda temos muito a aprender com a Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O equilíbrio entre as forças é o necessário. E nada foi alcançado ainda. Falta a humildade, a busca pelo conhecimento, a racionalidade. Esse debate só veríamos novamente em Além da Linha Vermelha, quando o ser humano melhora a postura. Porém aqui, quando vemos o fim do duelo e acompanhamos a triste trilha de Ennio Morricone, não há como pensar de outra forma. E Malick prega seu pensamento metafísico de forma genial. Precisamos evoluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, até o Paraíso é uma Terra de Ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***** 5 Estrelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-1051461745634838412?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/1051461745634838412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/08/cinzas-no-paraiso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/1051461745634838412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/1051461745634838412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/08/cinzas-no-paraiso.html' title='Cinzas no Paraíso'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-d9h4PUrRMBw/TjnQQH0GyxI/AAAAAAAAAjc/EN20TFetUCU/s72-c/Daysofheavenposter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-1959194273769240365</id><published>2011-08-02T12:32:00.001-07:00</published><updated>2011-08-03T08:58:27.265-07:00</updated><title type='text'>O Anjo Exterminador</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-OmLc60oKmjc/TjhRiUriRqI/AAAAAAAAAjM/WnmsJohcILE/s1600/angel.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 237px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-OmLc60oKmjc/TjhRiUriRqI/AAAAAAAAAjM/WnmsJohcILE/s320/angel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636344583762888354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A interminável festa de Luis Buñuel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cineasta surrealista, Luis  Buñuel é adepto de obras mais complexas e que expliquem muito pouco de  sua estrutura narrativa comum, preferindo rechear suas entrelinhas de  mensagens interpretativas. E até mesmo essas mensagens não fazem um  sentido completo. Como o próprio cineasta disse, "A melhor explicação  para esse filme é que, do ponto de vista puramente racional, não tem  explicação alguma". Por isso, seria inútil discutir todos os mínimos  detalhes de O Anjo Exterminador. Desde Um Cão Andaluz, primeiro filme do  diretor (no qual teve como parceiro ninguém menos que Salvador Dalí), o  delírio surrealista, desconexo até, tomou conta do centro de suas produções. E  os subtextos com que trabalha, quase sempre envolvendo as classes mais  altas e as instituições religiosas, são refinados de uma forma  espetacular na obra-prima que é O Anjo Exterminador. E Buñuel conduz a  projeção com uma acidez tão peculiar que não é difícil se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;divertir &lt;/span&gt;com a desmitificação dos etiquetados senhores e senhoras presentes naquela sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carros  elegantes e caros chegam numa mansão igualmente imponente. Não é  complexo imaginar os torsos grã-finos saindo, com todo o cuidado e  refino, dos carros. Os empregados organizam a festa com movimentos  robóticos (não tão exagerados quanto os de Metrópolis), diferenciando-se  desde já dos leves movimentos da classe rica que está preenchendo a  mansão. Obviamente, a anfitriã entra na cozinha para pressionar seus  empregados, como boa burguesa escrava das etiquetas. Porém, os  empregados começam a sair, com motivos que não ficam claros ao certo.  Mesmo com o protesto da glamourosa senhora, os empregados vão embora.  Mas tudo bem, o que importa é que nada pode dar errado nessa noite. E se  for pra dar errado, que dê com algum dos empregados que ficaram. Não  tem problema se o reles mordomo cair com a comida no chão. Podemos até  rir dele, se quisermos. O que não pode acontecer, de maneira alguma, é  algo errado com os convidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que o diretor, não por acaso  também roteirista do filme, parece ouvir os pensamentos dos anfitriões. E  aí, algo tranca, com uma parede invisível e intransponível, a sala.  Quem fez isso? Não importa. Por que os convidados simplesmente não vão  embora se nada os impede? Essa é a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construindo a  atmosfera de forma impecável, Buñuel não tem pressa ao introduzir a  estranha situação que conduz a trama do filme. Os excelentes diálogos,  bem íntimos (não estranhe caso não entenda algum deles; é conversa  pessoal), vão levando a película até o evento principal se revelar. O  jogo que Buñuel faz com a percepção do espectador também é notável.  Certo ponto no começo do filme, um dos anfitriões fala para o mordomo  arrumar os quartos para que possa acomodar todos os presentes dormindo  no recinto. Porém, com o passar do tempo, vemos que os convidados  começam a se acomodar na própria sala, tirando seus blazers sem a menor  cerimônia, o que gera um protesto de uma senhora: "Eles não tem modos  não?". Sutilmente, Buñuel estabelece a condição de presos dos  convidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é interessante perceber que os personagens vão  apenas ficando na sala, sem se tocar de que nada os impede de sair. Mas é  só chegarem perto do fim da sala que eles não conseguem dar o passo  para fora. O gatilho é justamente a conversa de três dos distintos  homens de fraque, que observam três senhoras que, antes com o objetivo  de ir até o banheiro, acabam parando no meio do caminho. Com isso, se dá  início a jornada de desespero dos refinados convidados. E os conflitos  se intensificam pois Buñuel recheia sua narrativa com conflitos  pessoais, como um relacionamento de dois personagens. O belo  desenvolvimento de personagens se dá a partir da tensão que se instala  com meia hora de filme. As características reais dos burgueses vão  aparecendo pouco a pouco. Em certo ponto, o doutor é abordado por tentar  resolver um caso; o bom humor do roteiro aparece fácil, ao mostrar um  personagem chamando o doutor de Sherlock Holmes. Mas não só como sintese  do humor um tanto sádico de Buñuel, essa cena serve bem para dar os  primeiros sinais do desentendimento constante entre os hóspedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse choque entre as diferenças de personalidade dos presentes é  fundamental para a acidez da crítica escancarada que o espanhol faz.  Aquelas belíssimas regras de etiqueta, o bom comportamento, galante e  superficial, se torna visceral a ponto de gerar sérios confrontos  verbais. E essas cenas apresentam o melhor de O Anjo Exterminador.  Buñuel não esconde o apreço pela desgraça dos distintos senhores e  analisar a desconstrução da instituição de aparências da Alta Roda é a  alma do humor satírico do filme. O desespero por água, a hilária  tentativa de manter as aparências em meio ao caos ("Primeiro as damas!"  ou o alisamento de cabelo da senhora), a dupla dos irmãos entediados e  ácidos; tudo faz parte dessa graça que Buñuel provoca no espectador, que  é a contraparte perfeita para o flerte surrealista que o filme realiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse flerte, em algumas sequências, o diretor impõe o seu estilo com  tendências ao onírico, ao fora do comum, que ditaram sua carreira desde o  revolucionário Um Cão Andaluz. As cenas de delírio dos personagens é  totalmente descontrolada e tem um visual chamativo como poucos. Por  isso, é até ótimo que Buñuel não apele para explicações descritivas e  plausíveis: a beleza está no desconhecido. A bizarra presença de uma mão  ambulante sem corpo é fantástica e estabelece bem o verdadeiro  exercício de estilo de Buñuel. A trama experimental, a chuva de  referências, transição constante de gêneros, críticas a vários segmentos  da sociedade: Tudo tende a essa pura e simples demonstração de  repertório de um Mestre. Mesmo que muitas vezes gratuito (como nas  críticas ao Catolicismo), esse estilo só define bem o que O Anjo  Exterminador representa na filmografia de Buñuel: A síntese de seus  pensamentos. A Obra-Prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção firme, imponente, esbanja elegância e tem takes de puro  brilhantismo, como os de aproximação rápida nos personagens e os quadros  belos em que o diretor abre o campo de visão ao chegar a câmera para  trás. Isso mostra o pleno domínio do diretor em sua arte. O interessante  é notar que, provavelmente, Scorsese se influenciou ferrenhamente em  Buñuel para construir seus travellings acelerados, dado que o espanhol  demonstra autoridade e arrojo imensos nesses planos. Inspirar mestres  não é para muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noção de Buñuel sobre a mise-en-scène é espantosa. Em filmes como  esse, de pouco espaço, muita filosofia e debate constante, a valorização  dos atores e a imposição de um bom ritmo são essenciais. Anjo  Exterminador, então, seria um predecessor de filmes como Ensaio sobre a  Cegueira, que utilizam das más condições do ser humano para estudá-lo da  maneira mais crua. Não por acaso, ambos os filmes dividem o ensemble  cast, em que o todo é mais importante que o individual. E como um  diretor conseguiria arrancar atuações homogeneamente soberbas de um  elenco que, dentro do contexto, não importa individualmente? Não dando privilégios a nenhum dos atores, não escolhendo protagonistas. Não se espante ao não se apegar a nenhum personagem. Essa é a intenção. E compondo as  cenas com segurança, o diretor organiza os atores com destreza ao  passear a câmera de seu filme, brilhantemente fotografado por Gabriel  Figueroa, pelo salão. Ao registrar o trivial e rir da desmitificação  alheia, Buñuel dita esse bom ritmo de maneira impecável a ponto de 86  minutos parecerem 30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após se divertir bastante, tanto na técnica quanto no roteiro, Buñuel  ainda finaliza a sua narrativa dentro da mansão de maneira  anti-climática, guardando a carta na manga em seu desfecho, esplêndido  como poucos. Ao utilizar um dos referenciais burgueses (que,  "curiosamente", é ligado á religião católica), o diretor esquematiza o  palco para seu apoteótico final. Dando ainda em seu último take o seu  sermão à Igreja, Buñuel o faz de maneira divertidíssima, ainda que  propositalmente forçada. Esse brilhantismo sádico é o que torturou os  "heróis" desde o princípio e não os poupa em momento algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a maior diversão dessa obra-prima, é analisar a fusão dos dois  critérios a serem criticados e a maneira que o diretor faz para rirmos  deles. Quando o pobre cordeiro de Deus entra no salão, o destino não  poderia ser outro. Aqueles cidadãos são jogados aos leões sem a menor  compaixão, mas não há como não se esbaldar de rir com a fina camada da  sociedade que, julgando-se civilizada, acaba se ofendendo gratuitamente  apenas para se sentir melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda querendo saber por que aqueles homens e mulheres estão ali presos?  Não é necessário buscar essa resposta já que, como o manso e adorável  Urso da mansão, esse é um mistério que encanta justamente por sua falta  de resposta coerente. Mas se insiste em saber, tudo bem. O homem que os  prendeu se chama Luis Buñuel. Mas não o culpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa é dos hóspedes. Ser católico e burguês dá nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***** 5 Estrelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-1959194273769240365?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/1959194273769240365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/08/o-anjo-exterminador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/1959194273769240365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/1959194273769240365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/08/o-anjo-exterminador.html' title='O Anjo Exterminador'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OmLc60oKmjc/TjhRiUriRqI/AAAAAAAAAjM/WnmsJohcILE/s72-c/angel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-5717370481347771233</id><published>2011-08-02T11:59:00.000-07:00</published><updated>2011-08-02T19:40:01.534-07:00</updated><title type='text'>Badlands</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fNOVAS5-3LM/Tjho7faDSrI/AAAAAAAAAjU/JCiAuLblaxw/s1600/Badlands_movie_poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636370304906513074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-fNOVAS5-3LM/Tjho7faDSrI/AAAAAAAAAjU/JCiAuLblaxw/s320/Badlands_movie_poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A psicose humana e Natureza gentil de Terrence Malick .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos cineastas mais cultuados e aclamados de todos os tempos, Terrence Malick , teve seu debute como diretor em 1973 , com o filme Badlands . Ainda jovem , e saindo do segundo ano no American Film Institute , ele começou a criar o roteiro de seu vindouro primeiro longa , uma história simples em estrutura , mas extremamente complexa em relação a seus personagens , seus sentimentos e seus significados . Neste seu primeiro projeto , Malick já mostrava sua tendência para um cineasta dado a passar mensagens , e a criticar os homens por seus comportamentos por muitas vezes insensatos . Não é a tóa que o próprio Malick definiu o que queria fazer em Badlands, como uma espécie de '' conto de fadas '' , preenchido com violência , falhas de caráter e insanidade , utilizados como artifícios de ensinamento , como tantos contos de fadas da Era Medieval - onde eles surgiram - faziam .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, Badlands não se passava na Era Medieval , e sim na década de 50 , no meio-oeste dos Estados Unidos . Uma história de contos de fadas não envelhece , é atemporal - outro objetivo explicitado pelo diretor , de fazer o filme ser ''suspenso'' no tempo - e nesse sentido Badlands parece perfeito . Longe de ser um filme de época anacrônico , é um produto que nasceu no meio da Nova Hollywood , um momento revolucionário para o cinema norte-americano , e que por se desenhar como mais um belo estudo da mentalidade humana, se revela um verdadeiro marco . Marco esse, que , como muitos outros longas alternativos de sua época, teve orçamento diminuto - apenas 500 mil dólares foram disponibilizados para a produção, valor que foi estourado antes do fim das filmagens , levando Malick a pedir auxílio de amigos(!) para encerrar a produção - mas qualidades vitais para qualquer longa, muito vistosas .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explorando tanto visualmente - pelas paisagens paradisíacas - como narrativamente - repare no simpático e fluido sotaque interiorano - o ambiente onde a trama se passa , o filme conta uma história de amor entre dois jovens : A bela adolescente Holly Sargis ( Sissy Spacek) e o rebelde á la James Dean , Kit Carruthers ( Martin Sheen) . Como o relacionamento dos dois não é admitido pelo pai da moça ( Warren Oates) , os dois passam a viver um romance proibido , onde decidem fugir pelo oeste do país, em meio a canyons e desertos , cometendo desde de seu ponto de partida , crimes e outras atrocidades, revelando dois fortes sentimentos : a paixão um pelo outro, e a psicopatia inerente aos dois .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narrado pela personagem de Spacek , o roteiro de Malick tem uma agilidade correta para um filme sobre jovens , e consegue otimizar cada linha do script , ao utilizar sua estrutura a seu favor . Por ser um longa narrado , é possível transbordar a tela de imagens variadas , que geram oportunas elipses temporais - afinal, o jovem casal fica fugindo por um bom tempo - sem perder sentido , gráças á pontual fala da personagem Holly para os espectadores . Esse aspecto de narrações, ocasionam de modo geral , em contra-partida , uma sensação contínua de explicação de roteiro - algo que não ocorre aqui, e nem nos filmes de Malick que vieram depois - já que cada frase possui sutileza e sensibilidade ,sem parecer didático , mas sim um informe a mais para o detalhar mais milimétrico dos personagens .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personagens esses , que são o coração do longa . É através deles que o roteiro se permite realizar o estudo de mentalidade humana, e sua comparação Homem X Natureza . É irônico perceber, aliás , o contraste que permeia todo o filme, e que ilustra essa mensagem de dualidade tão bem . A natureza , representada de maneira belíssima pelos ''Badlands'' - regiões montanhosas recheadas de canyons , e moduladas agressivamente pela erosão - é considerada, no âmbito geral, selvagem : local onde animais perigosos vivem , sem a proteção de um teto , um lugar sem lei . Como um sarcasmo, esse local, na produção, é um ambiente calmo, bonito e que exala perfeita harmonia. Já os homens, ditos ''civilizados'' são aqueles que aderem á mais pura selvageria. Kit é a demonstração mais perfeita disso : é tão animalesco , psicopata , que mata uma fileira de pessoas por onde passa, e de maneira tão incompreensível e sem sentido, que gera risos nervosos na platéia .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele não carrega o fardo e emblema de psicopata sozinho . Holly o acompanha realizar barbaridades de diferentes tamanhos, e demosntra uma perfeita complacência, aceitação, comodidade . Talvez seja a mais doente dos dois - afinal, pior do que o louco, é aquele que dá razão a ele . Perdidos nesse espírito pueril, jovem e tresloucado , são um reflexo da juventude de quase todas a gerações : pessoas que metem o pé na estrada , cometem loucuras, se amam, e acham que aquela situação momentânea , claramente passageira, pode - num devaneio - ser eterna . Ora, só são eternas em contos de fadas - e justamente por isso, Badlands é um conto de fadas clássico, com direito a mortes, execuções e palavrões , destinado, na nossa era, não a educar criancinhas para não adentrar florestas , mas divulgar ao mundo uma crítica e um estudo sobre a mentalidade distorcida do homem , e sua disparidade negativa frente ao equilíbrio perfeito da natureza .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se a psicopatia era vital para esboçar a desnaturada essência humana , Martin Sheen e Sissy Spacek encorporam a doença mental do casal de forma complementar e engrenada , encarnado cada um, diferentes características da patologia : Kit é a emoção jovial, a violência irracional , a adrenalina e a raiva animal ; Holly é a frieza , a ausência de sentimentos, o fator que não se espanta, que admite como natural o absurdo . A exposição dessas emoções é tão chocantemente realista e crível, que chegamos a conclusão de que não haveria atores melhores para os papéis . Perfeitos . Outro que transmite perfeição, é Terrence Malick como diretor . Combinada com uma fotografia precisa , perfeita , e que capta takes abertos de paisagens deslumbrantes , a direção de Malick transpira vasta experiência - que Malick certamente não possuía em seu trabalho de estréia - uma exatidão nas horas de comandar closes , coordenar cenas que vão da pura absorção da atuação ,até perseguições mais elaboradas . Além disso, sabe o momento de apreciar um acontecimento na duração certa, e de contemplar nas horas certas . Gênio é gênio, e ele não precisa muito mais do que 95 minutos pra mostrar que sabe muito da arte que comanda .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Badlands leva sua mensagem e sua perfeição até no título . Badlands é o nome dado a formações rochosas erodidas , que formam montanhas, vales e canyons . Se recebeu seu nome por se tratarem de terras desgarradas , duras de se atravessar por serem selvagens e irregulares , no filme, já poderia ser ''badlands'' simplesmente pelo fato da dupla assassina passar por ali . Se no Brasil vemos ''Terra de Ninguém'' no título, essa terra pode muito bem ser nosso planeta , e o ''Ninguém'' , por ser habitada por humanos que se revelam tão anárquicos,vioentos e doentes, em diversos momentos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 Estrelas ***** - Excelente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-5717370481347771233?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/5717370481347771233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/08/badlands.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/5717370481347771233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/5717370481347771233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/08/badlands.html' title='Badlands'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fNOVAS5-3LM/Tjho7faDSrI/AAAAAAAAAjU/JCiAuLblaxw/s72-c/Badlands_movie_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-3851188745705076702</id><published>2011-07-30T11:12:00.000-07:00</published><updated>2011-07-30T16:02:37.094-07:00</updated><title type='text'>Quero Ser John Malkovich</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jaemLz8pykw/TjRr1UIGVFI/AAAAAAAAAjE/GIAVe-K0c1Q/s1600/Being_John_Malkovich_poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635247597427250258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-jaemLz8pykw/TjRr1UIGVFI/AAAAAAAAAjE/GIAVe-K0c1Q/s320/Being_John_Malkovich_poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Os titereiros e marionetes de Charlie Kaufman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor imaginativo e incrivelmente inventivo, Charlie Kaufman é um dos roteiristas mais inteligentes que existem em Hollywood . Suas tramas são sempre intrincadas , com desafios intelectuais e propostas de tramas sempre ousadas . Ao mesmo tempo, mesmo com essa mão boa para trabalhar com a racionalidade e com verdadeiros desafios mentais , Kaufman revela grande tendência emotiva em suas histórias . Para conseguir mesclar de maneira tão suave essas duas vertentes , de fato, é necessário um algo a mais , uma verdadeira genialidade . No seu trabalho de estréia , Quero Ser John Malkovich (1999) , podemos encontrar quase todas as suas qualidades que viriam a ser mais exploradas no decorrer de sua carreira posterior . E todas essas qualidades cristalinas, foram exibidas , pela primeira vez , numa narrativa verdadeiramente inovadora, intrigante e brilhante .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o roteirista , um estreante no cinema se encarregou de levar o projeto ás telas . Na época marido de Sofia Coppola , Spike Jonze recebeu o roteiro de seu então sogro , Fracis Ford Coppola - que havia recebido o roteiro de Kaufman , o qual procurava por produtores interessados - e decidiu rodar o longa . Desse modo nasceu o embrião de Quero Ser John Malkovich, através de uma união de estreantes talentosos , que possuíam características semelhantes no estilo - afinal , se Kaufman é excêntrico em suas narrativas , Jonze segue pela mesma peculiaridade - e que se complementavam com encaixe e combinação perfeitas .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Quero Ser John Malkovich , pode ser considerado, sem exageros , um verdadeiro clássico . Com muitas interpretações e detalhes sem paralelo existente em nenhuma outra obra de outro roteirista, é um filme que marca por ser singular em vários aspectos , e também por ser um espetáculo que estimula nossas mentes a ir a lugares nunca antes imaginados .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama imaginada por Kaufman desabrocha gradativamente como uma flor . Acompanhamos a princípio Craig Schwartz ( John Cusack) um titereiro ( o homem que manipulas as marionetes) profissional que está desempregado por não haver procura por seu trabalho no mercado . Até que um dia , Schwartz encontra um emprego como arquivador de papéis em um estranho prédio , e vai trabalhar no andar 7 1/2 , um andar com teto menor, para empresas que precisam ''cortar custos'' . Ali , Schwartz começa a se interessar por Maxine ( Catherine Keener) - apesar dele ser casado com Lotte ( Cameron Diaz) - e faz uma descoberta impressionante : em uma parede do andar, há um tipo de portal, que permite àquele que o passa , 15 minutos na mente e no corpo de John Malkovich ( este último interpretando uma versão ficcionalizada de si mesmo) . Tal fato incrível será a engrenagem central e fundamental para as reações sensacionais entre os personagens ao longo do filme .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os roteiros escritos por Charlie Kaufman possuem um diferencial por estabelecerem um universo semelhante ao que vivemos, mas com detalhes absurdos que fazem tudo - absolutamente tudo - mudar de figura . Em Quero Ser John Malkovich, obviamente não é diferente . O que o escritor faz aqui é um estudo muito interessante sobre o ser humano - estudo esse que seria prolongado em seus projetos posteriores , como Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, por exemplo , com caráter mais romântico . Esse debruçar sobre o homem vem de maneira quase científica : introduzir , no meio de uma sociedade dita ''normal'' um detalhe irreal e catastrófico , e absorver a reação de todos . No caso deste filme , o detalhe é simples, mas cruél : expor a mente de uma pessoa ao domínio público, e exercer , em diferentes escalas, um dos artifícios que os seres humanos menos gostam de ser submetidos - a manipulação .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o subtexto do titereiro com suas marionetes é tão importante e crucial para a obra . Vemos os personagens cobiçando a mente de John Malkovich , querendo ser ele pelo menos por 15 minutos que seja . Ora, o lema do titereiro é esse '' ver pelos olhos de outra pessoa, viver pelos olhos de outra pessoa'' . Talvez a vontade de viver a vida de outro ser - uma celebridade - seja uma alfinetada aos acomodados e insatisfeitos com a própria vida . Quantos não se amontoam em frente ao sofá para ver Reality Shows ou fofocas diárias ? Mas paralelamente a isso, repare no furacão que passa pelas vidas dos personagens principais após começarem a explorar o portal . Com detalhes imprevisíveis , as reações humanas são extremas e também inesperadas . Uma deseja a troca de sexo ; outra cobiça poder e mais poder sobre a descoberta ; alguns querem viver mais e mais ; e um outro tem o desejo mais primário : conquistar o amor de quem ele ama .&lt;br /&gt;E o grande dilema que rodeia nossas mentes e nosso coração ao desenrolar da trama - que vai num crecente rumo a obliteração como Clube da Luta , ou Magnólia - é o da dinâmica entre titereiro e marionate, afinal . Aquele que se apossa do corpo de outro , não terá a própria identidade, e viverá pelo corpo de outro ser . Aquele que tem o corpo apossado, simplesmente existirá , mas não VIVERÁ efetivamente . Uma relação dolorosa para ambas as partes , mas que nos revela algo a mais : até mesmo aqueles que dominam o corpo alheio , que seriam os denominados ''titereiros'' de humanos , são na verdade meras marionetes , controlados por seus desejos irracionais e irrefreáveis (aqueles que citei no fim do parágrafo anterior) . Alguns, tomam a racionalidade e abandonam seus desejos, se livrando dos fios que os comandam . Outros , entretanto ,dão poder completo a seus desejos , e permancem como meras marionetes, sem expressar vontade própria, pela eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso , é preciso grifar um momento ápice de genialidade presente no longa . John Malkovich, personagem do filme, é , afinal, a pessoa mais manipulada e mais ''violada mentalmente '' da trama . Todos adentram seu corpo , tomam atitudes por ele ,vivem sua vida . É a marionete em pessoa . Então, tomando parte do ser que ele é - um famoso ator , que vive muitas vidas e sofre tanto assédio - , o próprio filme formula a pergunta '' O que acontece a um homem que adentra o próprio portal ?'' Ora, a resposta transposta em tela é caótica . E não seria diferente : um ser que é manipulado constantemente, quando encontra o seu eu interior, toma um choque . O resultado nao seria outro além do caos . Brilhante sacada captada pelas lentes de Jonze com sucesso .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, sem sua equipe preciosa, Quero Ser John Malkovich não teria tanta força . Seu elenco é excelente, com destaque para a competente Catherine Keener, imersa completamente no papel , e uma ovação para o Malkovich ator . Interpretar a si mesmo já não deve ser fácil - repare nas variações delicadas da interpretação, quando Malkovich está entre populares, e entre pessoas do seu meio - e ainda mais interpretar um terceiro incorporado ao seu corpo . Gênio da atuação , é o que se sai melhor no filme que carrega seu nome .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na parte técnica , temos sucesso em todas as partes . A trilha do mestre Carter Burwell é precisa ao montar , através de notas singulares de piano, verdadeiras sinfonias , que despertam desespero e aflição nos momentos certos, sem perder em nenhum ponto a originalidade de sua composição . Também é válido dizer que em meio a um filme complexo, com muitos pontos de vista e conceitos inéditos e inexplorados que brotaram da mente fértil de Charlie Kaufman, é imprescindível a presença de um bom montador, papel que Eric Zumbrunnen exerce formidavelmente, sabendo cortar velozmente nos momentos certos, dando ao filme um ar enxuto que só auxilia no produto final . Por fim , é impossível não saudar Spike Jonze , diretor que tem um olhar tão peculiar e dado a estranhezas quanto a imaginação e roteiro de Kaufman . Uma dupla perfeita , onde Jonze consegue captar em tela com excelência todas as emoções propostas no papel por Kaufman .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma obra de arte exuberante e um marco no cinema em geral , Quero Ser John Malkovich é um filme que aborda temas com sutileza e adequação , e estimula a mente dos espectadores com conceitos inteligentíssimos , intrigantes e completamente originais . Para finalizar ,analisemos a bela cena de abertura que , além de esteticamente deslumbrante, possui muito significado para a obra : Uma dança com música alta e tensa , de uma marionete . Ela salta , corre , e então percebe algo que não esperava . Esperneia, desespera-se , quebra seus pertences e cai no chão , aos prantos . Tudo isso, pois ''vê'' que estava sendo manuseado por um titereiro . E não há tormenta maior, para qualquer ser, do que ser manipulado .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 Estrelas ***** - Excelente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-3851188745705076702?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/3851188745705076702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/quero-ser-john-malkovich.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/3851188745705076702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/3851188745705076702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/quero-ser-john-malkovich.html' title='Quero Ser John Malkovich'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jaemLz8pykw/TjRr1UIGVFI/AAAAAAAAAjE/GIAVe-K0c1Q/s72-c/Being_John_Malkovich_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-8256644471729969815</id><published>2011-07-27T21:11:00.000-07:00</published><updated>2011-07-28T02:08:32.818-07:00</updated><title type='text'>Old School Trailers</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Sendo outro filme do engajado ator/diretor, baseado na política, The Ides of March tem como trunfo nessa prévia a aposta em seu competente elenco. Ao dar espaço a Ryan Gosling, cada vez com mais presença cênica, o trailer ganha bastante ao deixar a tensão fluir e os tensos diálogos dos personagens se organizarem. Interessante notar que, além de um exímio cuidado com o visual, Clooney-diretor monta o trailer como um roteiro de filme, ao apontar pistas sobre o caráter dos personagens para depois debatê-los e estudá-los, como prova a cena breve do avião. A aura ameaçadora de Paul Giamatti, se contrapondo a natureza mais idealista do Clooney-ator, também contribui para aumentar a expectativa do drama político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***** 5 Estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Margin Call&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O excelente trailer do filme do estreante J.C. Chandor, que também cuida do roteiro, aposta num ritmo tenso e ágil para ilustrar bem a urgência do desespero que a Crise Econômica provocou no mundo. Interessante ver a visão de poucos homens de uma empresa para o início da quebra da Bolsa. Logo nessa prévia, já dá para vermos diálogos fabulosos como "Nenhuma dessas pessoas na rua tem ideia do que está acontencendo", disparados pelo afiado elenco estelar, que vai de Kevin Spacey a Zachary Quinto, o Spock do novo Star Trek, aqui também atuando como produtor. A tensão deve dar as cartas no agora esperado drama de suspense. A torcida fica para que o diretor saiba dosar o suspense, mesmo sendo estreante e aparentando registrar enquadramentos um tanto truncados, como a cena de Demi Moore e Simon Baker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**** 4 Estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Battleship&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova produção relacionada aos brinquedos da Hasbro , ( assim como foi Transformers) Battleship - adaptação do clássico jogo Batalha Naval - ganha seu primeiro trailer . O vídeo mostra uma trama onde alienígenas - que se assemelham irritantemente aos robôs gigantes de Michael Bay - invadem a terra pelo mar , e precisam ser contidos e derrotados pela Marinha dos Estados Unidos . Com uma premissa que tem muito do patético Battle L.A , a prévia ainda abre espaço para piadinhas manjadas , além de proporcionar momentos infames - como aquele onde as balas adentram a lataria de uma embarcação , como ocorre no jogo original . Com Liam Nesson de estrela , o filme conta com Taylor Kitsch , Brooklyn Decker , além da participação de Rihanna . Dirigido por Peter Berg ( de Hancock ) , o trailer pinta uma mistura molhada de blockbusters desagradáveis . É aguardar e torcer pra não ser um desastre .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Estrelas **&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Red State&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo filme do diretor Kevin Smith ( de O Balconista 1 e 2), Red State , ganha seu primeiro trailer completo . O longa conta a história de três jovens desajustados , que são capturados por uma família de fanáticos religiosos no interior dos Estados Unidos . Red States, nos EUA , são estados americanos dominados por eleitores republicanos - tradicionalmente intolerantes a ''fornicações'' e altamente religiosos . Ainda que baseada em acontecimentos verídicos , a trama que a prévia propõe é bastante exagerada , montando um clima um tanto tosco - repare no revólver dentro da Bíblia . Com elementos surrados e que beiram o kitsch , o trailer ainda se mostra esteticamente feio , e tecnicamente duvidoso - Smith abusa de takes imaturos e que não demosntram muita evolução em sua técnica . Se esse amadorismo, misturado com uma história tão estranha, pode gerar algum produto original e cool, só aguardando pra saber .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Estrelas **&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-8256644471729969815?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/8256644471729969815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/old-school-trailers_27.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/8256644471729969815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/8256644471729969815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/old-school-trailers_27.html' title='Old School Trailers'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-3179694467653070881</id><published>2011-07-25T16:19:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T17:46:09.390-07:00</updated><title type='text'>Source Code</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-h6zxz93zohc/Ti9ZHO0s0kI/AAAAAAAAAi8/TE9cPBwPVo4/s1600/Source_Code_Poster.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-h6zxz93zohc/Ti9ZHO0s0kI/AAAAAAAAAi8/TE9cPBwPVo4/s320/Source_Code_Poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633819639636873794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Duncan Jones se estabelece com impecável ficção-científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo é sempre o mais complexo. Para o filho de David Bowie,  foi mais difícil ainda. Ainda que tendo o apoio do pai e a Sony como  distribuidora, Duncan Jones tinha apenas 5 milhões para realizar uma  ficção-científica existencial. Mesmo com todos os problemas de  distribuição mundial, relegando o filme ao home video aqui no Brasil,  Moon viu a luz do dia e se consagrou como um dos sci-fi mais instigantes  e criativos do século XXI. Já com um BAFTA de Melhor Estreante na  lareira, Jones obviamente ganhou mais visão para os produtores. A Summit  Entertainment, com os cofres cheios recentemente após realizar a "Saga"  Crepúsculo, agora começou a apostar em novos projetos, menores, mas com  um bom potencial comercial. Precisando de novos diretores, baratos,  para tocar seus projetos, a Summit viu em Jones um diretor para rodar o  roteiro de Ben Ripley. Era a escolha óbvia do inglês, portanto, ser um  mero diretor de aluguel para o projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, contrariando a lógica e demonstrando personalidade, Duncan Jones  deu seu toque de autor para o roteiro e transformou o filme dos produtores da Summit em  "Um Filme de Duncan Jones".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os créditos iniciais são registrados da visão de cima. Chicago, labiríntica e desafiadora, retrata bem o espírito da produção. Sendo preciso ao registrar a cidade dessa maneira, Jones já introduz Source Code de forma elegante. O take que se aproxima com agilidade no trem, marcado pela movimentação do pato na água, é o que dá partida para a jornada de Colter Stevens (e é o que nos liga com as transições Código-Fonte/Trem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornada essa, bem complicada. Assim que acorda abruptamente no trem, o capitão vivido com imenso carisma por Jake Gyllenhaal se vê completamente perdido. A mulher à sua frente parece o conhecer e conversa normalmente com ele. Parecendo assustado com cada movimento estranho, Colter já investiga tudo só no olhar, mesmo confuso e sem saber como foi parar ali. Gyllenhaal capta com perfeição esses trejeitos de investigador, demonstrando para o espectador a capacidade inegável de Colter mesmo antes da trama começar. A coisa piora quando Christina, a mulher da frente, começa a chamá-lo de Sean. E depois de se ver no espelho, comprovando não estar no seu próprio corpo, uma explosão chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mistério dá as cartas desde o princípio. Sendo direto, o filme tenderia a sair perdendo por não apostar em um desenvolvimento de personagens. Porém, quando se entende a proposta de Ripley com seu roteiro, é inegável a admiração pelo trabalho. Quando Colter pergunta o que está havendo, ele ganha as explicações, nem sempre fáceis. Assim como o espectador. Ao optar por revelar cada peça do quebra-cabeças tanto para o protagonista quanto para quem assiste, Source Code se revela mentalmente estimulante. Utiliza celulares, conversas com os especialistas e até meras observações para investigar. Cientificamente simples, sem utilizar muitos termos técnicos (Dr. Rutledge explica de maneira bem concisa o conceito do Código-Fonte para Colter), o filme procura utilizar a ficção-científica como um meio para contar sua história, não o tema principal. O foco do filme é na tensão da investigação e, mais que isso, é no desdobramento das relações de Colter, tanto com Christina quanto com si mesmo. E é satisfatório falar que o filme é absolutamente brilhante nas duas tarefas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apostando nas duas vertentes, a de ação e a da emoção, Source Code assim se assemelha a Inception, recente obra-prima de Christopher Nolan. Se as relações de Cobb com seu passado eram angustiantes, as de Colter são potencializadas ao desenrolar da trama. Utilizando o mesmo esquema de solução dos mistérios, o roteiro entrega para o público o mesmo que entrega para Colter. E a cada nova descoberta intrigante sobre a bomba no trem, temos uma descoberta espetacular sobre o capitão. A distância entra as duas obras fica no grau das emoções. Se Inception utiliza as regras da ficção para realizar a sua complexa ação, Source Code tem regras menos complicadas e descomplica-as, se focando na tensão do perigo iminente e na emocionante relação com os passageiros do trem, principalmente Colter e Christina. E nisso, entra mais um acerto de Source Code.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento de personagens é fundamental. Ao criar situações críveis e emoções genuínas nos rostos de Gyllenhaal e Michelle Monaghan, o filme toma o espectador de assalto, tanto intelectualmente quanto emocionalmente. Os laços afetivos que criamos com os personagens já começam no princípio do filme, mas ao achar o lado humano no meio do thriller, o trabalho de Duncan Jones só engrandece. As atuações genuinamente boas, fruto do excelente diretor de atores que Jones é (lembrem-se do soberbo Sam Rockwell em Moon), só aumenta essa identificação do espectador com os personagens. Enquanto o competente Gyllenhaal demonstra carisma, Monaghan aposta nas composições físicas para atuar. O roteiro faz metade do desenvolvimento e o olhar sereno de Monaghan fazem o resto. O fato da atriz estar divinamente bela e apaixonante no filme entra na equação, já que torna mais verossímel o interesse de Colter em Christina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas emoções que o filme aposta só aumentam gradativamente. Nisso, o genérico título Contra o Tempo se dilui mais fácil ainda. Sugerindo uma trama apenas de perseguição, o título brasileiro só aponta um segmento do roteiro do filme. A tradução Código-Fonte seria muito mais eficaz já que, além de dar uma aura cult ao projeto, exploraria o mecanismo tanto científico quanto emotivo da produção. O tal Source Code é a porta tanto para a realidade do trem quanto para a confusa mente de Colter. Já Contra o Tempo aproxima Source Code de filmes como Ponto de Vista. E diferente do repetitivo filme de 2008, Source Code nunca soa forçado ou cansativo, sendo tenso e brilhante a cada segundo. Mesmo voltando constantemente para a mesma situação, Colter leva com bom humor as passagens repetidas (antecipando alguns movimentos) e procura, racionalmente, resolver cada peça a cada vez que volta, o que é ótimo para a fluidez do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clímax, vale notar, é preciso ao finalizar com perfeição um dos segmentos do filme e ainda oferecer um angustiante "epílogo", com um sentimento que deriva justamente da ligação profunda que Jones e Ripley criaram com seus personagens. É complicado explicar sem spoilers, mas vale apenas dizer que em certo ponto, quando Colter olha para uma sorridente Christina, a emoção é contagiante. E a ótima fotografia de Don Burgess, em conjunto com a correta trilha de Chris Bacon, auxiliam a contar momentos de puro brilhantismo, como uma passagem em que a câmera passeia pelo vagão num instante singelo e extremamente simbólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não satisfeito em acertar nos dois lados da alma do ser humano, Source Code ainda cria conceitos extremamente interessantes para uma ficção-científica. Ripley se diverte ao apresentar explicações sobre subsolos de realidade e vias espaciais alternativas. Despretensioso e feel-good, Source Code é perfeito nas suas escolhas e se apresenta como um dos melhores filmes do ano até aqui. Ao continuar respeitando as escolhas dos clássicos de ficção, Duncan Jones acerta em cheio em seu segundo trabalho absurdamente memorável. Caminhando a largos passos para se tornar um dos grandes do Cinema recente, Jones ainda se demonstra versátil ao criar projetos racionais em conceito mas focados no drama humano. Em Moon, Sam Bell tinha crise de identidade por ser um clone. Em Source Code, Colter Stevens tem uma crise justamente por não se reconhecer ao olhar no espelho, literalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de tantos sentimentos envolvidos nos ágeis 92 minutos, é revigorante saber que esse era exatamente o lugar que Colter devia estar. Momentos como o vagão sorridente, são eternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós e para Colter. Assim como toda informação que é mostrada nesse excepcional Source Code.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***** 5 Estrelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-3179694467653070881?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/3179694467653070881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/contra-o-tempo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/3179694467653070881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/3179694467653070881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/contra-o-tempo.html' title='Source Code'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-h6zxz93zohc/Ti9ZHO0s0kI/AAAAAAAAAi8/TE9cPBwPVo4/s72-c/Source_Code_Poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-3313901112499973503</id><published>2011-07-21T23:59:00.001-07:00</published><updated>2011-07-24T17:10:58.114-07:00</updated><title type='text'>Old School Trailers</title><content type='html'>In Time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trailer estendido do novo filme de Andrew Niccol introduz muito bem a trama e, embalado por uma boa trilha, deixa mais ansioso ainda o espectador ávido por uma ficção-científica de qualidade. Com um interessante conceito de tempo como dinheiro, In Time ainda conta com a presença de cena imponente do cada vez melhor Justin Timberlake e da talentosa Amanda Seyfried. Prometendo desde já abordar questões como a imortalidade, o trailer do filme só mostra o que é um tema recorrente na filmografia de Niccol: Usar a ficção para debater temas filosóficos relevantes e atuais. Ainda utilizando engraçados trocadilhos com tempo (Don't waste my time) e o novo contexto monetário (Follow the Time é o novo Follow the Money), In Time têm uma ótima prévia que conta com um instigante ritmo. Promessa boa para o fim de ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***** 5 Estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drive&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estiloso trailer do novo filme de Nicolas Winding Refn, do soberbo Valhalla Rising, é hábil ao apresentar bem o caráter do trabalho do protagonista, vivido por Ryan Gosling, sem se estender. Já dando uma prévia das perseguições filmadas pelo diretor premiado em Cannes, o trailer ainda aposta na trilha mais incidental eletrônica que Refn utilizou no ousado Bronson, em 2009. Mostrando a natureza suja e criminosa de seu filme, Refn impõe frases de efeito fantásticas (a das mãos sujas é genial) e atira seu arsenal de estilo nas sequências de violência com música calma ao fundo, o que rende momentos tão lindos quanto o beijo de Gosling em Carey Mulligan, quanto brutais, a sequência no elevador e a martelada na cara. É de se esperar um novo filme brilhante de Refn, se firmando cada vez mais como um dos grandes diretores dessa geração. Parece que nem ao mesmo em Hollywood ele se deixou comprar pelos produtores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***** 5 Estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haywire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um dos últimos projetos já finalizados do diretor Steven Soderbergh , Haywire - que tem lançamento previsto para 20 de janeiro de 2012 - ganha seu primeiro trailer . Como de costume na sua carreira , Soderbergh varia entre grandes projetos e produções experimentais - e esse último tipo é o caso de Haywire . Como grande diferencial do longa, temos a presença de uma protagonista não-atriz (como Soderbergh também fez em The Girlfriend Experience) . Gina Carano, ex-lutadora de MMA , é a heroína do filme de espionagem , que não parece inventar muito em roteiro , mas tem estilo de filmagem e pancadaria de sobra em sua prévia . Na trama , Mallory Kane ( Carano) é uma ex-oficial de operações especias que trabalha para um grupo privado de ações militares . Quando traída por um dos seus companheiros de equipe , passa a buscar vingança . Recheado de estrelas coadjuvantes - Micahel Douglas , Antonio Banderas , Ewan McGregor - seria este um Salt mais brutal , que viria a dar certo ? É esperar pra ver .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Estrelas ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATUALIZADO DIA 24 DE JULHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Footloose&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O remake do filme de 1984, que revelou Kevin Bacon para o mundo, tem o primeiro trailer, já mostrando tudo que o filme pretende. Com a mesma trama do original, sobre o garoto apaixonado por música que chega para uma cidade onde a mesma é quase proibida, o filme havia sido escrito sob medida para Zac Efron estrelar, com a direção do coreógrafo Kenny Ortega. Os dois acabaram saindo do remake, que caiu nas mãos muito mais habilidosas de Craig Brewer (Black Snake Moan e Ritmo de um Sonho), mas o tom ligeiramente similar a High School Musical permaneceu, com o galã dançarino e a menina apaixonada. Uma atualização para um novo público jovem parece se ensaiar, portanto. O Fusca também está lá, para os fãs mais ferrenhos. Provavelmente fiel ao original, o remake tem nesse trailer uma boa síntese do que será, mostrando danças, beijos, conflitos dramáticos, explosões (?!?!) e etc. Uma boa pedida para os fãs dos musicais e do original. Para os não-fãs, resta ver a atualização que Brewer dará ao clássico oitentista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** 3 Estrelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-3313901112499973503?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/3313901112499973503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/old-school-trailers_21.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/3313901112499973503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/3313901112499973503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/old-school-trailers_21.html' title='Old School Trailers'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-8395218192923150770</id><published>2011-07-20T09:58:00.000-07:00</published><updated>2011-07-20T12:02:01.635-07:00</updated><title type='text'>Além da Linha Vermelha</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MDtaJUOvW-c/TiclK9nJxLI/AAAAAAAAAi0/e_ofIr5L7EI/s1600/The_Thin_Red_Line_Poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631510729317794994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-MDtaJUOvW-c/TiclK9nJxLI/AAAAAAAAAi0/e_ofIr5L7EI/s320/The_Thin_Red_Line_Poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A mensagem da Guerra de Terrence Malick&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente de outros diretores que surgiram em sua geração , Terrence Malick tem uma cinematografia completamente peculiar : não se entrega a qualquer projeto , não faz qualquer filme , tem personalidade forte - quase excêntrica - e se apega fortemente á mensagem . Mas não á mensagem cinematográfica particular de cada um de seus filmes - como muitos outros cineastas fazem - mas á mensagem que quer passar na sua carreira, na sua existência como artista . É o raro caso do diretor americano que tem um discurso tipicamente europeu, e talvez seja por isso, por essa combinação do melhor de dois mundos, que Malick seja tão admirado e ovacionado, mesmo tendo uma carreira tão diminuta em número de longas .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a principal mensagem que Terrence Malick se apega para transmitir, ao longo de sua carreira, talvez seja o tema clássico do Homem X Natureza . Desde seu primeiro filme, o excelente Badlands (1973) , a mensagem já existia nos seus trabalhos . E se em Badlands, a mensagem foi um tanto quanto irônica - o homem, presumidamente equilibrado, era selvagem ; a natureza, tida como selvagem, demonstrava puro equilíbrio - e inusitada - a psicose de Kit e Holly gerava risos nervosos - em seu longa de retorno ( após cerca de 20 anos longe das câmeras) Malick trouxe um tema simplesmente perfeito para retratar sua citada dualidade : A Guerra . Desse modo , em 1998 , Terrence Malick faz - tanto tempo depois de seu último trabalho até então , Cinzas no Paraíso - Além da Linha Vermelha , um filme contando a história da companhia C , na Segunda Guerra Mundial, no eixo do conflito no Pacífico .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha de tema é genial por poder implantar a dualidade no longa a todo o momento . Ao mesmo tempo que podemos ver a loucura dos seres humanos grifada em tela - e a guerra é um dos temas que faz isso melhor - temos sempre a natureza como plano de fundo literal . Afinal , o que está fomando o cenário dos eventos ? Onde os soldados estão ? A natureza está em todo o lugar , e as cenas da Segunda Guerra permitem destrinchar ao melhor estilo Malick, toda a gama de interpretações e subtextos que aquela combinação pode gerar .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dessa conclusão , Malick já inicia seu filme, logo no fotograma de abertura , com uma sacada genial . Um take único, simples e de breve duração : Um crocodilo adentra as águas de um lago escuro, desaparecendo lentamente enquanto submerge . Ou seja, através de elementos legítimos da fauna e da flora , podemos captar a insegurança e o temor humanos presentes na guerra . O crocodilo entrou no lago . A tensão instaurou-se . Uma bela mensagem inicial para abrir o espetáculo que virá a seguir . Após isso, somos apresentados , aos poucos - com takes de beleza singular - aos diversos personagens com os quais lidaremos ao longo da exibição . Todos integrantes da já citada Companhia C , que se dirige ás proximidades do Japão, para seguir com os conflitos norte-americanos no Pacífico . Não demora muito para que os personagens se agrupem nos barcos que os levarão até uma ilha , ilha essa onde se desenrolarão as batalhas .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desde já , somos acostumados a lidar com um recurso muito típico de Malick, que funciona incrivelmente bem em seus filmes, o que na mão de outros poderia virar didatismo incorreto : narrações em off . Aqui , elas permitem ouvir os pensamentos mais internos e melancólicos dos soldados , o que denota uma possibilidade de entender a Guerra em questão, por uma dimensão maior, mais aprofundada e imersiva - e por conseguinte, também mais dramática .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando começam as batalhas , o estudo da mensagem de Malick também começa : A cada vitória, há também o terror e o questionamente perante a violência . A sanguinolência, os horrores da guerra em cada um de seus milímetros são capturados pelas lentes sensibilíssimas do diretor . Cada soldado reage de um jeito , mas quase todos revelam a mesma incompreensão, o mesmo desespero frente a insanidade humana . Um retrato perfeito desta insanidade é construído , e ele só se destaca mais, frente á perfeição e equilíbrio da natureza . Em tela, essa dualidade ( homem X natureza ) é traduzida em takes imortais , como aquele em que borboletas azuis voam despretenciosamente sob uma mina que explode ; ou no caso em que um jovem soldado, a beira da morte , encontra o fim do seu desespero ao contemplar uma singela vegetação no contra-luz... São detalhes, mas que constroem uma belíssima crítica á humanidade, através de um desbunde , tanto em simbolismo, quanto em excelência técnica - os planos abertos de Malick e a fotografia sublime de John Toll , quando combinados á paisagem, geram arrepios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra só não é impecável por um fator : Ao utilizar a guerra como artifício para construir sua mensagem , Malick acaba se perdendo dentro do tema , e torna a própria guerra - por si só - um tema a ser abordado no filme . Aí brotam muitos personagens desnecessários , - verdadeiro excesso de estrelas, por consequência - sequências que tratam de hierarquia dentro do batalhão, e toda uma gama de assuntos que são pertinentes á didática geral da guerra , mas não ao foco principal - a crítica aos humanos e seu paralelo frente a natureza . Desse modo, talvez imbuído de uma vontade de criar um grande épico de guerra , Malick deixa uma duração gigante - 170 minutos - e dilui sua mensagem com excesso de arestas que poderiam - e deveriam - ser aparadas . Mistura o essencial - sua mensagem - com o meramente descartável e acidental - todas as dinâmicas de guerra dispensáveis . Diluindo conteúdo, Além da Linha Vermelha perde um pouco de sua força . Não foi aqui que Malick conseguiu a perfeição , porém, chegou muito perto .&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas mesmo estando um pouco diluída , a mensagem vital permanece lá . E se prestarmos atenção ao desfecho do longa - que é genial e incrivelmente emocionante - podemos aprender muito com ele . Se ele nos fisga no início com o discurso do soldado Witt , ( Jim Caviezel , o verdadeiro protagonista, se há algum ) - repare no conto de Witt sobre sua mãe, logo no começo do filme - o seu final só nos permite entender que ainda há homens que aprendem com a sabedoria da natureza, com o equilíbrio da vida . E se é possível possuir tais sentimentos provenientes da natureza dentro de nós , ora, então ainda há esperança . Para todos nós .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 Estrelas **** - Excelente&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-8395218192923150770?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/8395218192923150770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/alem-da-linha-vermelha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/8395218192923150770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/8395218192923150770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/alem-da-linha-vermelha.html' title='Além da Linha Vermelha'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-MDtaJUOvW-c/TiclK9nJxLI/AAAAAAAAAi0/e_ofIr5L7EI/s72-c/The_Thin_Red_Line_Poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-5076845402945558442</id><published>2011-07-19T16:12:00.000-07:00</published><updated>2011-07-19T16:39:18.666-07:00</updated><title type='text'>Miami Vice</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-A0argLJ-fjY/TiYPfYS8EnI/AAAAAAAAAio/YIG1M2GFt8M/s1600/Miami_Vice_Teaser_Poster.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 202px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-A0argLJ-fjY/TiYPfYS8EnI/AAAAAAAAAio/YIG1M2GFt8M/s320/Miami_Vice_Teaser_Poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631205415845630578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O sexo, as drogas e o Rock 'n' Roll de Michael Mann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor  arrojado de filmes policiais, Michael Mann raramente se entrega a outros  gêneros. Se O Último dos Moicanos e Ali são filmes históricos,  Profissão Ladrão, Inimigos Públicos e Colateral são policiais desde sua  essência. Tendo realizado apenas um filme realmente ruim, o inexplicável  The Keep, Mann é bem subestimado nas premiações em geral. Esquecido  pelo Oscar em 1995 por sua obra-prima Fogo contra Fogo (assim como  ocorreu com Cassino, no mesmo ano), Mann foi indicado apenas uma vez por  O Informante. É uma pena, porém, que essa subestimação sobre o diretor  ocorra também com Miami Vice, seu nono filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tubbs e Sonny estão  numa boate de noite. Sendo cuidadosos desde o princípio, estudando cada  pessoa do ambiente, eles estão ali para pegar um criminoso, não  necessariamente alguém importante. Com Linkin Park tocando ao fundo, os  policiais conseguem seguir seu modus operandi mesmo no meio daquele  caos. A partir dali, o caos se instala de vez e algo dá errado. No meio  da ação, o telefone de Sonny toca. É Alonzo Stevens, seu informante,  vivido por um ótimo John Hawkes. Muitas palavras desconexas, com um  desespero crescente em sua voz, Alonzo pede a ajuda de Sonny e o  encarrega de cuidar de Leonetta pois ele está fugindo da cidade. Não  tarda para que a dupla saia imediatamente da boate para cuidar do  possível caso que eles tem ali. E ao longo da projeção, a admiração por  essa cena inicial só cresce pois, além de apresentada de maneira  competente, ela é a porta para o espectador entrar no filme. Tubbs e  Sonny saem do caso do cafetão para investigar o caso de Alonzo por pura  conveniência do momento, por ser mais importante. E isso é algo que  ocorre durante toda a projeção, diversas vezes. A sensação de impotência  dá as cartas em Miami Vice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realismo com que Mann trata a  trama policial é o fator que mais chama atenção no filme. O espectador é  jogado no meio dos casos, no meio da ação, sendo localizado da mesma  forma que os protagonistas. Uma passagem que prova isso é a conversa com  o agente do FBI John Fujima, que os chama para a missão da mesma forma  que o público fica sabendo, sem uma passagem prévia do agente teorizando  com seus subordinados sobre o seu plano. Em algumas cenas, aliás, o  público é apresentado à situação sem saber nada dela, com os  protagonistas conversando normalmente sem explicar nada. Uma grande  antítese aos filmes policiais onde tudo é explicado: se naqueles  projetos sempre temos alguém novato pra ser nosso representante em tela,  aqui nós somos desafiados por Mann. Um respeito admirável á capacidade  intelectual do espectador. E mais interessante ainda é ver que, ao longo  da projeção, o espectador pode se ver aprendendo o trabalho dos  detetives para acompanhá-los, como prova a excelente cena que Tubbs  elabora datas falsas pra descobrir qual é a agência que possui um  informante interno, apenas um exemplo dos vários que demonstram o  perfeito raciocínio dos detetives.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes da conversa, a  crua cena da morte dos agentes do FBI após uma transação com os  Supremacistas Brancos, neo-nazistas dos quais Sonny e Tubbs foram  encarregados de prender, é o início do tratamento da violência que Mann  trabalha. Diferente do caricatual exagero de um Bad Boys II e da censura  PG-13 de um blockbuster comum, Miami Vice entrega um duro realismo em  cada bala disparada. A urgência dos tiroteios, registrados pela soberba  câmera do fotógrafo Dion Beebe, dão a sensação de que algo ruim vai  acontecer. Sendo um projeto policial mais técnico e pesado, o filme  submete os detetives aos testes mais impressionantes ao introduzir uma  trama cruel e impiedosa. Nada de meros disfarces e identidades falsas  (ou grampos telefônicos). A dupla pula de caso em caso e não sabe onde  vai dar. Antes eram os Supremacistas, depois Jose Yero. E agora? Quem  será o bandido? Em pensar que tudo começou com um cafetão numa boate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  imersão na infiltração é completa, complexa, intrincada. A brilhante  cena de introdução de Jose Yero, em que Tubbs e Sonny se apresentam como  transportadores de drogas, é impressionante de tão real. A confiança no  disfarce e no poder de suas palavras faz Tubbs inclusive &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;acusar&lt;/span&gt;  o traficante de agente do FBI, questionando se ele está disfarçado para  pegar o esquema dos ditos transportadores. A ameaça final (envolvendo  uma boa referência a Jackson Pollock, até) é arrasadora por mostrar o  quão habituados ao crime aqueles detetives estão. Essa competência  incrível de Tubbs e Sonny são levadas ás últimas consequências. Sabemos  que eles são capazes, mas o peso da investigação é tão grande que é  fácil pensar que a maioria iria sucumbir ao Vício de Miami do título. E  sobre competência, é dito profissionalmente. Emocionalmente, o grau é  mais elevado ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento de personagens é a chave  quando o roteiro toma os rumos mais dramáticos. Enquanto Tubbs é  definido como um homem decidido, responsável, centrado, Sonny é o elo  mais fraco da dupla. Mais emotivo e impulsivo, é Sonny que acabará se  envolvendo mais do que deveria. E Colin Farrell capta com perfeição  essas características de Sonny. Repare como Sonny parece ser um menino  irresponsável perto de figuras mais imponentes como Isabella e o próprio  Tubbs. Quando Isabella seca o cabelo de Sonny com a toalha, parece até a  mãe dele. As cenas no chuveiro, tanto de Tubbs quanto de Sonny, mostram  bem a diferença entre os dois. Enquanto a de Tubbs mostra seu amor e  carinho pela namorada (não por acaso, uma policial, o que retrata a  fidelidade de Tubbs pela polícia e pela amada), a cena de Sonny mostra a  dúvida, a falta de decisão, o conflito, tudo pelo olhar. Nada mais  natural, portanto, que Sonny seja o infiltrado que tem dúvidas sobre  qual o caminho certo. E essa perigosa decisão do roteiro, que poderia  soar clichê como Avatar ou Velozes e Furiosos, é trabalhada com  brilhantismo por Mann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho que os detetives trilham é tão  imprevisível que é natural como a gravidade que um deles acabe  sucumbindo. Com Sonny sendo desenvolvido como mais imaturo, é normal a  dúvida. Só por isso, o clichê já seria amenizado. Porém, Mann vai além  ao subverter o clichê ao alterar o desfecho da jornada. Enquanto numa  trama comum o infiltrado iria pro outro lado, em Miami Vice Sonny não se  deixa levar. Fora que, provando estar dirigindo um policial adulto como  poucos, Mann abraça a emoção visceral sem medo. Não é pelos milhões e  pela vida fácil de criminoso que Sonny se apaixona. É por Isabella. A  cena de sexo dos dois é mais libertadora que prazerosa. O choro tem  explicação. É o choro de saber que dificilmente ficarão juntos, desde  quando se viram pela primeira vez. E a dor de saber que o desfecho pode  não ser mesmo recompensador é o que torna o filme mais fascinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  angústia de estar solitário, sozinho no fogo, move os personagens. Não  podendo confiar em nenhuma agência (o FBI precisou consultar a  Miami-Dade para executar a ação federal), Tubbs e Sonny andam em carros  de barões de drogas, os encontram e saem sem a mínima cobertura. E a  eficiência do roteiro de Mann se nota até aí, nas sutilezas. Sabemos  tanto que as agências são corruptas como Arcángel (o barão das drogas) é  poderoso porque Tubbs viu que o sistema de cobertura de sinal do  criminoso é coisa de alta inteligência, como a CIA. O desenvolvimento  dos traficantes também é magistralmente realizado. Se Jose Yero é alguém  em conflito contra os métodos dos protagonistas, Arcángel é um homem  frio e enigmático. Por isso, quando chega o único momento de fúria, Mann  o registra de costas, representando o auto-controle incrível que o  traficante exerce em não deixar transparecer suas falhas e emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emoções,  aliás, que á algo tão presente nos vívidos Tubbs e Sonny, é o que falta  em Arcángel. A reveladora conversa do traficante com Isabella em seu  quarto mostra bem o contraste entre os protagonistas e o antagonista.  Esquematizando de maneira distante e incisiva um plano, Arcángel é  objetivo ao dizer que ao fim do serviço, os transportadores devem  morrer. O protesto da antes fria Isabella demonstra que ela se sentiu  mexida (e também se apaixonou) por Sonny. Ao convencê-lo do contrário,  Isabella pensa não ter deixado aparecer suas emoções, mas esse é um  trunfo apenas de Arcángel, que capta pelo olhar (com a câmera de Mann  fixa em seus olhos) a possível mentira. A dúvida que o traficante tem na  relação perigosa com Isabella se concretiza, junto com o público, já  que Mann é perfeito em não demonstrar com clareza se é amor ou ganância  que movem a determinada personagem vivida pela excelente Gong Li.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  trilha sonora de John Murphy contribui muito para o clima de melancolia  do filme. Investindo bastante no rock progressivo para pontuar a tensão  durante os diálogos e segmentos mais cadenciados, Murphy utiliza desde  Mogwai até Moby para aumentar a angústia. E se outro compositor  escolheria uma trilha mais agitada para a ação, Murphy é feliz ao  utilizar um piano mais agressivo e pausado, que só potencializa a  gravidade das situações. Soberbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pesar se reflete na  fotografia. Ao fotografar os personagens de Mann sempre no escuro,  sempre com um ambiente azulado, frio, Dion Beebe cria um ambiente triste  e que, ao mesmo tempo, é extremamente realista. Utilizando um grão  muito grosso, Beebe auxilia a direção frenética e quase-documental de  Mann a estabelecer um policial de verdade. Momentos de puro primor  técnico, como o tiroteio final, que possui um take em particular que é  notável: quando um bandido é morto, o sangue espirra na câmera. Esta se  levanta e aponta em direção á luz, mostrando com clareza o granulado da  câmera e a selvageria do confronto, ao mesmo tempo que contempla a luz  de forma divina. Impecável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se Miami Vice é um triunfo  narrativo e de desenvolvimento de personagens, quase um estudo,  tecnicamente é um desbunde visual. Com a direção mais espetacular da  carreira de Michael Mann, o filme se consolida como um belo exemplo de  projeto incompreendido em sua época de lançamento. Agressivo,  implacável, emocionante, Miami Vice ainda termina com uma tristeza  desoladora. No epílogo, a carga emocional do encontro de Sonny e  Isabella é de cortar o coração. A sensação de impotência diante da  situação é notável de tão realista. O abraço é a chave do choro. Desde  que Neil McCauley largou sua namorada para fugir de Vincent Hanna em  Fogo contra Fogo, Michael Mann nunca deu um fim fácil a seus  personagens. Ele sempre soube o poder de uma boa história. No clímax em  especial, perfeito no ponto de vista técnico e narrativo, a melancolia é  sentida pela maneira mais estranha que já se fez num filme policial de  ação. Nunca ninguém ficaria triste porque um bandido morreu. Não por  pena do bandido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porque o caso, que quase consumiu nossos heróis ao longo da projeção, foi perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***** 5 Estrelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-5076845402945558442?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/5076845402945558442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/miami-vice_19.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/5076845402945558442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/5076845402945558442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/miami-vice_19.html' title='Miami Vice'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-A0argLJ-fjY/TiYPfYS8EnI/AAAAAAAAAio/YIG1M2GFt8M/s72-c/Miami_Vice_Teaser_Poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-8134810586013298484</id><published>2011-07-19T10:34:00.000-07:00</published><updated>2011-07-19T11:28:42.108-07:00</updated><title type='text'>Old School Trailers</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fHZ62_xEWRo/TiXKUHiIh7I/AAAAAAAAAiY/sGl7GeW8kXA/s1600/teaser-poster-12jul2011.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631129356065081266" style="float: left; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 216px; height: 320px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-fHZ62_xEWRo/TiXKUHiIh7I/AAAAAAAAAiY/sGl7GeW8kXA/s320/teaser-poster-12jul2011.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; The Dark Knight Rises&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tanta expectativa sobre o aguardadíssimo teaser do novo filme do Cavaleiro das Trevas, enfim é divulgado oficialmente na internet o primeiro vídeo da produção . Com um minuto e meio, a prévia de The Dark Knight Rises é breve , mas suficientemente impactante . Iniciando-se com frases e cenas dos espetaculares filmes anteriores , o trailer mostra um Comissário Gordon hospitalizado e enfraquecido , pedindo a Bruce Wayne que o Batman retorne . Caso contrário, Gotham poderá sucumbir perante um inimigo poderoso - e então , de relance, aparece a figura de Bane ( interpretado por Tom Hardy). Como já mostrava o belo teaser poster , vemos a imagem do morcego sendo formada perante edifícios destruídos , que então cede lugar ao título . Será esse o apocalipse de Batman no cinema ? Como toda boa campanha de Christopher Nolan , o teaser só multiplica as indagações e injeta mais expectativa - principalmente após a cena que encerra o vídeo, onde o Batman recua perante o montanhoso Bane . Impossível ficar mais ansioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 Estrelas *****&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-8134810586013298484?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/8134810586013298484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/old-school-trailers_19.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/8134810586013298484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/8134810586013298484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/old-school-trailers_19.html' title='Old School Trailers'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fHZ62_xEWRo/TiXKUHiIh7I/AAAAAAAAAiY/sGl7GeW8kXA/s72-c/teaser-poster-12jul2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-1280950761274520702</id><published>2011-07-13T20:38:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T09:24:47.487-07:00</updated><title type='text'>Old School Trailers</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif"; 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Começando com uma boa recriação de época, o trailer logo joga John Carter (vivido por Taylor Kitsch) na trama de aventura em Marte, conhecendo a Princesa do título nacional do livro e tendo um primeiro contato com seus poderes. Apresentando uma montagem mais característica a um teaser, ainda que apresente a história do filme, o trailer empolga e mostra que a John Carter pode ser tudo o que Avatar quis recentemente. Promessa de uma belíssima aventura de ficção-científica, com o selo de qualidade de Andrew Stanton, diretor das obras-primas Wall-E e Procurando Nemo.&lt;/p&gt;  ***** 5 Estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contagion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro dos últimos filmes de Steven Soderbergh - que já anunciou a aposentadoria após realizar seus próximos projetos - Contagion , ganha seu primeiro trailer, estrelado e belíssimo . Com um ar documental , o vídeo mostra o início de um contágio da humanidade por um vírus letal , transmitido pelo ar . ''Gastando'' seus atores sem economias , Soderbergh já ''empacota'' Gwyneth Paltrow logo de cara , e lança bases para uma interessante produção , num estilo ensemble cast , que pode vir a dar uma visão completamente nova ao sub-gênero de filmes de contágio . Se tratando de Soderbergh - trabalhando com um elenco que conta com Matt Damon , Marion Cottilard , Kate Winslet , Jude Law e tantos outros - nunca se espera menos do que um filme de ponta .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 Estrelas ****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restless&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo filme de Gus Van Sant, o primeiro após a  consagração por sua indicação em Milk, apresenta uma mistura curiosa dos  dois tons das produções do diretor. Combinando a estética mais apurada  de filmes como Gênio Indomável e a trama emocional tipicamente indie de  Paranoid Park, Restless estreou em Cannes arrancando grandes elogios de  vários críticos respeitados. Prometendo uma bela reflexão sobre a vida e  a morte, o filme ainda parece usar com habilidade a fotografia  dessaturada pra representar a frieza de seus personagens e insegurança  perante o desconhecido, com atuações graciosas de Mia Wasikowska e Henry  Hooper. Uma grande pedida para o circuito restrito em 2011, como  Sleeping Beauty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***** 5 Estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;War Horse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo  um dos dois filmes que Steven Spielberg lançará esse ano, War Horse  mostra que o cineasta continua com um imenso vigor. Ainda que um drama  mais fácil de ser feito que a aventura grandiosa que será Tintin, o  filme ganha uma prévia que sugere um tom épico tão grande (ou maior)  quanto a do aventureiro belga. Soando um tanto exagerado, denunciando o  glamour que o diretor acrescenta até às suas menores obras, o trailer  mostra uma montagem eficaz mesclando a edificante trilha de John  Williams com a fabulosa fotografia de Janusz Kaminski, dois  colaboradores frequentes de Spielberg. Promessa de uma obra bem  emocionante e que explore a trama de amizade de um garoto e seu cavalo, o  que, em suma, é uma trama típica do diretor. O tom grandioso demais  poderia diminuir bastante a expectativa, mas sendo um roteiro escrito  por Lee Hall (Billy Elliot) e Richard Curtis (Simplesmente Amor), a  expectativa mantém-se (quase) inabalada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**** 4 Estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Aventuras de Tintin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  outro filme de Spielberg, baseado na extensa obra do quadrinista belga  Hergé, tem um novo trailer empolgante, que mantém o tom aventuresco do  teaser. Tendo um visual interessante pela caricatura de personagens e o  belíssimo realismo das construções da direção de arte, Tintin ainda é  satisfatório com o tratamento ao material original, tendo passagens e  diálogos muito parecidos com uma das HQs que inspira o filme, o arco de O  Segredo do Licorne. O terreno da aventura, já bastante explorado por  Spielberg nos anos 80, com Indiana Jones e as produções da Amblin, se  alia á inocência marcante das histórias de investigação do repórter e  seu cachorro. Porém, se a trilha e a fotografia ficam espetaculares na  ótima prévia, fica a ressalva sobre o arriscado visual (ainda que belo e  coerente com as HQs) do Motion Capture animado adotado por Spielberg,  que além de não dar o realismo que o público espera, ainda torna Tintin  um projeto mais arriscado do que já é por natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**** 4 Estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apollo 18&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  filme produzido por Timur Bekmambetov, o criativo diretor de O  Procurado, pega a estética de projetos como REC e Cloverfield pra contar  uma história espacial, na Lua, sobre a missão perdida dos anos 70. É  interessante analisar a proposta do filme pois além de ser uma ideia  original (afinal, o contexto não foi totalmente explicado na vida real,  deixando margem pra criar), tecnicamente é bem competente. O trailer  apresenta uma montagem eficaz, que vai aumentando gradativamente a  tensão até o final catártico. Ainda que invista em certos sustos bem  manjados, como o "susto falso" que o astronauta dá na câmera ou quando  um dos americanos é puxado pra dentro de uma cratera, o trailer pelo  menos dá um bom panorama do filme e o que se esperar dele, ainda  encontrando espaço pra sub-tramas bem instigantes (como a do capacete  soviético). Apollo 18 deve ser uma boa promessa do gênero pro final do  ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** 3 Estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sherlock Holmes 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro  trailer da sequência do mediano filme de 2009 apresenta uma interessante  abordagem visual mais sombria, ainda que com os tons acinzentados da  fotografia que marcou o primeiro. Apostando na ágil direção de Guy  Ritchie, nas atuações leves de Robert Downey Jr. e Jude Law e na  plasticidade das imagens em câmera lenta, o novo filme do detetive  promete ser uma repetição da fórmula que deu certo, agora apresentando o  Professor Moriarty. Ainda tendo como destaque a instigante jogada de  fazer a batida da música em sincronia com as explosões e tiros, a partir  de seus 30 segundos finais, o trailer é empolgante e inicia muito bem a  divulgação do filme, que lançará ainda esse ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**** 4 Estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moneyball&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  excelente trailer do próximo filme de Bennett Miller, diretor de  Capote, apresenta elementos dramáticos consagrados e se coloca como um  potencial candidato ao Oscar em diversas categorias. Se já não fosse  empolgante suficiente o fato do roteiro ser do competente Steven Zaillan  e do excelente Aaron Sorkin, de A Rede Social, o filme ainda conta com  um elenco soberbo, com Brad Pitt entrando já na disputa de melhor ator. A  trilha inspiradora, em conjunto com a montagem que oscila entre o cool e  o drama de superação, colocam o filme bem próximo de O Vencedor, que  utilizava uma trama esportiva de "volta por cima" para colocar elementos  angustiantes e cômicos. A montagem final, que demonstra também o  cuidade estético de Miller e o diretor de fotografia Wally Pfister,  mostram bem como o filme se demonstrará tocante. Um grande projeto para o  fim de ano das premiações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***** 5 Estrelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-1280950761274520702?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/1280950761274520702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/old-school-trailers_13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/1280950761274520702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/1280950761274520702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/old-school-trailers_13.html' title='Old School Trailers'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-8062310482228769233</id><published>2011-07-12T16:01:00.000-07:00</published><updated>2011-07-12T18:08:53.708-07:00</updated><title type='text'>Old School Trailers</title><content type='html'>Tinker , Tailor , Soldier, Spy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de fazer sucesso no mundo com o agraciado Deixe Ela Entrar , o sueco Tomas Alfredson parece manter seu vôo alto com seu novo filme . O primeiro trailer de Tinker , Tailor... mantém uma trilha de acordes que misturam elegância e frenesi , elementos básicos e essenciais para um bom thriller de espionagem . Quase um noir , - com uma fotografia que já desperta uma necessidade de conferir o longa obrigatoriamente na telona - o filme adapta o best-seller homônimo de John Le-Carré , que se ambienta nos anos finais da Guerra Fria, contando a história de George Smiley , um dos cinco oficiais de alta patente do Circus - divisão de elite do Serviço Secreto Inglês . Smiley é encarregado de descobrir um agente duplo , que gerava informação para os soviéticos , entre estes oficiais . Com elenco poderoso - Consagrados como Gary Oldman e Colin Firth e estrelas en ascensão como Tom Hardy - eis aí um filme que promete .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 Estrelas *****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Iron Lady&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adaptando a vida de uma das políticas mais controversas da história recente , The Iron Lady vem contar a história de Margaret Thatcher , e de como essa mulher veio a se tornar a famosa Dama de Ferro , primeira-ministra da Inglaterra entre os anos de 1979 e 1990, com todos seus - muitos- erros e acertos . O teaser trailer que demora para mostrar o rosto da genial Meryl Streep - aposta de jogo-ganho pelos realizadores - não impressiona por sua fotografia , ou diálogos - que não fogem do convencional - mas sim por sua trilha . Retirada descaradamente do tema do recentíssimo Moon (2009) , a música do teaser dá a impressão de que Streep pode aparecer a qualquer momento trajando uma roupa de astronauta . Mesmo sem esse acontecimento , este é desde já um lançamento no mínimo curioso, e que cria dúvidas sobre o modo que abordarão Thatcher no cinema .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Estrelas ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La Piel Que Habito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último trailer do novo longa de Pedro Almodóvar , La Piel Que Habito , tem tanta estranheza quanto aquele exibido em Cannes, com duração de 30 segundos . Um pouco mais extenso , este novo teaser monta um emaranhado de imagens que ainda não fazem sentido completo, seguidas de uma trilha , no mínimo, inusitada . Adaptando o livro Tarantula, do escritor francês Thierry Jonquet , o filme acompanha um cirurgião plástico ( Antonio Banderas) obcecado em criar a pele perfeita, depois de ter perdido a esposa incinerada, num acidente de carro . Elena Anaya interpreta a sua paciente . É também válido lembrar que esse é o primeiro projeto que Almodóvar e Banderas trabalham juntos em quase 20 anos - o último foi Ata-me! , em 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 Estrelas ****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50/50&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trailer da nova comédia dramática com Joseph Gordon-Levitt e Seth Rogen , 50/50 , chega conseguindo conciliar duas palavras que parecem completamente antagônicas : Câncer e humor. Adaptação do livro verídico I'm with Cancer, de Will Reiser, - também roteirista do longa - o filme conta a história de um rapaz de 25 anos (Gordon-Levitt) que descobre que tem um tipo de câncer e passa anos lutando contra a doença . O título é em função de sua probabilidade de cura : 50% a 50% . Tendo a sutileza de misturar tons obviamente dramáticos com tiradas cômicas que não banalizam o assunto , a comédia desperta só em seu trailer , algo que produtos como Funny People tiveram dificuldade de despertar em um filme inteiro . Com um roteiro feito por quem já viveu a situação , o filme promete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 Estrelas ****&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-8062310482228769233?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/8062310482228769233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/old-school-trailers.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/8062310482228769233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/8062310482228769233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/old-school-trailers.html' title='Old School Trailers'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-2511319706694964911</id><published>2011-07-01T20:04:00.000-07:00</published><updated>2011-07-03T17:46:31.891-07:00</updated><title type='text'>Transformers 3 - O Lado Oculto da Lua</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yf83KJe0WZc/Tg62S2FRjMI/AAAAAAAAAiQ/wBFZlveQNQE/s1600/Transformers_dark_of_the_moon_ver5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 214px; float: left; height: 320px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624633419503865026" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-yf83KJe0WZc/Tg62S2FRjMI/AAAAAAAAAiQ/wBFZlveQNQE/s320/Transformers_dark_of_the_moon_ver5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Michael Bay e os tímpanos e retinas perfurados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformers 2 em nada lembra o bacana filme original. Era tão ruim que Michael Bay se desculpou pelo trabalho após dele, assim como os roteiristas Roberto Orci e Alex Kurtzman por ter deixado Ehren Kruger meter a mão no projeto. E quando o imbecil(tenho sérias dúvidas sobre sua condição mental) Kruger assumiu o roteiro de Transformers 3 sozinho, só pensei em uma coisa: no final da minha crítica pro segundo filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que Michael Bay deixe Alex Kurtzman e Roberto Orci trabalharem em Transformers 3. Eles são profissionais que não são limitados e que sabem escrever muito bem. Não são incapacitados como ele."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei de Murphy existe ou eu sou mesmo tão azarado? Antes de ver Transformers 3, era fácil pensar assim. Mas é impressionante e engraçado ver que justamente quem salva esse complicado filme é... Michael Bay. E digamos que as frenéticas cenas de ação são, confortavelmente, as mais impressionantes visualmente do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor tem inegável olhar estético. Bad Boys II, filme de guerra travestido de policial, é um desbunde visual, com sua fotografia saturada e seus travellings estupendos. O travelling circular em Will Smith e nos haitianos é totalmente desnecessário, mas inegavelmente enérgico. Porém, se o diretor tem esse cuidado interessante com o visual, o mesmo não se pode aplicar como diretor em si. Bay, o raro diretor que filma muito bem e dirige muito mal, infla seus filmes(e ego) com suas explosões e subtexto pró-belicista, pondo em dúvida se a falta de qualidade deriva dos roteiros tapados que ele escolhe pra dirigir ou se é pura incompetência mesmo. Quando trabalhava com menores orçamentos, Bay era mais tranquilo e controlado, tendo seus arroubos apenas nas horas certas. Assim, ele gerou o correto Bad Boys I e o guilty-pleasure A Rocha. Quando surgiu Armageddon, a patriotada de Bay aflorou e tivemos que aguentar exercícios puramente masturbatórios, como Pearl Harbor e o próprio Bad Boys II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que surge Transformers na carreira de Bay e tudo dá uma guinada. Mostrando um apuro narrativo bem maior que antes, o diretor se conteve e realizou um belo trabalho. Depois da bomba C4 que foi sua sequência, chegamos á segunda sequência. E Bay começa com seu amor ao país ao trazer um prólogo totalmente dispensável da chegada ao homem á Lua. Que o evento lunar tem influência na trama é inegável, mas mostrá-lo de uma forma tão extensa pra depois largá-lo sem maiores explicações é uma falta de coesão notável. As próprias recriações históricas(o Kennedy está pavoroso) são nada além de corretas e poderiam ser melhor acabadas. Porém, a sequência na Lua em si é interessante e muito bem registrada por Bay. Começa-se então o frenesi visual e narrativo de Transformers 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E após o título, o roteiro de Kruger já começa a mostrar as cartas. A falta de senso geográfico e de desenvolvimento de Transformers 2 não se nota tão descaradamente aqui, mas o roteirista continua sem saber o que é estrutura narrativa. Apresenta personagens no segundo ato pra deixá-los pra trás, encaixa situações ridículas e só acrescenta bobagens á narrativa e á mitologia dos Transformers. Surge um novo Prime(que trás consigo um hilariante plot twist), mais segredos foram escondidos dos Autobots e mais dezenas de incongruências que já se faziam presentes na Mitologia, que tão bem resolvida com simplicidade no primeiro filme, virou piada no segundo. No núcleo humano, a família Witwicky nunca foi tão dispensável, aparecendo em ridículas duas cenas. E enquanto John Malkovich aparece pra testar os níveis do significado da palavra "Sub-aproveitado", Frances McDormand tem que aguentar as 10 falas que escreveram pra ela e Ken Jeoung surge como um Mr. Chow pioradíssimo, fechando com chave de ouro o seu péssimo ano depois do fraco Se Beber Não Case II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao não ter nem mesmo a decência de apresentar uma introdução que se diferencie do segundo filme(os Autobots continuam numa divisão especial do exército americano), Kruger continua errando em seu roteiro sem dó, sem nenhum senso crítico. E aí as incongruências começam a saltar na tela. O robô alienígena, que se julga tão avançado, trabalha pro governo americano contra o resto do mundo sem dó, demonstrando que seu apreço é pela América e não pela raça humana. O garoto que salvou o mundo duas vezes, formado numa das melhores universidades dos Estados Unidos, condecorado com uma medalha do presidente, é o mesmo que não consegue nenhum emprego, nem como office boy. E ainda é abandonado pelos aliens. O que aconteceu com a pataquada de "Escolhido" que o segundo filme pregou? O escolhido da raça Autobot não merece nem uma atenção do governo e dos robôs? Precisando ser sustentado pela namorada nova e tendo a ajuda do chefe garanhão dela pra arranjar finalmente um trabalho, Sam é mesmo um personagem irreal e forçadamente derrotado, diferente daquele Sam do primeiro filme, que tinha toda sua personalidade delineada sem nenhum maior esforço do roteiro. Pelo menos, Shia LaBeouf tem carisma de sobra pra sustentar tranquilamente suas patéticas cenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro espectro, o técnico, Michael Bay continua seu verdadeiro tour de force pra salvar o filme. Em 3 cenas, consegue provar que pode dirigir um filme de batalha espacial, um da chegada do homem á Lua e a adaptação de Call of Duty 4, na passagem na Ucrânia(a semelhança com o game é gritante). Tendo planos mais extensos que nos seus outros filmes, muito em decorrência do excelente uso do 3D, Bay demonstra mais elegância, embora menos arrojo, nas filmagens. As cenas de ação, sua especialidade, estão lindíssimas e de tirar o fôlego, com os destaques por conta do clímax e da belíssima sequência na rodovia, que em conjunto com a bela fotografia de Amir Mokri e a trilha correta de Steve Jablonsky, transforma-se na talvez melhor sequência(analisando tecncicamente) do filme. E ainda vem o clímax, que demonstra bem onde o orçamento foi gasto e o talento que Bay tem pra ação. Explosões á rodo, porrada descontrolada entre os robôs e soldados pra todos os lados. Câmera super-lenta pra mostrar todos os detalhes dos robôs blocadões, o que só aumenta o esmero do trabalho da ILM e de Bay. Divertidíssimo e com um final abrupto, o clímax é perfeito no que se propõe. Porém, um belo prédio sendo despencado não torna Bay um excelente diretor. O americano faz o que parecia ser impossível: ser extremamente bem-sucedido em sua filmagem, mas ser um fraco diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que fraco? Porque não dá pra levar a sério um sujeito que começa seu filme, após o prólogo, com o take gratuito da bunda de uma atriz. Não que eu esteja reclamando da belíssima visão de Rosie Huntington-Whiteley(quase tão boneco de cera quanto Megan Fox, sendo levemente superior), mas começar uma narrativa assim não dá. Além do mais, as danosas patriotadas de Bay afloram, ao mostrar os Autobots atacando iranianos e russos. Mas o ápice do prejuízo mental que dá Transformers 3 se atinge quando Bay, mecânico viciado em masturbação, deixa uma narração falando sobre as características físicas de um carro enquanto filma a personagem de Whiteley. Que o conceito de mulher-objeto era subtexto velado dos filmes de Bay, é claro, mas ao se tornar tão descarado, o filme se torna prejudicial. Nem deveria ser mencionada a estúpida metáfora do fim da liberdade que o diretor estabelece ao filmar Megatron atirar na estátua de Lincoln e sentar-se sobre ela, mas é necessário informar verdadeiros crimes contra a narrativa como se conhece dela. Não só errando nisso tudo, Bay ainda falha em desenvolver os personagens novos. O roteiro não ajuda, claro, mas o que é aquela cena de Malkovich se debatendo para Bumblebee? Pelo menos, tiraram o desgraçado alívio cômico Leo, personagem do segundo filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enrolando o quanto pode, ao criar cada vez mais sub-tramas ao longo da metragem(pra que o tal Dutch serve na história?), Kruger investe em mais piadas horrorosas(sotaque italiano no robô alienígena só porque ele se transforma numa Ferrari?) que no segundo filme e vai entrando num espiral confuso, colocando tantas coisas na narrativa sem saber o que fazer com elas. Certo ponto, McDormand fala que Sam não é um soldado. O engraçado é saber que o Coronel Lennox disse justamente que Sam É UM SOLDADO no clímax do primeiro filme, enquanto o garoto ficava com o Allspark na mão. Não satisfeito em matar e desmentir a Mitologia e a lógica dos robôs, Kruger ainda faz questão de desmentir os fatos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dolorosamente expositivo e previsível desde o primeiro frame, o filme ainda traz Megatron pela terceira vez apenas pra explicar roteiro em sua cena da África e no Memorial Lincoln, repetindo e verbalizando o que já dava pra entender naturalmente. A dor só se agrava quando o personagem do imbecil Patrick Dempsey, que é manjado desde sua primeira aparição, acaba revelando suas reais ambições(e não encare isso como spoiler: a menos que você não seja o Simple Jack, você sacaria a reviravolta). A Mercedes e as dispensáveis narrações em off de Optimus também fazem parte do pacote-bomba. E fica difícil saber qual dos plot twists é pior, esse ou dois que envolvem os robôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, é difícil dar uma nota péssima pra Transformers 3. Michael Bay consegue livrar o filme da total mediocridade ao salvar o roteiro infantil, demente e extremamente burro de Kruger. Com um clímax daqueles, colossal, representando o Apocalipse Transformer, pelo menos a trilogia se encerra(abruptamente, como prova o rídiculo epílogo) com mais dignidade que o segundo filme. Se tem algo que o filme tem de bom além da fantástica ação(e de ser superior ao desastroso antecessor), são as melhor resolvidas situações históricas e uma ou outra cena mais emotiva que, ainda que não provoque genuína emoção, ao menos lembra com carinho o espírito feel-good do primeiro filme. O tom bem mais épico da produção também ajuda na hora de descambar pra ação, ainda que faça a duração parecer de 4 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba que presenciará as sequências de ação mais hipnóticas do ano, mas como consequência aguentará 1 hora e 50 de pura enrolação estúpida e colagem narrativa, com subtexto nocivo. Tendo em mente ainda que o esplêndido clímax é criticamente falho, ao apresentar péssimos diálogos e incongruências gritantes(soldados voadores?), o filme se prejudica mais e mais, ainda mais com a luta final entre Sentinel e Megatron, que é muito divertida, mas é provocada pelo motivo mais estúpido e previsível possível. Só Ehren Kruger mesmo pra nos querer fazer acreditar que uma loira humana irá convencer o robô de 15 metros hiper-inteligente mais perigoso do Universo. A veia trash toma conta. As coincidências começam a irritar. Esqueça os diálogos e apenas aprecie o espetáculo proporcionado por Michael Bay e a ILM. O design das criaturas nunca esteve melhor. Houve capricho visual. Afinal, é sobre efeitos, os robôs e seus confrontos de que tudo se trata mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muita burrice e ignorância. Mas junta com uma gigante anestesia. Acha que a nota desse filme poderia ser menor? Não se preocupe, não é de todo errado. Apenas veja o melhor clímax do ano e a sequência da rodovia e você entenderá o maior espetáculo da rasa ação hollywoodiana, ainda que acompanhada do estupro mental causado pela estrutura e roteiro de Transformers 3. Estou cansado da sessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso que 2 horas e 40 de tímpanos e retinas perfurados provocam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** 2 Estrelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3385732699686893197-2511319706694964911?l=old-school-nerds.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/feeds/2511319706694964911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/transformers-3-o-lado-oculto-da-lua.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/2511319706694964911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3385732699686893197/posts/default/2511319706694964911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://old-school-nerds.blogspot.com/2011/07/transformers-3-o-lado-oculto-da-lua.html' title='Transformers 3 - O Lado Oculto da Lua'/><author><name>Watchmakers</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14734281501045502256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ag3wUxXwUvY/SyA1trvAKEI/AAAAAAAAALc/qGrB0hEag50/S220/1151515.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yf83KJe0WZc/Tg62S2FRjMI/AAAAAAAAAiQ/wBFZlveQNQE/s72-c/Transformers_dark_of_the_moon_ver5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3385732699686893197.post-8676144884687099064</id><published>2011-06-27T13:09:00.000-07:00</published><updated>2011-06-28T20:08:22.145-07:00</updated><title type='text'>Old School Trailers</title><content type='html'>Capitão América - O Primeiro Vingador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Após o bom porém morno Thor, o bandeiroso da Marvel parece chegar pra ser o filme de herói mais fiel á sua proposta(Caveira Vermelha está idêntico!), ao adotar a estética de aventura anos 40-50 desde sua inspirada direção de arte ás cenas de ação á là Indiana Jones. Sendo descompromissado e nostálgico, o filme parece seguir o caminho certo do sucesso e o trailer, embalado pela ótima música do Tool, compila as cenas de ação com competência, ainda que apresente a óbvia estrutura dos trailers de blockbusters atualmente: Introdução da história, piadinha, evento catártico e montagem de ação até o final impactante. Enquanto der certo, tá valendo.&lt;p class="MsoNormal"&gt;**** 4 Estrelas&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Killer Elite&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;O primeiro trailer de Killer Elite , longa de estréia do diretor Gary McKendry - indicado a um oscar em 2004 pelo curta Everything in this County Must - chega em ritmo frenético e com sotaque britânico , trazendo duas estrelas naturais da Inglaterra em confronto : Jason Statham e Clive Owen . A produção , baseada no livro The Feather Man , de Ranulph Fiennes , conta a história verídica de um grupo de ex-agentes das forças especiais inglesas , perseguidos por uma organização assassina secreta , chamada The Clinic . Statham será o ex-agente perseguido , que precisa salvar seu antigo mentor - interpretado por Robert De Niro - enquanto Owen fará o papel de um dos assassinos da organização . Direto ao ponto , o trailer exibe o suficiente para garantir a conferida : boas cenas de ação , piruetas irreais de Jason Statham , Rock 'n' Roll clássico , além do bigodinho inusitado de Clive Owen .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** 3 Estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;One Day&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt; 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